Meu nome é Gal!

Geral


  • Gal Costa virada em uma nação

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A vaia é um direito sa
grado do homem li
vre, sem dever de consideração com as boas maneiras e a biografia dos governantes achincalhados. Mas até vingar em forma de xingamento, a insatisfação popular fermenta em um caldo grosso de interdições, violências, abusos de todas as ordens. Não por acaso, sem um pingo de paciência, a brava gente bronzeada manda o presidente tomar lá onde o sol não bate desde o Carnaval.
O episódio mais recente ocorreu no Festival de Inverno de Bonito, no Mato Grosso do Sul, com regência da cantora Gal Costa. A artista baiana chegou a reproduzir o registro da catarse coletiva nas redes sociais. A bem da verdade, entretanto, tem sido assim onde quer que se junte um bolo de gente. Não há ali nada de excepcional.
Fosse inteligente, Bolsonaro abriria os ouvidos. A boca suja dos indignados manda um recado direto, com todas as letras, em alto e bom som. O mesmo grito de guerra desaforado alertou a presidente Dilma sobre o declínio da hegemonia petista, após 13 anos com o poder de mando sobre o destino dos brasileiros. Desde então, nenhum dos seus sucessores apresentou um projeto de governo capaz de pacificar o País tropical.
A indignação não tem partido político. No entanto, desde os primeiros dias no cargo, o presidente Bolsonaro investe contra tudo e contra todos os indispostos a lhe babar os ovos. Adversários políticos, ambientalistas, professores, jornalistas, negros, gays e artistas são atacados sem descanso. Forjado no calor do confronto, o presidente semeia vento com o fim de colher tempestade. Com que proveito? O tempo dirá.
De acordo com ao organizadores do evento, o Festival de Inverno de Bonito recebe um público estimado em seis mil pessoas por dia, uma fração da população brasileira. Mas, em momentos decisivos, um único homem, uma só mulher, é capaz de dar voz ao grito entalado na garganta de toda a nação. 
Desde o último sábado, meu nome é Gal!

A vaia é um direito sa grado do homem li vre, sem dever de consideração com as boas maneiras e a biografia dos governantes achincalhados. Mas até vingar em forma de xingamento, a insatisfação popular fermenta em um caldo grosso de interdições, violências, abusos de todas as ordens. Não por acaso, sem um pingo de paciência, a brava gente bronzeada manda o presidente tomar lá onde o sol não bate desde o Carnaval.
O episódio mais recente ocorreu no Festival de Inverno de Bonito, no Mato Grosso do Sul, com regência da cantora Gal Costa. A artista baiana chegou a reproduzir o registro da catarse coletiva nas redes sociais. A bem da verdade, entretanto, tem sido assim onde quer que se junte um bolo de gente. Não há ali nada de excepcional.
Fosse inteligente, Bolsonaro abriria os ouvidos. A boca suja dos indignados manda um recado direto, com todas as letras, em alto e bom som. O mesmo grito de guerra desaforado alertou a presidente Dilma sobre o declínio da hegemonia petista, após 13 anos com o poder de mando sobre o destino dos brasileiros. Desde então, nenhum dos seus sucessores apresentou um projeto de governo capaz de pacificar o País tropical.
A indignação não tem partido político. No entanto, desde os primeiros dias no cargo, o presidente Bolsonaro investe contra tudo e contra todos os indispostos a lhe babar os ovos. Adversários políticos, ambientalistas, professores, jornalistas, negros, gays e artistas são atacados sem descanso. Forjado no calor do confronto, o presidente semeia vento com o fim de colher tempestade. Com que proveito? O tempo dirá.
De acordo com ao organizadores do evento, o Festival de Inverno de Bonito recebe um público estimado em seis mil pessoas por dia, uma fração da população brasileira. Mas, em momentos decisivos, um único homem, uma só mulher, é capaz de dar voz ao grito entalado na garganta de toda a nação. 
Desde o último sábado, meu nome é Gal!

 


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