Educação não é negócio

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Publicada em 14/08/2019 às 23:15:00

 

Para parte do corpo discente da 
Universidade Federal de Sergipe, 
o funcionamento regular do restaurante universitário, com o fim de fornecer refeições a preços módicos, é condição fundamental para a graduação. Os custos derivados da formação em terceiro grau não são modestos. Afora o tempo exigido pelos estudos, despesas relacionadas a material didático, deslocamento e hospedagem, no caso dos estudantes oriundos de cidades distantes, inviabilizam a permanência dos mais pobres. Neste contexto, arcar com almoço e jantar está fora de questão.
Infelizmente, um imbróglio contratual ainda mal explicado protelou a reabertura do Resun, após um extenso período de portas fechadas. A empresa que assumiu a responsabilidade de fornecer as refeições simplesmente rescindidu o contrato, sem mais nem menos, um dia após dar início à prestação do serviço. Por esperteza e falta de escrúpulos, deixou a turma do bandejão na mão.
A direção do campus se apressou em tranquilizar os estudantes inscritos em programas de assistência e garantiu a continuidade de uma espécie de bolsa alimentação, destinada aos mais vulneráveis economicamente. Mas está é uma solução paliativa, responde exclusivamente à urgência do momento. Em verdade, sem o pleno funcionamento do Resun, a permanência na UFS se torna inviável para muita gente.
O caso do Resun, mais o alto índice de endividamento dos estudantes beneficiados pelo Viés atestam o acerto da posição já defendida pelo JORNAL DO DIA, em oportunidade anterior: Educação não é negócio. O financiamento público da educação de nível superior deve privilegiar as instituições de ensino federal.  Infelizmente, não é assim que vem ocorrendo. 

Para parte do corpo discente da  Universidade Federal de Sergipe,  o funcionamento regular do restaurante universitário, com o fim de fornecer refeições a preços módicos, é condição fundamental para a graduação. Os custos derivados da formação em terceiro grau não são modestos. Afora o tempo exigido pelos estudos, despesas relacionadas a material didático, deslocamento e hospedagem, no caso dos estudantes oriundos de cidades distantes, inviabilizam a permanência dos mais pobres. Neste contexto, arcar com almoço e jantar está fora de questão.
Infelizmente, um imbróglio contratual ainda mal explicado protelou a reabertura do Resun, após um extenso período de portas fechadas. A empresa que assumiu a responsabilidade de fornecer as refeições simplesmente rescindidu o contrato, sem mais nem menos, um dia após dar início à prestação do serviço. Por esperteza e falta de escrúpulos, deixou a turma do bandejão na mão.
A direção do campus se apressou em tranquilizar os estudantes inscritos em programas de assistência e garantiu a continuidade de uma espécie de bolsa alimentação, destinada aos mais vulneráveis economicamente. Mas está é uma solução paliativa, responde exclusivamente à urgência do momento. Em verdade, sem o pleno funcionamento do Resun, a permanência na UFS se torna inviável para muita gente.
O caso do Resun, mais o alto índice de endividamento dos estudantes beneficiados pelo Viés atestam o acerto da posição já defendida pelo JORNAL DO DIA, em oportunidade anterior: Educação não é negócio. O financiamento público da educação de nível superior deve privilegiar as instituições de ensino federal.  Infelizmente, não é assim que vem ocorrendo.