Mais de 30 mil pessoas deram entrada em pedidos de aposentadoria

Cidades

 

Mais de 30 mil sergipanos protocolaram solicitação de aposentadoria apenas nos últimos sete meses. Dados apresentados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Estado de Sergipe, indicam que esse número já é duas maior se comparado com o mesmo período do ano passado. No total são 30.870 requerimentos oficializadas até a última quarta-feira, 31 de julho, sendo que cerca de 18 mil já foram julgados pelos técnicos regionais até a tarde de ontem. A disparada de pedidos ocorre em virtude da proposta de reforma previdenciária apresentada pelo Governo Federal e em tramitação no Congresso Nacional.
Essa mudança desejada desde o início do mandato pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) tanto no setor privado (INSS) quanto para servidores públicos, com um período de transição de 12 anos. Caso seja aprovada pelos deputados e senadores, e, em seguida, sancionado pelo próprio presidente, para se aposentar o trabalhador terá, na prática, três formas. Será possível requerer o benefício por idade mínima, por tempo de contribuição, mas com pedágio, ou por meio de um sistema de pontuação que combina idade e tempo de contribuição.
Poderá se aposentar quem contribuir por 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) para a Previdência. Aos trabalhadores que compõem o grupo de transição - para quem já trabalha - a idade mínima subirá gradativamente. Começa em 61 (homens) e 56 (mulheres) e terá acréscimo de 6 meses por ano. Em 2021, por exemplo, será de 62 (homens) e 57 (mulheres). Assim como ocorre em Sergipe, esse conjunto textual de mudanças significativas no sistema previdenciário do Brasil tem impulsionado milhões de brasileiros a se dirigirem até uma agência da Caixa Econômica Federal e solicitar a respectiva aposentadoria antes mesmo que o novo conteúdo entre em vigor.
O aumento nos pedidos atingem, também, o próprio INSS. De acordo com o gerente-executivo do Instituto em Sergipe, Raimundo Brito, desde o início deste ano já foram registrados 107 baixas funcionais por aposentadoria. Essa redução tem contribuído ainda para atrasar a análise dos processos em espera. "Houve um aumento muito grande desde o anúncio de estudo destinado à reforma. Já avaliamos pouco mais de 18 mil, mas ainda temos doze aguardando. Essa pendência poderia ser menor, mas tivemos uma grande perda, de janeiro até agora foram 105 servidores aposentados [em Sergipe]", informou.
Mobilização - Desde o início desta semana centrais sindicais e movimentos estudantis estão se mobilizando com a proposta de pressionar os deputados federais a votarem contrário à reforma. Na tarde de ontem o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), concedeu entrevista informando que os deputados que votaram de acordo com o Governo Bolsonaro, incluindo os de Sergipe, não enfrentaram problemas com a base eleitoreira durante o recesso parlamentar. Sindicalistas em Sergipe garantem que atos públicos foram realizados, e permanecerão ocorrendo ao longo dos próximos anos.
 "Temos inúmeras placas de outdoors espalhadas pelo estado estampando a imagem de cada deputado que traiu o povo, realizamos dois grandes atos unificados já criticando aqueles que se mostram na prática defendendo os interesses do governo e não o do seu povo, e vamos seguir com as manifestações criticando não apenas Bolsonaro, mas também os cinco deputados que no primeiro momento já votaram pela reforma", declarou Augusto Campos, durante manifestação realizada na manhã de ontem em frente à sede administrativa da Petrobras, em Aracaju. (Milton Alves Júnior)

Mais de 30 mil sergipanos protocolaram solicitação de aposentadoria apenas nos últimos sete meses. Dados apresentados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Estado de Sergipe, indicam que esse número já é duas maior se comparado com o mesmo período do ano passado. No total são 30.870 requerimentos oficializadas até a última quarta-feira, 31 de julho, sendo que cerca de 18 mil já foram julgados pelos técnicos regionais até a tarde de ontem. A disparada de pedidos ocorre em virtude da proposta de reforma previdenciária apresentada pelo Governo Federal e em tramitação no Congresso Nacional.
Essa mudança desejada desde o início do mandato pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) tanto no setor privado (INSS) quanto para servidores públicos, com um período de transição de 12 anos. Caso seja aprovada pelos deputados e senadores, e, em seguida, sancionado pelo próprio presidente, para se aposentar o trabalhador terá, na prática, três formas. Será possível requerer o benefício por idade mínima, por tempo de contribuição, mas com pedágio, ou por meio de um sistema de pontuação que combina idade e tempo de contribuição.
Poderá se aposentar quem contribuir por 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) para a Previdência. Aos trabalhadores que compõem o grupo de transição - para quem já trabalha - a idade mínima subirá gradativamente. Começa em 61 (homens) e 56 (mulheres) e terá acréscimo de 6 meses por ano. Em 2021, por exemplo, será de 62 (homens) e 57 (mulheres). Assim como ocorre em Sergipe, esse conjunto textual de mudanças significativas no sistema previdenciário do Brasil tem impulsionado milhões de brasileiros a se dirigirem até uma agência da Caixa Econômica Federal e solicitar a respectiva aposentadoria antes mesmo que o novo conteúdo entre em vigor.
O aumento nos pedidos atingem, também, o próprio INSS. De acordo com o gerente-executivo do Instituto em Sergipe, Raimundo Brito, desde o início deste ano já foram registrados 107 baixas funcionais por aposentadoria. Essa redução tem contribuído ainda para atrasar a análise dos processos em espera. "Houve um aumento muito grande desde o anúncio de estudo destinado à reforma. Já avaliamos pouco mais de 18 mil, mas ainda temos doze aguardando. Essa pendência poderia ser menor, mas tivemos uma grande perda, de janeiro até agora foram 105 servidores aposentados [em Sergipe]", informou.

Mobilização - Desde o início desta semana centrais sindicais e movimentos estudantis estão se mobilizando com a proposta de pressionar os deputados federais a votarem contrário à reforma. Na tarde de ontem o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), concedeu entrevista informando que os deputados que votaram de acordo com o Governo Bolsonaro, incluindo os de Sergipe, não enfrentaram problemas com a base eleitoreira durante o recesso parlamentar. Sindicalistas em Sergipe garantem que atos públicos foram realizados, e permanecerão ocorrendo ao longo dos próximos anos.
 "Temos inúmeras placas de outdoors espalhadas pelo estado estampando a imagem de cada deputado que traiu o povo, realizamos dois grandes atos unificados já criticando aqueles que se mostram na prática defendendo os interesses do governo e não o do seu povo, e vamos seguir com as manifestações criticando não apenas Bolsonaro, mas também os cinco deputados que no primeiro momento já votaram pela reforma", declarou Augusto Campos, durante manifestação realizada na manhã de ontem em frente à sede administrativa da Petrobras, em Aracaju. (Milton Alves Júnior)

 


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