Na defesa de Lula

Rita Oliveira

 

Gerou protesto e indignação de parlamen-
tares do PT de Sergipe, assim como de 
vários partidos, a decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, em autorizar ontem a transferência do ex-presidente Lula (PT) do prédio da Polícia Federal em Curitiba para uma penitenciária comum no interior de São Paulo sob alegação de que a manutenção da sua prisão na sede da PF gera prejuízo ao interesse público.
Em discurso ontem na Câmara, o deputado federal João Daniel (PT/SE) repudiou a decisão da juíza e considerou a medida "mais uma prova da perseguição política à qual Lula é submetido nos processos que o condenaram". Ressaltou que era uma forma de atentar contra sua vida e sua integridade física.
"O presidente Lula faz parte da história do Brasil. É muita humilhação o que parte do Judiciário quer fazer neste momento, sob o comando do ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, que está desesperado por conta de todas as revelações que vieram a público e são verdadeiras, que foram desvendadas pelo jornalista Glenn Greenwald e sua equipe", destacou.
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) também usou ontem a tribuna do Senado para protestar contra a transferência de Lula para um presídio comum em São Paulo.  "A transferência sem prerrogativas de ex-presidente é mais uma violência da farsa judicial a que ele foi submetido", afirmou. 
"Apesar de todas as revelações dos abusos cometidos pela Lava Jato, continuam praticando atrocidades contra o prisioneiro político Luiz Inácio Lula da Silva", declarou Rogério. 
Disse ainda que era inaceitável a transferência de Lula para um presídio comum e que a perseguição que estão fazendo contra o ex-presidente precisa ter limite.
O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, também se posicionou sobre o fato. Para ele, a decisão da juíza caracteriza mais uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula, ao negar-lhe arbitrariamente as prerrogativas de ex-presidente da República e ex-comandante Supremo das Forças Armadas.
"O PT exige que os direitos de Lula e sua segurança pessoal sejam garantidos pelo estado brasileiro, até que os tribunais reconheçam a sua inocência, a parcialidade da sentença de Moro e a ilegalidade da prisão, onde quer que seja cumprida", disse.
E isso foi feito ontem mesmo, graças a união de parlamentares de vários partidos. 

Gerou protesto e indignação de parlamen- tares do PT de Sergipe, assim como de  vários partidos, a decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, em autorizar ontem a transferência do ex-presidente Lula (PT) do prédio da Polícia Federal em Curitiba para uma penitenciária comum no interior de São Paulo sob alegação de que a manutenção da sua prisão na sede da PF gera prejuízo ao interesse público.
Em discurso ontem na Câmara, o deputado federal João Daniel (PT/SE) repudiou a decisão da juíza e considerou a medida "mais uma prova da perseguição política à qual Lula é submetido nos processos que o condenaram". Ressaltou que era uma forma de atentar contra sua vida e sua integridade física.
"O presidente Lula faz parte da história do Brasil. É muita humilhação o que parte do Judiciário quer fazer neste momento, sob o comando do ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, que está desesperado por conta de todas as revelações que vieram a público e são verdadeiras, que foram desvendadas pelo jornalista Glenn Greenwald e sua equipe", destacou.
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) também usou ontem a tribuna do Senado para protestar contra a transferência de Lula para um presídio comum em São Paulo.  "A transferência sem prerrogativas de ex-presidente é mais uma violência da farsa judicial a que ele foi submetido", afirmou. 
"Apesar de todas as revelações dos abusos cometidos pela Lava Jato, continuam praticando atrocidades contra o prisioneiro político Luiz Inácio Lula da Silva", declarou Rogério. 
Disse ainda que era inaceitável a transferência de Lula para um presídio comum e que a perseguição que estão fazendo contra o ex-presidente precisa ter limite.
O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, também se posicionou sobre o fato. Para ele, a decisão da juíza caracteriza mais uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula, ao negar-lhe arbitrariamente as prerrogativas de ex-presidente da República e ex-comandante Supremo das Forças Armadas.
"O PT exige que os direitos de Lula e sua segurança pessoal sejam garantidos pelo estado brasileiro, até que os tribunais reconheçam a sua inocência, a parcialidade da sentença de Moro e a ilegalidade da prisão, onde quer que seja cumprida", disse.
E isso foi feito ontem mesmo, graças a união de parlamentares de vários partidos. 

Decisão do STF

Na tarde de ontem, por dez votos a um, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram suspender a decisão da Justiça Federal do Paraná de transferir o ex-presidente Lula para a penitenciária de São Paulo. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello discordou da decisão, com o argumento de que Lula deveria recorrer primeiro ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) antes de ter o caso analisado pelo Supremo. 

União por Lula

Foram os deputados federais das bancadas do PT e da Minoria que se dirigiram ontem à tarde até ao presidente do STF, Dias Toffoli, para pedir a revogação da transferência de Lula. Fizeram isso após terem se reunido na Câmara para discutir as medidas imediatas que deveriam ser adotadas para barrar a decisão da juíza Carolina Lebbos. 

Toffoli surpreso

O deputado federal João Daniel, juntamente com cerca de 50 deputados petistas e outros dos demais partidos de esquerda e centro-esquerda, participou da reunião com o presidente do STF, que disse ter sido surpreendido ao receber diversas lideranças partidárias. "Não lembro de ter havido momento desse, de tantos parlamentares e lideranças com visões diferentes da política e da sociedade estando aqui", disse Toffoli, avaliando ter sido em torno de 100 parlamentares que compareceram ao seu gabinete.

Discursos solidário

A ida dos parlamentares ao STF ontem à tarde paralisou a apreciação de destaque da reforma da Previdência no plenário da Câmara.  Sem falar que a decisão inicial de transferência de prisão do ex-presidente dominou os pronunciamentos do Plenário durante a votação dos destaques da reforma. Além do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), congressistas de esquerda e do centro se uniram em defesa do petista e consideraram abusivas as decisões judiciais para tirá-lo de uma cela especial em Curitiba, para um presídio comum em Tremembé (SP).

Contra a reforma 1

O senador Rogério Carvalho (PT) se posicionou ontem sobre a reforma da Previdência, que deve ter sido aprovada na noite dessa quarta-feira, em 2º turno na Câmara, e que agora irá para o Senado. "Infelizmente esta Casa vai cumprir um papel de mero cartório burocrático sem nos dar a oportunidade de fazer o debate de fundo sobre o que representa essa reforma da Previdência para a vida da população mais pobre".

Contra a reforma 2

"Deixar passar uma reforma da Previdência tão injusta me causa indignação diante dos dados que estamos vendo. Falei com os colegas senadores que precisamos reagir e propor mudanças, ainda que falem por aí que somos voto vencido", declara o senador petista.

Contra a reforma 3

Diz ainda Rogério: "A crise com os governadores e com os prefeitos é porque eles não têm como cobrir o rombo do passivo de seus regimes próprios, pelo fato do dinheiro do Regime Geral que está sendo economizado ser às custas de tirar da barriga do povo pobre do Brasil e não pode ir para os estados e municípios".  "A reforma da Previdência prejudica, maltrata e retira dos mais pobres para cobrir o rombo do Regime Próprio da Previdência que é a Previdência que cuida dos ricos e dos mais bem aquinhoados".

Evitando disse me disse

Ao se ausentar ontem do cargo de prefeito de Aracaju até a próxima segunda-feira, para interesse pessoal, o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) informou que esses cinco dias serão descontados do seu salário e todas as despesas da viagem serão custeadas por ele. A transmissão do cargo de prefeito para o presidente da Câmara Municipal, vereador Nitinho Vitale, ocorreu na manhã da quarta-feira.

Sucessão em Socorro 1

Desde o início da semana que circula em nossa Senhora do Socorro informação de que o vereador Vagnerrogeris Lima (PSC) será o vice do ex-prefeito Fábio Henrique (PDT), hoje deputado federal, nas eleições de 2020. Isso porque os dois conversaram no domingo, oportunidade em que Fábio demonstrou sua intenção em disputar novamente a prefeitura, motivado por pesquisas onde seu nome é bastante citado para retornar ao comando do município.

Sucessão em Socorro 2

De Fábio Henrique sobre a possibilidade de Vagnerrogeris ser seu vice: "É um grande nome, tem voto pessoal e é leal. Mas não tratamos da chapa, ainda é cedo".    

Sucessão em Socorro 3

Se especula também no município que o agrupamento político do ex-prefeito Zé Franco pode indicar o vice do pré-candidato a prefeito, o deputado estadual Samuel Carvalho (PPS). E que a vereadora Maria da Taiçoca  (PSD) pode ser a vice do prefeito padre Inaldo (PCdoB). 

Conversa com vereadores 1

Em razão das eleições municipais do próximo ano, lideranças políticas já começaram a conversar com vereadores e convidá-los para ingressarem em seus partidos na abertura da janela partidária. Em Aracaju, o PDT de Fábio Henrique já conversou com os vereadores Manuel Marcos (PSDB), Anderson de Tuca (PRTB), Thiaguinho Batalha (PMB) e Isac (PCdoB).

Conversa com vereadores 2

O PTB do deputado estadual Rodrigo Valadares também convidou o vereador Manuel Marcos para se filiar ao seu partido.   E ontem o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) fez convite público ao vereador Zezinho do Bugio (PTB) para "integrar a família PSD". Chegou a dizer, pelo twitter, que no seu partido ele será recebido de "braços abertos".

Cartão vermelho

Zezinho do Bugio deve ser expulso do PTB pelo fato do partido ser oposição ao prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) e ele ter uma conduta política favorável ao chefe do Executivo Municipal. O presidente estadual do PTB, Rodrigo Valadares, já declarou que a Executiva Municipal decidiu pela sua expulsão. 

Veja essa ...

De Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho sobre a reforma da Previdência: "Se o objetivo era combater privilégios, por que não ter priorizado a reforma Tributária, taxando a renda e o patrimônio das camadas mais ricas?".

...e essa...

Prossegue Fagnani: "Para os formuladores da reforma, 'rico' é o trabalhador do Regime Geral que se aposenta por tempo de contribuição e 'pobre', o que se aposenta por idade. 'Rico' é o aposentado que ganha R$ 2.231,00 e pobre  o que ganha R$ 1.252,00". Conclui: "Enquanto isso, os verdadeiros privilegiados estão rindo à toa. Eles têm mais de 70% da sua renda isenta de tributação e pagam alíquota efetiva de imposto de renda de apenas 6%". 

Curtas

Ao ter conseguido reverter a prisão junto ao ministro do STF, Celso de Melo, o deputado federal Valdevan Noventa (PSC) compareceu normalmente ontem à Câmara dos Deputados para votação do texto, em 2º turno, da reforma da Previdência. 

Na noite da terça-feira, quando ainda estava valendo o pedido de prisão da juíza eleitoral da 2ª Zona em Aracaju, Valdevan Noventa, não marcou presença na votação da reforma previdenciária. 

O ex-deputado federal José Carlos Machado (DEM) se mostrou ontem indignado ao constatar que no Brasil os juros dos cartões de crédito são até 20 vezes maiores do que em diversos outros países. "Parece mentira, mas não é", disse, sobre as taxas que considera "imorais".

Será lançada hoje, na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Mista pela Juventude. O objetivo da frente é promover a conscientização a respeito das principais necessidades da juventude e discutir pautas importantes de políticas públicas para os jovens brasileiros.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS