Protestos contra cortes na Educação e reforma da Previdência

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DURANTE TODO O DIA FORAM REALIZADOS ATOS CONTRA CORTES DE VERBAS NA EDUCAÇÃO E CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA
DURANTE TODO O DIA FORAM REALIZADOS ATOS CONTRA CORTES DE VERBAS NA EDUCAÇÃO E CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Manifestantes queimam bonecas simbolizando Bolsonaro e deputados sergipanos que aprovaram a reforma da Previdência
Manifestantes queimam bonecas simbolizando Bolsonaro e deputados sergipanos que aprovaram a reforma da Previdência

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Publicada em 13/08/2019 às 23:12:00

 

Milton Alves Júnior
O dia de paralisação e 
manifestações unifica
das contra o desmonte da educação pública no Brasil começou, em Sergipe, com aglomeração de professores e estudantes das redes municipal, estadual e federal em frente ao Palácio Governador Augusto Franco - Palácio dos Despachos, em Aracaju. Já no início da manhã, por volta das 8h, o grupo posicionou na entrada principal do palácio cinco bonecos do tipo Judas com a foto dos deputados federais: Bosco Costa (PL), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), e Laércio Oliveira (PP). Todos favoráveis à reforma previdenciária.
No ponto extremo da região metropolitana de Aracaju, outros grupos de manifestantes se reuniu também no início da manhã em frente a entrada principal da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, onde intensificaram as críticas contra o contigenciamento de verbas públicas, sobretudo, antes destinadas pelo Governo Federal para os campi universitários e ao Instituto Federal de Sergipe (IFS). Essa mobilização contou com o apoio direto de representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ainda no turno da manhã foram registradas manifestações nas cidades de Itabaiana, Estância, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora das Dores, Lagarto, Itaporanga d'Ajuda, e Campo do Brito. Unindo todas as instituições estudantis, cerca de 400 mil alunos ficaram sem aula. Paralelo às críticas contra a reforma previdenciária, em todo o país o populares ocuparam ruas e avenidas para protestar contra o cortes de verbas na educação, contra o Programa Future-se, contra o desemprego e as privatizações, além de defender o fortalecimento da democracia e do direito de expressão.
De acordo com o professor Glauco Mendonça, desde 1985, durante a fase de redemocratização do país, os brasileiros jamais haviam se deparado com um conjunto tão representativo de retrocessos trabalhistas e sociais. Para o docente, a partir do momento em que o Governo Federal corta investimentos na educação, o país deixa de crescer conforme deveria. "Estamos no sentido contrário do progresso. Não chegamos nem a nove meses do atual governo e já nos deparamos com inúmeros atos lamentáveis. Diferente do resto do mundo, o Brasil deu meia volta. Cortar investimentos na educação é o maior erro que um presidente poderia cometer", avaliou
Caminhada - À tarde, pela terceira vez neste ano, professores, estudantes, trabalhadores de instituições educacionais e a população em geral participou de uma marcha unificada. Reunidos na Praça General Valadão, centro de Aracaju, os manifestantes reforçaram as críticas contra o presidente Jair Messias Bolsonaro, os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Educação, Abraham Weintraub, além dos deputados federais simbolicamente queimados mais cedo. A perspectiva dos sergipanos contrários à metodologia administrativa do Governo Federal é que as mobilizações, incluindo as greves, sejam novamente realizadas até o final deste ano.
 "Enquanto nossa voz não é censurada por um governo que oprime aqueles que possuem pensamentos diferentes ao de seus chefes governamentais, nós continuaremos lutando, batalhando e exigindo que direitos históricos não sejam retirados. Não permitiremos que patrimônios públicos sejam vendidos e que o Brasil permaneça motivo de piada no exterior. Temos vergonha do que Bolsonaro vem fazendo e falando. Por isso muitos que te defenderam no ano passado estão pulando fora do barco. Cortar os investimentos na educação foi o primeiro dos seus principais erros desde que assumiu o cargo presidencial", declarou Rubem Marques, o Professor Dudu.
Conforme dados apresentados pelo Ministério da Casa Civil, 680 milhões de reais deixarão de ser investidos na rede básica que atinge creches e escolas de ensino infantil e fundamental. Já as universidades e institutos federais de todo o país deixaram de receber, juntas, cerca de 2,2 bilhões de reais. Essa Medida Provisória também interferirá na oferta de novas bolsas disponíveis pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para mestrados e doutorados. De modo semelhante, outras 5,5 mil novas bolsas de projetos de pesquisas estão sendo suspensas pelo Governo.
 "Estamos mais uma vez reunidos para protestar contra Bolsonaro, seus ministros, e os deputados federais que votaram contra os interesses do povo. Não iremos esquecer essa traição", concluiu o professor. 

Milton Alves Júnior

O dia de paralisação e  manifestações unifica das contra o desmonte da educação pública no Brasil começou, em Sergipe, com aglomeração de professores e estudantes das redes municipal, estadual e federal em frente ao Palácio Governador Augusto Franco - Palácio dos Despachos, em Aracaju. Já no início da manhã, por volta das 8h, o grupo posicionou na entrada principal do palácio cinco bonecos do tipo Judas com a foto dos deputados federais: Bosco Costa (PL), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), e Laércio Oliveira (PP). Todos favoráveis à reforma previdenciária.
No ponto extremo da região metropolitana de Aracaju, outros grupos de manifestantes se reuniu também no início da manhã em frente a entrada principal da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, onde intensificaram as críticas contra o contigenciamento de verbas públicas, sobretudo, antes destinadas pelo Governo Federal para os campi universitários e ao Instituto Federal de Sergipe (IFS). Essa mobilização contou com o apoio direto de representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ainda no turno da manhã foram registradas manifestações nas cidades de Itabaiana, Estância, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora das Dores, Lagarto, Itaporanga d'Ajuda, e Campo do Brito. Unindo todas as instituições estudantis, cerca de 400 mil alunos ficaram sem aula. Paralelo às críticas contra a reforma previdenciária, em todo o país o populares ocuparam ruas e avenidas para protestar contra o cortes de verbas na educação, contra o Programa Future-se, contra o desemprego e as privatizações, além de defender o fortalecimento da democracia e do direito de expressão.
De acordo com o professor Glauco Mendonça, desde 1985, durante a fase de redemocratização do país, os brasileiros jamais haviam se deparado com um conjunto tão representativo de retrocessos trabalhistas e sociais. Para o docente, a partir do momento em que o Governo Federal corta investimentos na educação, o país deixa de crescer conforme deveria. "Estamos no sentido contrário do progresso. Não chegamos nem a nove meses do atual governo e já nos deparamos com inúmeros atos lamentáveis. Diferente do resto do mundo, o Brasil deu meia volta. Cortar investimentos na educação é o maior erro que um presidente poderia cometer", avaliou

Caminhada - À tarde, pela terceira vez neste ano, professores, estudantes, trabalhadores de instituições educacionais e a população em geral participou de uma marcha unificada. Reunidos na Praça General Valadão, centro de Aracaju, os manifestantes reforçaram as críticas contra o presidente Jair Messias Bolsonaro, os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Educação, Abraham Weintraub, além dos deputados federais simbolicamente queimados mais cedo. A perspectiva dos sergipanos contrários à metodologia administrativa do Governo Federal é que as mobilizações, incluindo as greves, sejam novamente realizadas até o final deste ano.
 "Enquanto nossa voz não é censurada por um governo que oprime aqueles que possuem pensamentos diferentes ao de seus chefes governamentais, nós continuaremos lutando, batalhando e exigindo que direitos históricos não sejam retirados. Não permitiremos que patrimônios públicos sejam vendidos e que o Brasil permaneça motivo de piada no exterior. Temos vergonha do que Bolsonaro vem fazendo e falando. Por isso muitos que te defenderam no ano passado estão pulando fora do barco. Cortar os investimentos na educação foi o primeiro dos seus principais erros desde que assumiu o cargo presidencial", declarou Rubem Marques, o Professor Dudu.
Conforme dados apresentados pelo Ministério da Casa Civil, 680 milhões de reais deixarão de ser investidos na rede básica que atinge creches e escolas de ensino infantil e fundamental. Já as universidades e institutos federais de todo o país deixaram de receber, juntas, cerca de 2,2 bilhões de reais. Essa Medida Provisória também interferirá na oferta de novas bolsas disponíveis pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para mestrados e doutorados. De modo semelhante, outras 5,5 mil novas bolsas de projetos de pesquisas estão sendo suspensas pelo Governo.
 "Estamos mais uma vez reunidos para protestar contra Bolsonaro, seus ministros, e os deputados federais que votaram contra os interesses do povo. Não iremos esquecer essa traição", concluiu o professor.