Caminhoneiros e receptadores são investigados por furtos

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A delegada Maria Zulnária Soares durante entrevista
A delegada Maria Zulnária Soares durante entrevista

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Publicada em 09/08/2019 às 23:05:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil confir
mou ontem que in
vestiga o envolvimento de outras pessoas com a quadrilha suspeita de furtar e adulterar combustíveis de postos da região de Malhada dos Bois (Baixo São Francisco). O grupo foi investigado pela 'Operação Abastecimento Final', deflagrada anteontem pela Delegacia de Malhada dos Bois, que resultou na captura de sete acusados que tiveram a prisão preventiva decretada. Segundo a polícia, o grupo era liderado pelo ex-frentista Luiz Carlos Silva Santos ('Chica'), e pelo filho dele, Luiz Carlos Silva Santos Júnior ('Julico'). 
Também foram presos os vigilantes Joaquim Santana Alves Araújo, João Vieira Dantas e Janisson Rabelo Cardoso ('Galego'), que atuavam em postos de combustíveis das cidades de Malhada dos Bois, Muribeca e Maruim. Os outros detidos foram Joselito Silva de Almeida Santos e Gileno Bomfim Santos, que, segundo a polícia, atuavam como atravessadores do produto furtado. Segundo a delegada Maria Zulnária Soares, responsável pela operação, todos os envolvidos já trabalharam em alguma função no ramo de venda de combustíveis. 
"Tem vigilantes que trabalham nos postos há mais de 16 anos. O próprio 'Chica', por exemplo, tem conhecimento sobre como retirar o combustível, como fazer a mistura com outro tipo de substância pra diluir o combustível e lucrar mais com a prática delituosa. Todos eles tem esse conhecimento e vivem nesse ramo", disse ela, explicando que o esquema do grupo se baseava no contato entre vigilantes, caminhoneiros e atravessadores. "O caminhoneiro entrava em contato com o vigilante e disponibilizava a quantidade que ele podia desviar. Combinavam um local e horário pra fazer a retirada. Eles faziam o furto a noite, já pra fugir de qualquer investigação, e o atravessador levava o combustível", informou.
Zulnária confirmou que pelo menos 27 caminhoneiros estão sendo investigados por suspeita de participação no esquema ou de ligação com os integrantes da quadrilha. Aos poucos, eles estão sendo localizados e ouvidos pela polícia. "Muito difícil de ouvir todos os caminhoneiros nesse prazo curto, porque a maioria deles não é do Estado de Sergipe, vamos remeter o inquérito, mas com certeza vamos ter que remeter um auto complementar", disse. Também há pistas sobre os possíveis receptadores que podem ter envolvimento com o esquema. "Tinham os receptadores diversos e até alguns proprietários de postos de combustível, que até o momento identificamos um, mas não é do estado de Sergipe. É de uma cidade de Alagoas", esclareceu a delegada.
As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima e desvendou todo o esquema da organização criminosa. A delegada estima que a quadrilha tenha agido por mais de cinco anos, conforme foi admitido pelos depoimentos de alguns dos investigados, e, em geral, o combustível era vendido a preços abaixo do padrão de mercado. "Eles mesmos afirmaram em interrogatório que compravam o combustível a R$ 2,20 por litro e revendiam a R$ 3,20. Todos sofrem com o prejuízo, inclusive as pessoas que moram próximos a esses autores. Nós flagramos mais de 50 galões de combustíveis cheios armazenados de forma incorreta, se houvesse um acidente, os vizinhos sofreriam danos sérios, até mesmo contra a própria vida", completou.
O total dos prejuízos causados, incluindo com impostos que deixaram de ser arrecadados, ainda está sendo calculado pela polícia. Além dos galões, foram apreendidas três armas de fogo (dois revólveres e uma pistola), quatro carros e uma quantia em dinheiro. Os envolvidos vão responder pelos crimes de furto qualificado, crime contra a ordem econômica e associação criminosa. Além da Delegacia de Malhada dos Bois, a 'Abastecimento Final' teve a participação da Coordenadoria da Polícia Civil do Interior (Copci), da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e de outras delegacias do interior.

Gabriel Damásio

A Polícia Civil confir mou ontem que in vestiga o envolvimento de outras pessoas com a quadrilha suspeita de furtar e adulterar combustíveis de postos da região de Malhada dos Bois (Baixo São Francisco). O grupo foi investigado pela 'Operação Abastecimento Final', deflagrada anteontem pela Delegacia de Malhada dos Bois, que resultou na captura de sete acusados que tiveram a prisão preventiva decretada. Segundo a polícia, o grupo era liderado pelo ex-frentista Luiz Carlos Silva Santos ('Chica'), e pelo filho dele, Luiz Carlos Silva Santos Júnior ('Julico'). 
Também foram presos os vigilantes Joaquim Santana Alves Araújo, João Vieira Dantas e Janisson Rabelo Cardoso ('Galego'), que atuavam em postos de combustíveis das cidades de Malhada dos Bois, Muribeca e Maruim. Os outros detidos foram Joselito Silva de Almeida Santos e Gileno Bomfim Santos, que, segundo a polícia, atuavam como atravessadores do produto furtado. Segundo a delegada Maria Zulnária Soares, responsável pela operação, todos os envolvidos já trabalharam em alguma função no ramo de venda de combustíveis. 
"Tem vigilantes que trabalham nos postos há mais de 16 anos. O próprio 'Chica', por exemplo, tem conhecimento sobre como retirar o combustível, como fazer a mistura com outro tipo de substância pra diluir o combustível e lucrar mais com a prática delituosa. Todos eles tem esse conhecimento e vivem nesse ramo", disse ela, explicando que o esquema do grupo se baseava no contato entre vigilantes, caminhoneiros e atravessadores. "O caminhoneiro entrava em contato com o vigilante e disponibilizava a quantidade que ele podia desviar. Combinavam um local e horário pra fazer a retirada. Eles faziam o furto a noite, já pra fugir de qualquer investigação, e o atravessador levava o combustível", informou.
Zulnária confirmou que pelo menos 27 caminhoneiros estão sendo investigados por suspeita de participação no esquema ou de ligação com os integrantes da quadrilha. Aos poucos, eles estão sendo localizados e ouvidos pela polícia. "Muito difícil de ouvir todos os caminhoneiros nesse prazo curto, porque a maioria deles não é do Estado de Sergipe, vamos remeter o inquérito, mas com certeza vamos ter que remeter um auto complementar", disse. Também há pistas sobre os possíveis receptadores que podem ter envolvimento com o esquema. "Tinham os receptadores diversos e até alguns proprietários de postos de combustível, que até o momento identificamos um, mas não é do estado de Sergipe. É de uma cidade de Alagoas", esclareceu a delegada.
As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima e desvendou todo o esquema da organização criminosa. A delegada estima que a quadrilha tenha agido por mais de cinco anos, conforme foi admitido pelos depoimentos de alguns dos investigados, e, em geral, o combustível era vendido a preços abaixo do padrão de mercado. "Eles mesmos afirmaram em interrogatório que compravam o combustível a R$ 2,20 por litro e revendiam a R$ 3,20. Todos sofrem com o prejuízo, inclusive as pessoas que moram próximos a esses autores. Nós flagramos mais de 50 galões de combustíveis cheios armazenados de forma incorreta, se houvesse um acidente, os vizinhos sofreriam danos sérios, até mesmo contra a própria vida", completou.
O total dos prejuízos causados, incluindo com impostos que deixaram de ser arrecadados, ainda está sendo calculado pela polícia. Além dos galões, foram apreendidas três armas de fogo (dois revólveres e uma pistola), quatro carros e uma quantia em dinheiro. Os envolvidos vão responder pelos crimes de furto qualificado, crime contra a ordem econômica e associação criminosa. Além da Delegacia de Malhada dos Bois, a 'Abastecimento Final' teve a participação da Coordenadoria da Polícia Civil do Interior (Copci), da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e de outras delegacias do interior.