Cai a máscara!

Geral


  • Igual a milhões

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A mim, o cantor Devi
nho Novaes nunca 
enganou. Anos atrás, quando o fenômeno foi impulsionado nas corrompidas rádios locais, intelectuais movidos por sentimento de culpa identificaram ali uma oportunidade de redenção. Ao festejar o talento nascido e criado nas beiras de Aracaju, tinham a sensação de abraçar a voz emergente das periferias. Nada mais falso. Sem a força da grana e a corrupção do jabá, o tal boyzinho do arrocha não teria a menor chance, seria sempre um Zé ninguém.
Aí está o maior erro dos críticos apressados: Creditaram o que nunca passou de investimento financeiro à sensibilidade criativa e à força inerente da Cultura popular, à revelia de qualquer evidência factual. Cantor de uma música só, Devinho ganhou tudo de mãos beijadas, não sofreu as provas próprias da carreira artística, poupado das pedras no caminho. Produto embalado para consumo apressado, ele lida agora com a brevidade do sucesso estritamente comercial distribuindo desaforos de menino mimado, igual a um jogador de futebol decadente.
Por modesto, o artista não se passa. Feio como ele só, Devinho já afirmou escolher namoradas como quem enche um carrinho de compras no supermercado. Depois foi acusado de agredir uma ex e teve shows cancelados. Agora, ignora as próprias limitações profissionais e alega ser, sem necessidade de apelar para meias palavras, o maior cantor de Sergipe. O despautério é digno de reação. Mas os intelectuais mencionados antes fazem ouvidos de mercador, como se não tivessem nada com o assunto, não dão nem um pio.
Pode até ser que Devinho Novaes ainda faça muito dinheiro. Eu duvido. Há milhões de cantores iguais ao dito cujo, nada o distingue entre milhões de aspirantes ao estrelato. Mas ainda que a sua voz enjoada venha a render uma fortuna de fazer inveja ao Tio Patinhas, jamais comprará a minha opinião: Devinho é um artista medíocre e, tudo indica, um caso exemplar de masculinidade frágil.
A prepotência de Devinho Novaes faz pensar no Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinícius de Moraes. O homem que diz sou não é. Propenso a delírios de grandeza, o cantor adota o mesmo comportamento de um reles Napoleão de hospício e faz ameaças com uma espada de papelão, ferido de morte no ego inflado. 

A mim, o cantor Devi nho Novaes nunca  enganou. Anos atrás, quando o fenômeno foi impulsionado nas corrompidas rádios locais, intelectuais movidos por sentimento de culpa identificaram ali uma oportunidade de redenção. Ao festejar o talento nascido e criado nas beiras de Aracaju, tinham a sensação de abraçar a voz emergente das periferias. Nada mais falso. Sem a força da grana e a corrupção do jabá, o tal boyzinho do arrocha não teria a menor chance, seria sempre um Zé ninguém.
Aí está o maior erro dos críticos apressados: Creditaram o que nunca passou de investimento financeiro à sensibilidade criativa e à força inerente da Cultura popular, à revelia de qualquer evidência factual. Cantor de uma música só, Devinho ganhou tudo de mãos beijadas, não sofreu as provas próprias da carreira artística, poupado das pedras no caminho. Produto embalado para consumo apressado, ele lida agora com a brevidade do sucesso estritamente comercial distribuindo desaforos de menino mimado, igual a um jogador de futebol decadente.
Por modesto, o artista não se passa. Feio como ele só, Devinho já afirmou escolher namoradas como quem enche um carrinho de compras no supermercado. Depois foi acusado de agredir uma ex e teve shows cancelados. Agora, ignora as próprias limitações profissionais e alega ser, sem necessidade de apelar para meias palavras, o maior cantor de Sergipe. O despautério é digno de reação. Mas os intelectuais mencionados antes fazem ouvidos de mercador, como se não tivessem nada com o assunto, não dão nem um pio.
Pode até ser que Devinho Novaes ainda faça muito dinheiro. Eu duvido. Há milhões de cantores iguais ao dito cujo, nada o distingue entre milhões de aspirantes ao estrelato. Mas ainda que a sua voz enjoada venha a render uma fortuna de fazer inveja ao Tio Patinhas, jamais comprará a minha opinião: Devinho é um artista medíocre e, tudo indica, um caso exemplar de masculinidade frágil.
A prepotência de Devinho Novaes faz pensar no Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinícius de Moraes. O homem que diz sou não é. Propenso a delírios de grandeza, o cantor adota o mesmo comportamento de um reles Napoleão de hospício e faz ameaças com uma espada de papelão, ferido de morte no ego inflado. 

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS