Liberdade econômica para quem?

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Publicada em 15/08/2019 às 23:06:00

 

Em certo sentido, o governo Jair 
Bolsonaro realiza uma gestão de 
continuidade. Embora reivindique o status de uma nova prática política, livre dos vícios do poder de mando supostamente caduco, o presidente ainda não se mostrou capaz de imprimir uma marca pessoal positiva no comando do País. Afora os escândalos, os seus maiores feitos seguem a mesma cartilha do impopular presidente Temer.
Torne-se por exemplo a Medida Provisória da Liberdade Econômica. Em termos práticos, a iniciativa do governo federal não faz nada além de aprofundar o assalto aos direitos trabalhistas iniciado com a malfadada reforma de Temer.
Não é preciso lembrar o leitor do principal argumento adotado pelo governo passado para defender a reforma trabalhista. Esta seria responsável por arejar o adoecido mercado de trabalho nacional, estimulando o investimento e a criação de empregos. Como se sabe, o País continua à beira da recessão, com um número preocupante de quase 13 milhões de desempregados.
Segundo Jair Bolsonaro, o País enfrenta um dilema: ou preserva direitos trabalhistas, ou gera empregos e renda. A dicotomia, no entanto, não poderia ser mais falsa. Especialistas não cansam de alertar para a ausência de consequências práticas das reformas em curso. Não por acaso, levantamento do IBGE demonstra que 3,3 milhões de desempregados aguardam uma oportunidade há pelo menos dois longos anos. Isso, para não mencionar quase cinco milhões de trabalhadores vencidos pelo desalento. Em tal contexto, o presidente encher a boca para falar em liberdade econômica, soa como piada. 
Liberdade para quem?

Em certo sentido, o governo Jair  Bolsonaro realiza uma gestão de  continuidade. Embora reivindique o status de uma nova prática política, livre dos vícios do poder de mando supostamente caduco, o presidente ainda não se mostrou capaz de imprimir uma marca pessoal positiva no comando do País. Afora os escândalos, os seus maiores feitos seguem a mesma cartilha do impopular presidente Temer.
Torne-se por exemplo a Medida Provisória da Liberdade Econômica. Em termos práticos, a iniciativa do governo federal não faz nada além de aprofundar o assalto aos direitos trabalhistas iniciado com a malfadada reforma de Temer.
Não é preciso lembrar o leitor do principal argumento adotado pelo governo passado para defender a reforma trabalhista. Esta seria responsável por arejar o adoecido mercado de trabalho nacional, estimulando o investimento e a criação de empregos. Como se sabe, o País continua à beira da recessão, com um número preocupante de quase 13 milhões de desempregados.
Segundo Jair Bolsonaro, o País enfrenta um dilema: ou preserva direitos trabalhistas, ou gera empregos e renda. A dicotomia, no entanto, não poderia ser mais falsa. Especialistas não cansam de alertar para a ausência de consequências práticas das reformas em curso. Não por acaso, levantamento do IBGE demonstra que 3,3 milhões de desempregados aguardam uma oportunidade há pelo menos dois longos anos. Isso, para não mencionar quase cinco milhões de trabalhadores vencidos pelo desalento. Em tal contexto, o presidente encher a boca para falar em liberdade econômica, soa como piada. 
Liberdade para quem?