A Arte de Elifas Andreato na Música Brasileira ganha exposição em São Paulo

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 13/08/2019 às 22:53:00

 

Autor de uma das mais importantes séries de obras iconográficas das principais referências da música brasileira, o artista plástico Elifas Andreato tem uma intensa produção construída ao longo dos últimos 50 anos, sempre refletindo seu engajamento por mais acesso à cultura e à educação, à construção da cidadania e à mais ampla defesa dos diretos humanos. Um recorte do seu trabalho compõe a exposição A Arte de Elifas Andreato na Música Brasileira, com curadoria de Emanoel Araujo, reunindo retratos de gente como Pixinguinha, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Cartola, Gilberto Gil, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Tim Maia, Milton Nascimento, Criolo, João Bosco, entre outros. A seleção de obras inclui originais e algumas reproduções, como o cartaz para os 50 anos da Semana de Arte Moderna.
 Trabalhos fundamentais como Batuque na Cozinha (1972, nanquim em papel, serigrafia, 30cm x 30cm), imagem marcante de um dos momentos mais gloriosos de Martinho da Vila, e Nervos de Aço (1973, acrílica sobre tela, 40cm X 70cm), inesquecível retrato de Paulinho da Viola, dividem espaço com obras como Espiral de Ilusão (2017, acrílica sobre tela, 1m X 1m) e Canto do Vento (2019, acrílica sobre tela, 30cm X 30cm) feitos, respectivamente, para Criolo e Fabiana Cozza, revelando um Elifas muito atual, inquieto, sempre curioso e aberto a novas experimentações.
 Outra obra das mais emblemáticas de Elifas, Clementina (1979, acrílico sobre tela, 60cm X 60cm), produzida há 40 anos, terá seu original exibido pela primeira vez ao público. Entre as reproduções expostas, destaque também para a antológica capa do disco Clementina e Convidados (que contou com a participação de Adoniran Barbosa, Carlinhos Vergueiro, Clara Nunes, João Bosco, Martinho da Vila e Roberto Ribeiro) e o cartaz do lendário show Tendinha (de Martinho da Vila com Samba 7, Rui Quaresma e Neoci, dirigido por Fernando Faro).
Em um depoimento exposto em um grande painel no Museu Afro Brasil, o poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho declara que Elifas Andreato é "um artista raro, com um universo muito amplo, um artista ao mesmo tempo lírico, mas densamente dramático, um intérprete do cotidiano, mágico manipulador de dialetos dos mais significativos, possuidor de uma gramática das mais ricas que conheço. Ele será sempre um artista brasileiro, em qualquer galáxia em que atue ou universo em que pise. Elifas é um orixá com pincéis iorubanos e lápis jejes-nagôs se multiplicando nos labirintos que ele mesmo inventa para reinterpretar o mundo e os personagens que o povoam".
A abertura da exposição, na terça, 20 de agosto, às 19h, no Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera, em São Paulo, será marcada por um encontro entre Paulinho da Viola e Martinho da Vila. Os dois participarão de um bate-papo com o público, ao lado do próprio artista Elifas Andreato, do diretor do Museu Afro Brasil e curador da exposição Emanoel Araujo, do rapper Rappin Hood, da cantora Anna Setton, do grupo musical Ilú Obá de Min e da escritora Janaína Marquesini, uma das autoras da biografia de Clementina de Jesus, Quelé, A Voz Da Cor. Promovido pelo Instituto Elifas Andreato, o encontro tem entrada franca.

Autor de uma das mais importantes séries de obras iconográficas das principais referências da música brasileira, o artista plástico Elifas Andreato tem uma intensa produção construída ao longo dos últimos 50 anos, sempre refletindo seu engajamento por mais acesso à cultura e à educação, à construção da cidadania e à mais ampla defesa dos diretos humanos. Um recorte do seu trabalho compõe a exposição A Arte de Elifas Andreato na Música Brasileira, com curadoria de Emanoel Araujo, reunindo retratos de gente como Pixinguinha, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Cartola, Gilberto Gil, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Tim Maia, Milton Nascimento, Criolo, João Bosco, entre outros. A seleção de obras inclui originais e algumas reproduções, como o cartaz para os 50 anos da Semana de Arte Moderna.
 Trabalhos fundamentais como Batuque na Cozinha (1972, nanquim em papel, serigrafia, 30cm x 30cm), imagem marcante de um dos momentos mais gloriosos de Martinho da Vila, e Nervos de Aço (1973, acrílica sobre tela, 40cm X 70cm), inesquecível retrato de Paulinho da Viola, dividem espaço com obras como Espiral de Ilusão (2017, acrílica sobre tela, 1m X 1m) e Canto do Vento (2019, acrílica sobre tela, 30cm X 30cm) feitos, respectivamente, para Criolo e Fabiana Cozza, revelando um Elifas muito atual, inquieto, sempre curioso e aberto a novas experimentações.
 Outra obra das mais emblemáticas de Elifas, Clementina (1979, acrílico sobre tela, 60cm X 60cm), produzida há 40 anos, terá seu original exibido pela primeira vez ao público. Entre as reproduções expostas, destaque também para a antológica capa do disco Clementina e Convidados (que contou com a participação de Adoniran Barbosa, Carlinhos Vergueiro, Clara Nunes, João Bosco, Martinho da Vila e Roberto Ribeiro) e o cartaz do lendário show Tendinha (de Martinho da Vila com Samba 7, Rui Quaresma e Neoci, dirigido por Fernando Faro).
Em um depoimento exposto em um grande painel no Museu Afro Brasil, o poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho declara que Elifas Andreato é "um artista raro, com um universo muito amplo, um artista ao mesmo tempo lírico, mas densamente dramático, um intérprete do cotidiano, mágico manipulador de dialetos dos mais significativos, possuidor de uma gramática das mais ricas que conheço. Ele será sempre um artista brasileiro, em qualquer galáxia em que atue ou universo em que pise. Elifas é um orixá com pincéis iorubanos e lápis jejes-nagôs se multiplicando nos labirintos que ele mesmo inventa para reinterpretar o mundo e os personagens que o povoam".
A abertura da exposição, na terça, 20 de agosto, às 19h, no Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera, em São Paulo, será marcada por um encontro entre Paulinho da Viola e Martinho da Vila. Os dois participarão de um bate-papo com o público, ao lado do próprio artista Elifas Andreato, do diretor do Museu Afro Brasil e curador da exposição Emanoel Araujo, do rapper Rappin Hood, da cantora Anna Setton, do grupo musical Ilú Obá de Min e da escritora Janaína Marquesini, uma das autoras da biografia de Clementina de Jesus, Quelé, A Voz Da Cor. Promovido pelo Instituto Elifas Andreato, o encontro tem entrada franca.