Remédio amargo

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Publicada em 06/08/2019 às 23:46:00

 

Desgaste político à parte, a reali-
dade dos cofres públicos esvazi-
ados se impôs a governadores e prefeitos. Depois de muito cálculo e relutância, a Proposta de Emenda à Constituição que trata da previdência de estados e municípios ganha corpo e a adesão dos gestores nas três esferas da República.
Os governadores das 27 unidades da federação apoiam a PEC relatada pelo senador Tasso Jereissati, criando novas regras para a previdência de estados e municípios. Até o início da noite de ontem, esperava-se que a adesão fosse formalizada em carta do Fórum Nacional de Governadores endereçada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Trata-se de um remédio amargo, capaz de azedar a relação entre as autoridades locais e o eleitorado. Apesar da propaganda oficial garantir que a reforma da previdência é orientada pela necessidade de combater privilégios, as diversas concessões realizadas pelo governo federal, tendo em vista interesses políticos e corporativos, despertaram a desconfiança dos trabalhadores. 
Centrais sindicais, sindicatos profissionais, estudantes e trabalhadores organizados já se manifestaram contra a reforma da previdência. Na opinião dos dissidentes, a reforma não vai dar conta de equilibrar as contas públicas. Antes, tem o potencial de aprofundar desigualdades. 
A desconfiança não tem nada de absurda. Para governadores e prefeitos, sempre de olho no próximo mandato, assumirem o ônus de bater de frente com tanta gente, é porque estão sem tostão para tocar a máquina pública, já rasparam o tacho.

Desgaste político à parte, a reali- dade dos cofres públicos esvazi- ados se impôs a governadores e prefeitos. Depois de muito cálculo e relutância, a Proposta de Emenda à Constituição que trata da previdência de estados e municípios ganha corpo e a adesão dos gestores nas três esferas da República.
Os governadores das 27 unidades da federação apoiam a PEC relatada pelo senador Tasso Jereissati, criando novas regras para a previdência de estados e municípios. Até o início da noite de ontem, esperava-se que a adesão fosse formalizada em carta do Fórum Nacional de Governadores endereçada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Trata-se de um remédio amargo, capaz de azedar a relação entre as autoridades locais e o eleitorado. Apesar da propaganda oficial garantir que a reforma da previdência é orientada pela necessidade de combater privilégios, as diversas concessões realizadas pelo governo federal, tendo em vista interesses políticos e corporativos, despertaram a desconfiança dos trabalhadores. 
Centrais sindicais, sindicatos profissionais, estudantes e trabalhadores organizados já se manifestaram contra a reforma da previdência. Na opinião dos dissidentes, a reforma não vai dar conta de equilibrar as contas públicas. Antes, tem o potencial de aprofundar desigualdades. 
A desconfiança não tem nada de absurda. Para governadores e prefeitos, sempre de olho no próximo mandato, assumirem o ônus de bater de frente com tanta gente, é porque estão sem tostão para tocar a máquina pública, já rasparam o tacho.