Malabarismo

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Publicada em 08/08/2019 às 23:20:00

 

A renda dos sergipanos não é sufi
ciente para pagar as contas. A 
conclusão é da Confederação Nacional do Comércio (CNC), amparada na condição de endividamento familiar apurada o mês passado. Segundo os dados, o salário do trabalhador já cai na conta comprometido e raramente dura até o fim do mês.
De acordo com o levantamento da Confederação, houve elevação de 3% na variação mensal de dívidas contraídas pelas famílias do estado, atingindo o total de 70,8%. Além disso, o total de famílias endividadas no estado aumentou de 133.608 em junho para 139.639 em julho de 2019 - o patamar mais alto dos últimos cinco anos.
Inadimplência, contas atrasadas e renda familiar comprometida com parcelas de compras a prazo são regra entre os sergipanos. Em tal contexto, o comércio tende a amargar uma brusca retração do consumo, com reflexos previsíveis na geração de receitas para o estado.
Não bastasse o desemprego acentuado, a economia local ainda é refém da renda pouca dos trabalhadores locais. Obrigados a recorrer aos temíveis cartões de crédito, arcando com juros extorsivos, sufocados pelos carnês, os trabalhadores sergipanos fazem malabarismo para enfrentar a crise.
Os reflexos do dinheiro pouco fora de circulação certamente já estão sendo percebidos pelos comerciantes. Como sempre, os lojistas são os primeiros a lidar com os bolsos vazios do consumidor. O movimento cai e o risco de desemprego aumenta, um verdadeiro pesadelo. Faz tempo que tanta gente termina o mês no vermelho por estas praias.

A renda dos sergipanos não é sufi ciente para pagar as contas. A  conclusão é da Confederação Nacional do Comércio (CNC), amparada na condição de endividamento familiar apurada o mês passado. Segundo os dados, o salário do trabalhador já cai na conta comprometido e raramente dura até o fim do mês.
De acordo com o levantamento da Confederação, houve elevação de 3% na variação mensal de dívidas contraídas pelas famílias do estado, atingindo o total de 70,8%. Além disso, o total de famílias endividadas no estado aumentou de 133.608 em junho para 139.639 em julho de 2019 - o patamar mais alto dos últimos cinco anos.
Inadimplência, contas atrasadas e renda familiar comprometida com parcelas de compras a prazo são regra entre os sergipanos. Em tal contexto, o comércio tende a amargar uma brusca retração do consumo, com reflexos previsíveis na geração de receitas para o estado.
Não bastasse o desemprego acentuado, a economia local ainda é refém da renda pouca dos trabalhadores locais. Obrigados a recorrer aos temíveis cartões de crédito, arcando com juros extorsivos, sufocados pelos carnês, os trabalhadores sergipanos fazem malabarismo para enfrentar a crise.
Os reflexos do dinheiro pouco fora de circulação certamente já estão sendo percebidos pelos comerciantes. Como sempre, os lojistas são os primeiros a lidar com os bolsos vazios do consumidor. O movimento cai e o risco de desemprego aumenta, um verdadeiro pesadelo. Faz tempo que tanta gente termina o mês no vermelho por estas praias.