Cobertura falha

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Publicada em 13/08/2019 às 23:28:00

 

Dois casos de sarampo já foram 
confirmados em Sergipe. Outros 
dois permanecem sob investigação. Obrigada a sair em busca do tempo perdido, a vigilância epidemiológica do estado fala agora em realizar um bloqueio vacinal em Estância, onde a doença foi diagnosticada. Necessária, a precaução remedia a negligência de anos seguidos, em diversas esferas do poder público. Para as vítimas, no entanto, a providência chega tarde demais.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto e a população passou a ver o Zé Gotinha pelas costas, movidas por receio infundado. Pior para as mais de 800 vítimas derrubadas pelo sarampo do Oiapoque ao Chuí, ano passado. 
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, o descuido dos gestores públicos garantiu a sobrevida de uma dor de cabeça secular.
Pode parecer notícia ordinária, mas a ocorrência recente de doenças erradicadas há décadas obriga todo mundo, população e gestores públicos, a ficar de sobreaviso. Em matéria de saúde, todo cuidado é pouco.

Dois casos de sarampo já foram  confirmados em Sergipe. Outros  dois permanecem sob investigação. Obrigada a sair em busca do tempo perdido, a vigilância epidemiológica do estado fala agora em realizar um bloqueio vacinal em Estância, onde a doença foi diagnosticada. Necessária, a precaução remedia a negligência de anos seguidos, em diversas esferas do poder público. Para as vítimas, no entanto, a providência chega tarde demais.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto e a população passou a ver o Zé Gotinha pelas costas, movidas por receio infundado. Pior para as mais de 800 vítimas derrubadas pelo sarampo do Oiapoque ao Chuí, ano passado. 
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, o descuido dos gestores públicos garantiu a sobrevida de uma dor de cabeça secular.
Pode parecer notícia ordinária, mas a ocorrência recente de doenças erradicadas há décadas obriga todo mundo, população e gestores públicos, a ficar de sobreaviso. Em matéria de saúde, todo cuidado é pouco.