Golpe com venda de terrenos dá prejuízo de R$ 100 mil

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Publicada em 14/08/2019 às 22:51:00

 

A Polícia Civil descobriu um golpe praticado com a venda ilegal de terrenos invadidos ou "grilados" em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Em uma operação deflagrada na madrugada de ontem, agentes do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), prenderam três suspeitos de envolvimento com o esquema: Francisco Teles, Carlos Rodrigues de Oliveira e José Carlos de Souza Farias. Os três foram detidos nos bairros Santa Maria (zona sul) e Olaria (zona oeste), em cumprimento a mandados de prisão preventiva decretada pela Justiça. Outros dois suspeitos também tiveram a prisão decretada, mas não foram encontrados e são considerados foragidos: Antônio José Meneses Santos e Jailton de Jesus, coordenador de um movimento social que atua na reivindicação de moradia popular. 
Os cinco suspeitos foram investigados durante quatro meses e são acusados de enganar pelo menos cinco vítimas em na capital e em Socorro, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil às vítimas. Segundo a delegada Rosana Freitas, do Depatri, as investigações se iniciaram após a denúncia de um escrevente de cartório sobre a falsificação de documentos relacionados à posse dos terrenos, e que estas áreas eram invadidas ou tinham a propriedade usurpada, numa espécie de grilagem de terras. O denunciante teve seus dados usados em uma procuração que lhe atribuía a posse de um lote. 
"Foi identificado que esses cinco indivíduos falsificavam tanto procurações como documentos pessoais, recibos de compra e venda e escrituras públicas, para fazer uma venda fraudulenta de lotes no município de Socorro. Eles faziam um levantamento de lotes sem construção, ou cujos proprietários não estavam na localidade, viajavam ou moravam distante. A partir daí, falsificavam os documentos desses proprietários, emitiam procurações sobre estabelecimentos, usavam esses documentos falsos para tirar documentos verdadeiros em cartório, dando credibilidade ao negócio. E em seguida, faziam a venda irregular desses terrenos", explicou Rosana.
A delegada disse também que algumas fraudes foram consumadas com o depósito de dinheiro das vítimas nas contas bancárias de um dos acusados, mas outras tentativas foram frustradas por pessoas que descobriram as fraudes antes de pagar aos golpistas, que anunciavam os terrenos através de redes sociais e sites. "Eles faziam o anuncio dos imóveis na internet, geralmente com preços atrativos, e as pessoas mantinham contato. Também procuravam corretores credenciados no mercado, dizendo que tinham um lote para vender", explicou ela, frisando que os corretores foram igualmente usados como vítimas, pois não tinham conhecimento das fraudes. 
A polícia investiga a possibilidade de que o grupo investigado tenha oferecido os terrenos fraudados para integrantes de movimentos de sem-teto, e que outras pessoas tenham sido enganadas pela quadrilha. A delegada Rosana confirmou um futuro pedido para que a Justiça decrete o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos cinco investigados a fim de ressarcir os prejuízos às vítimas. Já os terrenos vendidos irregularmente ou que tiveram sua documentação falsificada serão devolvidos ou revertidos de volta aos legítimos proprietários. Os cinco envolvidos vão responder pelos crimes de estelionato majorado e formação de quadrilha. 
Rosana Freitas orienta que as pessoas, ao comprarem um terreno ou imóvel, desconfiem de ofertas muito atrativas e busque confirmar a autenticidade de documentações junto aos cartórios da cidade. A Polícia Civil pede que informações e denúncias sobre a localização dos demais envolvidos nos crimes sejam repassadas por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido. (Gabriel Damásio)

A Polícia Civil descobriu um golpe praticado com a venda ilegal de terrenos invadidos ou "grilados" em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Em uma operação deflagrada na madrugada de ontem, agentes do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), prenderam três suspeitos de envolvimento com o esquema: Francisco Teles, Carlos Rodrigues de Oliveira e José Carlos de Souza Farias. Os três foram detidos nos bairros Santa Maria (zona sul) e Olaria (zona oeste), em cumprimento a mandados de prisão preventiva decretada pela Justiça. Outros dois suspeitos também tiveram a prisão decretada, mas não foram encontrados e são considerados foragidos: Antônio José Meneses Santos e Jailton de Jesus, coordenador de um movimento social que atua na reivindicação de moradia popular. 
Os cinco suspeitos foram investigados durante quatro meses e são acusados de enganar pelo menos cinco vítimas em na capital e em Socorro, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil às vítimas. Segundo a delegada Rosana Freitas, do Depatri, as investigações se iniciaram após a denúncia de um escrevente de cartório sobre a falsificação de documentos relacionados à posse dos terrenos, e que estas áreas eram invadidas ou tinham a propriedade usurpada, numa espécie de grilagem de terras. O denunciante teve seus dados usados em uma procuração que lhe atribuía a posse de um lote. 
"Foi identificado que esses cinco indivíduos falsificavam tanto procurações como documentos pessoais, recibos de compra e venda e escrituras públicas, para fazer uma venda fraudulenta de lotes no município de Socorro. Eles faziam um levantamento de lotes sem construção, ou cujos proprietários não estavam na localidade, viajavam ou moravam distante. A partir daí, falsificavam os documentos desses proprietários, emitiam procurações sobre estabelecimentos, usavam esses documentos falsos para tirar documentos verdadeiros em cartório, dando credibilidade ao negócio. E em seguida, faziam a venda irregular desses terrenos", explicou Rosana.
A delegada disse também que algumas fraudes foram consumadas com o depósito de dinheiro das vítimas nas contas bancárias de um dos acusados, mas outras tentativas foram frustradas por pessoas que descobriram as fraudes antes de pagar aos golpistas, que anunciavam os terrenos através de redes sociais e sites. "Eles faziam o anuncio dos imóveis na internet, geralmente com preços atrativos, e as pessoas mantinham contato. Também procuravam corretores credenciados no mercado, dizendo que tinham um lote para vender", explicou ela, frisando que os corretores foram igualmente usados como vítimas, pois não tinham conhecimento das fraudes. 
A polícia investiga a possibilidade de que o grupo investigado tenha oferecido os terrenos fraudados para integrantes de movimentos de sem-teto, e que outras pessoas tenham sido enganadas pela quadrilha. A delegada Rosana confirmou um futuro pedido para que a Justiça decrete o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos cinco investigados a fim de ressarcir os prejuízos às vítimas. Já os terrenos vendidos irregularmente ou que tiveram sua documentação falsificada serão devolvidos ou revertidos de volta aos legítimos proprietários. Os cinco envolvidos vão responder pelos crimes de estelionato majorado e formação de quadrilha. 
Rosana Freitas orienta que as pessoas, ao comprarem um terreno ou imóvel, desconfiem de ofertas muito atrativas e busque confirmar a autenticidade de documentações junto aos cartórios da cidade. A Polícia Civil pede que informações e denúncias sobre a localização dos demais envolvidos nos crimes sejam repassadas por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido. (Gabriel Damásio)