Governadores ignoram críticas de Bolsonaro

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Ao participar ontem da reunião de governadores do Nordeste para discutir a formalização do Consórcio do Nordeste, Belivaldo Chagas (PSD) disse que este é o momento do Nordeste se unir em busca de novos caminhos para se desenvolver cada vez mais.  Destacou
Ao participar ontem da reunião de governadores do Nordeste para discutir a formalização do Consórcio do Nordeste, Belivaldo Chagas (PSD) disse que este é o momento do Nordeste se unir em busca de novos caminhos para se desenvolver cada vez mais. Destacou

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 29/07/2019 às 22:43:00

 

Na primeira reunião dos Governadores do 
Nordeste após serem chamados de "go
vernadores de Paraíba" pelo presidente Jair Bolsonaro, realizada ontem em Salvador, eles evitaram críticas, mas fizeram cobranças ao Executivo. Argumentando que é melhor focar em ações do que em conflitos, os gestores estruturaram uma agenda de trabalho própria e cobraram do Governo Federal medidas e recursos que podem contribuir com a reduçã o dos déficits estaduais e com a melhoria da segurança pública na região.
"Entendemos que concentrar energias nas questões políticas ou de retórica, dilui a atenção do problema central do Brasil, que é a economia, o emprego e a renda. Todos aqui acham que esse debate é secundário, pois deveríamos estar concentrados nas ações", explicou o governador da Bahia, Rui Costa (PT), que, depois de ter se recusado a participar de uma agenda ao lado de Bolsonaro, foi o anfitrião da reunião do Consórcio do Nordeste com os representantes dos outros oito estados nordestinos em Salvador.
Ao fim da reunião, foi apresentou os pleitos dos governadores ao Executivo. Entre os pedidos estão a aprovação das regras do Novo Fundeb, a implementação do Plano Mansueto, a compensação das perdas de arrecadação decorrentes da Lei Kandir, a possibilidade de securitização dos títulos públicos e o compartilhamento das receitas provenientes da exploração e da comercialização do petróleo.
"Reiteramos a pauta federativa. Os estados do Nordeste reafirmam que é muito mais urgente e necessário definir fontes de receitas, buscando o equilíbrio fiscal e previdenciário", anunciou Costa, dizendo que definir essas novas fontes de receita é até mais importante que garantir a reinclusão de estados e municípios na reforma da Previdência. Ele explicou que, com a reforma, os estados poderiam atacar até 20% de seus déficits previdenciários. Com a geração de novas receitas através desses projetos, porém, poderiam atacar 80% desse rombo.
Os governadores do Nordeste também pediram a liberação imediata dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública por parte da União, recursos que, segundo os estados, chegam a  R$ 1,1 bilhão. "Como a sociedade brasileira, os governadores do Nordeste consideram que é urgente o item da segurança pública. Portanto, esse dinheiro não pode ficar lá parado, sem uso. Já que constitui um Fundo Nacional de Segurança Pública, que esse recurso seja distribuído aos estados para reforçar a segurança pública", defendeu Costa, dizendo que hoje esse recurso está "retido, contingenciado" no Orçamento da União.
Outro pleito diz respeito à saúde. É que os estados do Nordeste querem participar da confecção e, dessa forma, serem beneficiados pelo plano que o Ministério da Saúde deve anunciar nos próximos dias com a intenção de levar médicos para mais localidades brasileiras. "Declaramos apoio ao ministro da saúde por essa iniciativa, mas declaramos que queremos contribuir para o aperfeiçoamento desse plano. Portanto, devemos solicitar uma audiência com o ministro da saúde", anunciou o governador da Bahia.
A reunião, que contou com a presença do governador Belivaldo Chagas (PSD), deixou claro que os governadores do Nordeste estão unidos na busca de investimentos para a região e para o que vier. E que neste governo Bolsonaro a região só vai crescer com a união deles. (Com Congresso em Foco)

Na primeira reunião dos Governadores do  Nordeste após serem chamados de "go vernadores de Paraíba" pelo presidente Jair Bolsonaro, realizada ontem em Salvador, eles evitaram críticas, mas fizeram cobranças ao Executivo. Argumentando que é melhor focar em ações do que em conflitos, os gestores estruturaram uma agenda de trabalho própria e cobraram do Governo Federal medidas e recursos que podem contribuir com a reduçã o dos déficits estaduais e com a melhoria da segurança pública na região.
"Entendemos que concentrar energias nas questões políticas ou de retórica, dilui a atenção do problema central do Brasil, que é a economia, o emprego e a renda. Todos aqui acham que esse debate é secundário, pois deveríamos estar concentrados nas ações", explicou o governador da Bahia, Rui Costa (PT), que, depois de ter se recusado a participar de uma agenda ao lado de Bolsonaro, foi o anfitrião da reunião do Consórcio do Nordeste com os representantes dos outros oito estados nordestinos em Salvador.
Ao fim da reunião, foi apresentou os pleitos dos governadores ao Executivo. Entre os pedidos estão a aprovação das regras do Novo Fundeb, a implementação do Plano Mansueto, a compensação das perdas de arrecadação decorrentes da Lei Kandir, a possibilidade de securitização dos títulos públicos e o compartilhamento das receitas provenientes da exploração e da comercialização do petróleo.
"Reiteramos a pauta federativa. Os estados do Nordeste reafirmam que é muito mais urgente e necessário definir fontes de receitas, buscando o equilíbrio fiscal e previdenciário", anunciou Costa, dizendo que definir essas novas fontes de receita é até mais importante que garantir a reinclusão de estados e municípios na reforma da Previdência. Ele explicou que, com a reforma, os estados poderiam atacar até 20% de seus déficits previdenciários. Com a geração de novas receitas através desses projetos, porém, poderiam atacar 80% desse rombo.
Os governadores do Nordeste também pediram a liberação imediata dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública por parte da União, recursos que, segundo os estados, chegam a  R$ 1,1 bilhão. "Como a sociedade brasileira, os governadores do Nordeste consideram que é urgente o item da segurança pública. Portanto, esse dinheiro não pode ficar lá parado, sem uso. Já que constitui um Fundo Nacional de Segurança Pública, que esse recurso seja distribuído aos estados para reforçar a segurança pública", defendeu Costa, dizendo que hoje esse recurso está "retido, contingenciado" no Orçamento da União.
Outro pleito diz respeito à saúde. É que os estados do Nordeste querem participar da confecção e, dessa forma, serem beneficiados pelo plano que o Ministério da Saúde deve anunciar nos próximos dias com a intenção de levar médicos para mais localidades brasileiras. "Declaramos apoio ao ministro da saúde por essa iniciativa, mas declaramos que queremos contribuir para o aperfeiçoamento desse plano. Portanto, devemos solicitar uma audiência com o ministro da saúde", anunciou o governador da Bahia.
A reunião, que contou com a presença do governador Belivaldo Chagas (PSD), deixou claro que os governadores do Nordeste estão unidos na busca de investimentos para a região e para o que vier. E que neste governo Bolsonaro a região só vai crescer com a união deles. (Com Congresso em Foco)

Foco da reunião 1

O objetivo principal ontem da reunião dos Governadores do Nordeste foi discutir a formalização do Consórcio Nordeste, com foco em Desenvolvimento Econômico, Social e da Gestão; Ciência,Tecnologia e Inovação; Infraestrutura; Meio Ambiente; Segurança Pública e Administração Penitenciária; Articulação Política, Jurídica e Institucional; Comunicação Pública e Estatal.  Com isso, eles definiram o plano de trabalho desse projeto, que vai permitir que os estados nordestinos trabalhem juntos em planos de desenvolvimento econômico para a região.

Foco da reunião 2

Segundo Belivaldo Chagas (PSD), os governadores assinaram um protocolo de criação do Consórcio Nordeste que viabilizará uma série de ações para dinamizar as gestões estaduais. "Entre os Projetos Prioritários estabelecidos estão a apresentação do programa de oferta de médicos para a atenção primária na região, o fortalecimento do PrevNordeste, o aumento da eficiência nas compras consorciadas e a elaboração de projetos nas diversas áreas, com prioridade para educação, saúde, previdência, inclusão social e assistência, segurança pública, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos", afirmou,

Carta dos governadores 1

Consta na carta divulgada pelos governadores do Nordeste nesta segunda, com as primeira ações do Consórcio Nordeste e também os pleitos para o Governo Federal: Apresentação do programa de oferta de médicos para a atenção primária na região, visando ampliar os serviços de saúde nas áreas mais carentes dos estados nordestinos.  Os governadores apoiam a proposta do Ministério da Saúde de criar um programa de médicos para o Brasil e desejam contribuir com a proposta. Para isso, irão solicitar o agendamento de audiência com o ministro.

Carta dos governadores 2

Segue as ações: Efetivação de um processo único de compras para estados integrantes do Consórcio, visando reduzir os custos na aquisição de bens e serviços em diversas áreas da administração, alcançando economia importante para os cofres públicos. Ficou definido que o primeiro edital será publicado ainda no mês de agosto; Integração de dados estaduais e sistemas de informação para organizar indicadores para planejamento e ações do consórcio, em sintonia com o Plano Nacional de Desenvolvimento do Nordeste;

Carta dos governadores 3

Mais propostas: Construção de uma agenda internacional buscando parcerias institucionais e financiamentos de projetos com outros países. A primeira agenda internacional será em novembro próximo; Apresentação do Nordeste Conectado, um projeto que visa conectar a região por meio de fibra óptica; e Elaboração de estudos para criação de um fundo de investimentos que estimulem a atração e ampliação de empresas no Nordeste, funcionando como uma agência de fomento regional.

Sobre 2020

Do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), ontem. no programa de Carlos Ferreira, na 103 FM, sobre as eleições 2020: "Ainda é muito cedo para falar de eleição. Meu foco continua na cidade, é o que tem me preocupado. Só tratarei de política no próximo ano. Mas acredito que, no final das contas, todos do nosso bloco estarão unidos em todos de um candidato único, inclusive o PT. O PT é um partido aliado, tem espaço no meu governo, tinha a vice-prefeita, Eliane Aquino, ao meu lado, que só deixou o cargo porque se tornou vice-governadora. Eu nunca pensei na possibilidade de estar sem o PT na eleição de 2020".

Baixaria 

De Edvaldo lamentando o baixo nível e a agressividade de alguns adversários: "Tenho relativa experiência neste campo, pois na eleição passada fui alvo de muita agressão. Ao invés de discutir ideias, há políticos que preferem baixar o nível e partir para a agressividade. Mas este não é o meu estilo. No ano passado, o governador Belivaldo Chagas também foi alvo de muita agressão e fake news, mas o povo deu a melhor resposta com uma votação muito superior ao de seu adversário".

Sobre saída do partido

Do prefeito sobre deixar o PCdoB: "Tenho pensado, sim, em mudar de partido. Estou no PCdoB há 35 anos, ainda não é uma escolha definitiva, mas sinto que está chegando a hora de seguir um novo rumo. Em se confirmando minha saída, devo me filiar ao PDT, um partido que tem a força de Leonel Brizola, que tem compromisso com os trabalhadores, com o desenvolvimento e com o progresso".

Em Simão Dias

A procissão de Senhora Sant'Ana, em Simão Dias, mostrou algumas curiosidades políticas: o governador Belivaldo Chagas (PSD) e o prefeito Marival Santana (PSC) caminharam juntos por todo o cortejo, acompanhado dos seus grupos políticos; o deputado Luciano Pimentel (PSB) não esteve na companhia dos Valadares (PSB), mas do vereador  Rogério Nunes (PSB) e do ex-vereador José Carlos do Carro de Som (PSB). O deputado federal Gustinho Ribeiro (PSD) e o deputado estadual Ibrain Monteiro (PSC), de Lagarto, mantiveram distância um do outro.

PED 

Duas chapas estão inscritas para a Etapa Municipal do PED (Processo de Eleições Diretas) do PT, que ocorrerá em 8 de setembro em Aracaju. São elas: "Em tempos de guerra, a esperança é vermelha", tendo como candidato a presidente Professor Correia Neto e "Várias forças, uma só luta - Lula Livre", encabeçada pelo atual presidente Jefferson Lima. Dia 1º de setembro terá um debate entre os candidatos.

Veja essa ...

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que pode contar ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, como o pai dele desapareceu no período militar, afirmando que ele teria participado do grupo "mais sanguinário" da Ação Popular, movimento que combateu a ditadura no Brasil. Como reação, o jornalista Glenn Greenwald, editor do Intercept, fez uma postagem em inglês denunciando que o Brasil está sendo comandado por um "sociopata", ao comentar declaração de Bolsonaro sobre o desaparecido político Fernando Santa Cruz. 

Curtas

O ex-deputado federal Heleno Silva comemorou ontem o crescimento significativo do Crediamigo do Banco do Nordeste, que superou a marca de R$ 5 bilhões contratados em 2019 por microempreendedores dos nove Estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. 

É que Heleno foi o relator do Programa Nacional do Microcrédito, que estabeleceu todas as diretrizes para a criação do CrediAmigo, até então inexistente no país. 

Clóvis Silveira, que vai coordenar as eleições municipais em Aracaju do PSC, garante à coluna que a oposição "está bem viva em Sergipe". 

"É um fato gravíssimo. Estamos realmente num quadro de insanidade, das mais absolutas. Não é mais caso de impeachment, mas caso de interdição". Foi o que afirmou o jurista Miguel Reale Jr. sobre declarações de Bolsonaro com relação ao assassinato do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. O jurista foi um dos autores do pedido de impeachment da presidenta Dilma.