Um patrimônio de poucos

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São Cristóvão deveria pertencer ao mundo inteiro
São Cristóvão deveria pertencer ao mundo inteiro

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Publicada em 31/07/2019 às 02:02:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Há algo de muito bo-
nito em atribuir a 
devida importância ao próprio pedaço de chão, como a população de São Cristóvão faz com a Praça São Francisco - um Patrimônio da Humanidade com certidão lavrada em cartório. O título pomposo certamente inflama o orgulho no peito de uns e outros. Sem os tambores da Cultura reverberando em cada esquina da cidade histórica, entretanto, a chancela da Unesco valeria coisa nenhuma.
Nada como um dia depois do outro. Este que vos escreve já desceu o pau nos gestores do município. O aniversário de concessão do tal título, aliás, sempre me serviu de pretexto para sublinhar o descaso do poder público com a sensibilidade nativa. No entanto, de uns anos para cá, o contexto é outro. O compromisso declarado do prefeito Marcos Santana com a vocação cultural de São Cristóvão me obriga a dobrar a língua.
Eu não conheço o dia a dia de São Cristóvão, visito a cidade de vez em nunca. Talvez a população do município sofra privações as mais graves. Desde o início da atual gestão, contudo, a Cidade Mãe se transformou em um verdadeiro polo estadual de Cultura. Basta comparar a agenda e a natureza dos eventos promovidos ali com a apatia observada em Laranjeiras, por exemplo. Não bastasse o resgate do tradicional Festival de Artes, a Cultura virou um dos esteios da administração municipal, uma prioridade.
Bom seria se o Governo de Sergipe estivesse atento às oportunidades de exaltar o espirito da aldeia. Dependesse da Fundação de Cultura e Arte Aperipê, entretanto, não sobraria pedra sobre pedra na Praça São Francisco. Até agora, a programação promovida para celebrar o Patrimônio da Humanidade não mereceu nem uma vírgula da atenção de Conceição Vieira.
Uma andorinha só não faz verão. A cada novo aniversário, a concessão do título é celebrada com uma programação mais ou menos modesta, sublinhando o valor insignificante atribuído à paisagem da aldeia nas esferas mais altas do poder estadual. É lamentável. São Cristóvão deveria pertencer ao mundo inteiro. Mas, aparentemente, o Governo de Sergipe não a quer nem para os próprios sergipanos.

Há algo de muito bo- nito em atribuir a  devida importância ao próprio pedaço de chão, como a população de São Cristóvão faz com a Praça São Francisco - um Patrimônio da Humanidade com certidão lavrada em cartório. O título pomposo certamente inflama o orgulho no peito de uns e outros. Sem os tambores da Cultura reverberando em cada esquina da cidade histórica, entretanto, a chancela da Unesco valeria coisa nenhuma.
Nada como um dia depois do outro. Este que vos escreve já desceu o pau nos gestores do município. O aniversário de concessão do tal título, aliás, sempre me serviu de pretexto para sublinhar o descaso do poder público com a sensibilidade nativa. No entanto, de uns anos para cá, o contexto é outro. O compromisso declarado do prefeito Marcos Santana com a vocação cultural de São Cristóvão me obriga a dobrar a língua.
Eu não conheço o dia a dia de São Cristóvão, visito a cidade de vez em nunca. Talvez a população do município sofra privações as mais graves. Desde o início da atual gestão, contudo, a Cidade Mãe se transformou em um verdadeiro polo estadual de Cultura. Basta comparar a agenda e a natureza dos eventos promovidos ali com a apatia observada em Laranjeiras, por exemplo. Não bastasse o resgate do tradicional Festival de Artes, a Cultura virou um dos esteios da administração municipal, uma prioridade.
Bom seria se o Governo de Sergipe estivesse atento às oportunidades de exaltar o espirito da aldeia. Dependesse da Fundação de Cultura e Arte Aperipê, entretanto, não sobraria pedra sobre pedra na Praça São Francisco. Até agora, a programação promovida para celebrar o Patrimônio da Humanidade não mereceu nem uma vírgula da atenção de Conceição Vieira.
Uma andorinha só não faz verão. A cada novo aniversário, a concessão do título é celebrada com uma programação mais ou menos modesta, sublinhando o valor insignificante atribuído à paisagem da aldeia nas esferas mais altas do poder estadual. É lamentável. São Cristóvão deveria pertencer ao mundo inteiro. Mas, aparentemente, o Governo de Sergipe não a quer nem para os próprios sergipanos.