Héloa divulga o single 'Agô', de seu terceiro disco

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Publicada em 09/08/2019 às 22:44:00

 

É com força de denúncia e chamado, que Héloa apresenta "Agô", primeiro single de seu próximo registro de estúdio.
Acompanhada de videoclipe que mistura ficção com documentário, música traz a união de duas poderosas energias ancestrais que guiam a vida da artista iniciada no candomblé e consagrada nas tradições indígenas da família Sabuká Kariri-Xocó. Em uma espécie de pedido de desculpas e um lamento pela morte do Rio Opará, amplamente conhecido como Rio São Francisco, lança olhar para este que, há anos, vem sofrendo tragédias e mutilamentos.
Mostrando a que veio, a capa da faixa é assinada pela própria cantora que, no retrato, aparece segurando uma cabaça como símbolo de resistência, força e gestação, pedindo licença, agradecendo e se despindo como quem se coloca a serviço do sagrado através do som.
Essa figura mitológica também é representada por ela na versão audiovisual de 'Agô'. Dirigida por Raphael Borges, com fotografia de Edu Freire e roteiro de Héloa, as imagens foram gravadas às margens do Rio Opará. Colocando o dedo na ferida, de um lado, nos limites de Sergipe, deslumbra-se um Rio grandioso e frondoso, ponto turístico cobiçado. Do outro, em Alagoas, na cidade Porto Real do Colégio, onde fica localizada a Aldeia Kariri-Xocó, uma realidade oposta.
"Quando decidi fazer um disco todo dedicado à força das águas fui ao encontro do Velho Chico (Rio Opará) e retornei a aldeia Kariri-Xocó, a qual tenho relação a mais de 15 anos. Nesse novo contato, e durante todos esses anos, vi o Rio Opará morrendo, toda uma aldeia mudando seu modo de viver, se alimentar, se banhar, toda uma tradição sofrendo junto ao Rio. Entendi que era um chamado. Assim o foi. O Cacique/Pajé Pawanã tem sido um grande mentor nessa caminhada, me convidou, para além de um disco, a mergulhar ainda mais nessa tradição. Fui escolhida e acolhida como filha da aldeia. Recebendo ensinamentos e a missão de ser porta-voz e guardiã das forças ancestrais das águas através da música", explica.
Disponível em todas as plataformas digitais, 'Agô' tem letra de Patrícia Polayne e inserção de um "Rojão", canto de lamento Kariri-Xocó.

É com força de denúncia e chamado, que Héloa apresenta "Agô", primeiro single de seu próximo registro de estúdio.
Acompanhada de videoclipe que mistura ficção com documentário, música traz a união de duas poderosas energias ancestrais que guiam a vida da artista iniciada no candomblé e consagrada nas tradições indígenas da família Sabuká Kariri-Xocó. Em uma espécie de pedido de desculpas e um lamento pela morte do Rio Opará, amplamente conhecido como Rio São Francisco, lança olhar para este que, há anos, vem sofrendo tragédias e mutilamentos.
Mostrando a que veio, a capa da faixa é assinada pela própria cantora que, no retrato, aparece segurando uma cabaça como símbolo de resistência, força e gestação, pedindo licença, agradecendo e se despindo como quem se coloca a serviço do sagrado através do som.
Essa figura mitológica também é representada por ela na versão audiovisual de 'Agô'. Dirigida por Raphael Borges, com fotografia de Edu Freire e roteiro de Héloa, as imagens foram gravadas às margens do Rio Opará. Colocando o dedo na ferida, de um lado, nos limites de Sergipe, deslumbra-se um Rio grandioso e frondoso, ponto turístico cobiçado. Do outro, em Alagoas, na cidade Porto Real do Colégio, onde fica localizada a Aldeia Kariri-Xocó, uma realidade oposta.
"Quando decidi fazer um disco todo dedicado à força das águas fui ao encontro do Velho Chico (Rio Opará) e retornei a aldeia Kariri-Xocó, a qual tenho relação a mais de 15 anos. Nesse novo contato, e durante todos esses anos, vi o Rio Opará morrendo, toda uma aldeia mudando seu modo de viver, se alimentar, se banhar, toda uma tradição sofrendo junto ao Rio. Entendi que era um chamado. Assim o foi. O Cacique/Pajé Pawanã tem sido um grande mentor nessa caminhada, me convidou, para além de um disco, a mergulhar ainda mais nessa tradição. Fui escolhida e acolhida como filha da aldeia. Recebendo ensinamentos e a missão de ser porta-voz e guardiã das forças ancestrais das águas através da música", explica.
Disponível em todas as plataformas digitais, 'Agô' tem letra de Patrícia Polayne e inserção de um "Rojão", canto de lamento Kariri-Xocó.