Justiça desigual

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 03/08/2019 às 14:47:00

 

Juízes e desembargadores do Tribu-
nal de Justiça de Sergipe fazem 
questão de receber cada tostão dos próprios salários, compatíveis com os praticados nas demais cortes do País, sempre no limite do teto autorizado por Lei. Quando se trata de conceder reajustes aos servidores do andar de baixo, entretanto, os privilegiados da toga fazem jogo duro. Dois pesos, duas medidas. A disparidade é flagrante.
Os servidores concursados do TJ/SE recebem um dos piores salários do País, em comparação com os trabalhadores empregados nos Tribunais de outros estados. No TJSE, um servidor de nível básico recebe um vencimento-base de R$ 1.912,32, ficando em 18º lugar em ranking de 27 cortes.
Há privilegiados em todas as casas a serviço do poder político brasileiro. Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembleia Legislativa. Enquanto os trabalhadores são convocados para o sacrifício, juízes, procuradores, parlamentares e assessores agraciados com gordos CCs vivem como verdadeiros nababos. Assim, não é de admirar que faltem recursos para os investimentos necessários, em prejuízo da criação de empregos, a arrecadação de impostos e o movimento perpétuo próprio da economia.
No início do ano, o TJ/SE publicou uma folha de pagamento escandalosa, em desacordo com o teto salarial em vigor, de R$ 35 mil. Consta que, então, 24 magistrados receberam de uma só vez valores superiores a R$ 100 mil, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do próprio Tribunal. A farra observada no Poder Judiciário, aqui destacada, no entanto, é de ingresso exclusivo dos poderosos, vedada à participação da arraia miúda do funcionalismo. Os servidores concursados bem o sabem.

Juízes e desembargadores do Tribu- nal de Justiça de Sergipe fazem  questão de receber cada tostão dos próprios salários, compatíveis com os praticados nas demais cortes do País, sempre no limite do teto autorizado por Lei. Quando se trata de conceder reajustes aos servidores do andar de baixo, entretanto, os privilegiados da toga fazem jogo duro. Dois pesos, duas medidas. A disparidade é flagrante.
Os servidores concursados do TJ/SE recebem um dos piores salários do País, em comparação com os trabalhadores empregados nos Tribunais de outros estados. No TJSE, um servidor de nível básico recebe um vencimento-base de R$ 1.912,32, ficando em 18º lugar em ranking de 27 cortes.
Há privilegiados em todas as casas a serviço do poder político brasileiro. Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembleia Legislativa. Enquanto os trabalhadores são convocados para o sacrifício, juízes, procuradores, parlamentares e assessores agraciados com gordos CCs vivem como verdadeiros nababos. Assim, não é de admirar que faltem recursos para os investimentos necessários, em prejuízo da criação de empregos, a arrecadação de impostos e o movimento perpétuo próprio da economia.
No início do ano, o TJ/SE publicou uma folha de pagamento escandalosa, em desacordo com o teto salarial em vigor, de R$ 35 mil. Consta que, então, 24 magistrados receberam de uma só vez valores superiores a R$ 100 mil, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do próprio Tribunal. A farra observada no Poder Judiciário, aqui destacada, no entanto, é de ingresso exclusivo dos poderosos, vedada à participação da arraia miúda do funcionalismo. Os servidores concursados bem o sabem.