MTST fecha ponte exigindo terreno

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Os manifestantes fecharam a ponte Aracaju-Barra
Os manifestantes fecharam a ponte Aracaju-Barra

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Publicada em 08/08/2019 às 23:55:00

 

Na luta pela concessão integral e por tempo indeterminado do terreno clandestinamente invadido, moradores da ocupação Beatriz Nascimento, localizada no bairro Japãozinho, zona Norte de Aracaju, bloquearam na manhã de ontem a ponte que interliga a capital sergipana ao município de Nossa Senhora do Socorro. Coordenado pelo Movimento Trabalhadores Sem Teto (MTST), os manifestantes exigem que o governador Belivaldo Chagas atenda o grupo representante das famílias e conceda oficialmente o espaço. A via expressa foi interditada por volta das 6h20 e inviabilizou o fluxo de veículos por mais de uma hora e meia.
A desobstrução da via ocorreu apenas com a chegada de agentes da Polícia Militar do Estado de Sergipe que deu início às negociações e pedidos operacionais de suspensão do ato. Com a sinalização positiva, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi encaminhada até o local para apagar a barreira de fogo criada com utilização de pneus e realizar o serviço de limpeza da pista. De acordo com Michelle Bahia, apresentada como uma das coordenadoras do movimento, este ano a vice-governadora Eliane Aquino já recebeu os moradores, dialogou sobre os pleitos populares, mas a cobrança fica por conta da reunião com o chefe do poder executivo Estadual que ainda não ocorreu.
"A vice-governadora nos atendeu muito bem, foi extremamente educada, mas precisamos ser claros: mas o assunto mesmo dessa concessão foi feito com Belivaldo e dependemos da 'canetada' dele para que a gente possa trabalhar nesta terra sem medo de acordar com a polícia e oficiais de justiça obrigando a gente a sair das nossas casas em processo de reintegração de posse. A impressão que passa é que o governador não está com tempo em sua agenda para nos atender e por esse motivo deliberamos pela manifestação. Quem sabe agora ele arranje um tempo", disse. Agentes da Guarda Municipal de Aracaju e da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), também acompanharam o ato.
Já o Governo do Estado informou que o terreno ocupado pertence a Secretaria de Estado da Educação, e, que, no local, será construída uma Escola de Ensino Médio para suprir a carência do bairro Japãozinho e toda região Norte da Capital. Ainda de acordo com o poder executivo estadual, ficou previamente acertado com o movimento que o Estado vai doar cerca de quatro mil metros quadrados do terreno para a construção de casas populares. Essas tratativas foram realizadas em comum acordo entre as famílias e o Estado, e seguem tramitando administrativamente dentro do previsto.
Na concepção do advogado do MTST, Jan Ravlik, para evitar possíveis novos atos públicos, além das notas encaminhadas aos meios de comunicação por meio do Governo do Estado, é preciso que a própria gestão pública, sobretudo o governador Belivaldo Chagas, receba a comissão de moradores em reunião extraordinária. "De um lado o governador não recebe os moradores; por outro a polícia chega na manifestação com truculência. As coisas não devem seguir desta forma. Primeiro não é sadio para nenhuma das partes, bem como o problema não é solucionado. Esperamos que Belivaldo atenda este grupo e minimize os conflitos", declarou.

Na luta pela concessão integral e por tempo indeterminado do terreno clandestinamente invadido, moradores da ocupação Beatriz Nascimento, localizada no bairro Japãozinho, zona Norte de Aracaju, bloquearam na manhã de ontem a ponte que interliga a capital sergipana ao município de Nossa Senhora do Socorro. Coordenado pelo Movimento Trabalhadores Sem Teto (MTST), os manifestantes exigem que o governador Belivaldo Chagas atenda o grupo representante das famílias e conceda oficialmente o espaço. A via expressa foi interditada por volta das 6h20 e inviabilizou o fluxo de veículos por mais de uma hora e meia.
A desobstrução da via ocorreu apenas com a chegada de agentes da Polícia Militar do Estado de Sergipe que deu início às negociações e pedidos operacionais de suspensão do ato. Com a sinalização positiva, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi encaminhada até o local para apagar a barreira de fogo criada com utilização de pneus e realizar o serviço de limpeza da pista. De acordo com Michelle Bahia, apresentada como uma das coordenadoras do movimento, este ano a vice-governadora Eliane Aquino já recebeu os moradores, dialogou sobre os pleitos populares, mas a cobrança fica por conta da reunião com o chefe do poder executivo Estadual que ainda não ocorreu.
"A vice-governadora nos atendeu muito bem, foi extremamente educada, mas precisamos ser claros: mas o assunto mesmo dessa concessão foi feito com Belivaldo e dependemos da 'canetada' dele para que a gente possa trabalhar nesta terra sem medo de acordar com a polícia e oficiais de justiça obrigando a gente a sair das nossas casas em processo de reintegração de posse. A impressão que passa é que o governador não está com tempo em sua agenda para nos atender e por esse motivo deliberamos pela manifestação. Quem sabe agora ele arranje um tempo", disse. Agentes da Guarda Municipal de Aracaju e da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), também acompanharam o ato.
Já o Governo do Estado informou que o terreno ocupado pertence a Secretaria de Estado da Educação, e, que, no local, será construída uma Escola de Ensino Médio para suprir a carência do bairro Japãozinho e toda região Norte da Capital. Ainda de acordo com o poder executivo estadual, ficou previamente acertado com o movimento que o Estado vai doar cerca de quatro mil metros quadrados do terreno para a construção de casas populares. Essas tratativas foram realizadas em comum acordo entre as famílias e o Estado, e seguem tramitando administrativamente dentro do previsto.
Na concepção do advogado do MTST, Jan Ravlik, para evitar possíveis novos atos públicos, além das notas encaminhadas aos meios de comunicação por meio do Governo do Estado, é preciso que a própria gestão pública, sobretudo o governador Belivaldo Chagas, receba a comissão de moradores em reunião extraordinária. "De um lado o governador não recebe os moradores; por outro a polícia chega na manifestação com truculência. As coisas não devem seguir desta forma. Primeiro não é sadio para nenhuma das partes, bem como o problema não é solucionado. Esperamos que Belivaldo atenda este grupo e minimize os conflitos", declarou.