A carta de Aracaju

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Publicada em 09/08/2019 às 22:32:00

 

Os deputados estaduais nordes-
tinos apoiam a reforma da pre-
vidência, mas advertem que os Estados da região carecem de mais autonomia e recursos. Em pronunciamento realizado por meio de carta aberta endereçada à presidência da República, os paraíbas advertem sobre a necessidade de promover o saneamento básico em benefício da saúde pública. Também insinuam a urgência de um novo pacto federativo. E por aí vão.
A carta de Aracaju dá uma nova demonstração de articulação política da região mais sacrificada do Brasil, tendo em vista fazer frente às ameaças do governo federal. O objetivo declarado é de fortalecer a interlocução com o primeiro escalão da República. Mas também não deixa de ser uma oportuna demonstração de força.
Os nordestinos são muitos, não será fácil riscar a região do mapa, como o presidente Jair Bolsonaro já sugeriu, em mais de uma oportunidade. Os Estados da região jamais estiveram tão unidos e sintonizados, uma exigência do atual contexto político, caracterizado por uma indigesta conjunção de polarização ideológica e crise.
Com a redação da Carta de Aracaju, não será por falta de conhecimento que o governo federal deverá se abster de promover as obras indispensáveis ao bem estar de parcela tão expressiva da população. Como o documento deixa claro, no nordeste do Brasil, historicamente relegado segundo plano em matéria de investimentos, tudo ainda está por ser feito.

Os deputados estaduais nordes- tinos apoiam a reforma da pre- vidência, mas advertem que os Estados da região carecem de mais autonomia e recursos. Em pronunciamento realizado por meio de carta aberta endereçada à presidência da República, os paraíbas advertem sobre a necessidade de promover o saneamento básico em benefício da saúde pública. Também insinuam a urgência de um novo pacto federativo. E por aí vão.
A carta de Aracaju dá uma nova demonstração de articulação política da região mais sacrificada do Brasil, tendo em vista fazer frente às ameaças do governo federal. O objetivo declarado é de fortalecer a interlocução com o primeiro escalão da República. Mas também não deixa de ser uma oportuna demonstração de força.
Os nordestinos são muitos, não será fácil riscar a região do mapa, como o presidente Jair Bolsonaro já sugeriu, em mais de uma oportunidade. Os Estados da região jamais estiveram tão unidos e sintonizados, uma exigência do atual contexto político, caracterizado por uma indigesta conjunção de polarização ideológica e crise.
Com a redação da Carta de Aracaju, não será por falta de conhecimento que o governo federal deverá se abster de promover as obras indispensáveis ao bem estar de parcela tão expressiva da população. Como o documento deixa claro, no nordeste do Brasil, historicamente relegado segundo plano em matéria de investimentos, tudo ainda está por ser feito.