Cresce o número de trabalhadores subocupados em Sergipe

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Publicada em 17/08/2019 às 16:52:00

 

Gabriel Damásio
A crise econômica em 
Sergipe, apesar de 
alguns tímidos sinais de recuperação, ainda produz efeitos no mercado de trabalho. A última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e referente ao segundo trimestre de 2019, mostra que aumentou o número de trabalhadores subocupados, isto é, os que trabalham abaixo da jornada-padrão de 40 horas semanais. Os dados apurados entre abril e junho deste ano mostram que 179 mil sergipanos acima de 14 anos ficaram subocupados por "insuficiência de horas trabalhadas", contra 138 mil do trimestre anterior e 134 mil do mesmo período de 2018. A diferença equivale em uma alta de 30,2% em três meses e 33,7% em um ano. 
Houve ainda crescimento dos agrupados na categoria "Desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas". O IBGE classifica como "desocupadas" as pessoas que estavam sem trabalho em ocupação na semana de referência e tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo no período de referência de 30 dias, ou estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência - ou conseguiram o emprego, mas aguardavam a convocação para mais tarde. Nesta situação, estavam 346 mil pessoas durante o segundo trimestre deste ano, representando alta de 15,1% em relação ao tempo entre janeiro e março (com 301 mil sub ou desocupados) e 13,5% frente ao segundo trimestre do ano passado (com 305 mil). 
Se consideradas as pessoas "Desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial", que inclui as pessoas que estão empregadas, mas afastadas por folgas, licenças ou - no caso dos trabalhadores horistas - falta de demanda, elas somaram 481 mil pessoas entre abril e junho de 2019, o que representou alta de 12,6% em relação ao mesmo período de 2018 (423 mil) e de 13,8% do trimestre anterior (428 mil). 
A pesquisa apontou ainda as taxas relacionadas à desocupação e desocupação. No quesito "subocupação por insuficiência de horas trabalhadas", a taxa do segundo trimestre em Sergipe foi de 19,4 %, contra 15,5% de janeiro a março e 15,9 % de abril a junho deste ano. Já a "taxa composta de subutilização da força de trabalho" é maior: de 39,3%, contra 37,6% do ano passado e 36,0% do trimestre anterior. 
A taxa de desocupação entre os trabalhadores economicamente ativos acima de 14 anos foi estimada em 15,3% no trimestre apurado, sendo considerada a quarta mais alta entre os estados brasileiros. As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%). Apesar de estar entre as mais altas, a taxa sergipana teve uma queda em relação aos outros trimestres comparados: reduções de 0,2% em relação ao primeiro de 2019 e 1,5% em relação ao segundo de 2018. 
A pesquisa revelou ainda que 93 mil sergipanos estão desalentados, ou seja, desistiram de procurar emprego e estão fora do mercado de trabalho. Houve um aumento em relação ao mesmo período de 2018, quando existiam 86 mil desalentados. O número de desempregados no Estado também se manteve estável com relação às outras pesquisas, fechando o período com 163 mil pessoas desempregadas. Por outro lado, o número de pessoas que trabalham por conta própria perfez o índice de 30,8% em Sergipe. E os trabalhadores ocupados sem carteira assinada entre os empregados do setor privado somaram 39,5% da população ativa. 
Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 45,6% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 26,2%, há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 14,0%, há menos de um mês. No Brasil, 3,3 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais.

Gabriel Damásio

A crise econômica em  Sergipe, apesar de  alguns tímidos sinais de recuperação, ainda produz efeitos no mercado de trabalho. A última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e referente ao segundo trimestre de 2019, mostra que aumentou o número de trabalhadores subocupados, isto é, os que trabalham abaixo da jornada-padrão de 40 horas semanais. Os dados apurados entre abril e junho deste ano mostram que 179 mil sergipanos acima de 14 anos ficaram subocupados por "insuficiência de horas trabalhadas", contra 138 mil do trimestre anterior e 134 mil do mesmo período de 2018. A diferença equivale em uma alta de 30,2% em três meses e 33,7% em um ano. 
Houve ainda crescimento dos agrupados na categoria "Desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas". O IBGE classifica como "desocupadas" as pessoas que estavam sem trabalho em ocupação na semana de referência e tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo no período de referência de 30 dias, ou estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência - ou conseguiram o emprego, mas aguardavam a convocação para mais tarde. Nesta situação, estavam 346 mil pessoas durante o segundo trimestre deste ano, representando alta de 15,1% em relação ao tempo entre janeiro e março (com 301 mil sub ou desocupados) e 13,5% frente ao segundo trimestre do ano passado (com 305 mil). 
Se consideradas as pessoas "Desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial", que inclui as pessoas que estão empregadas, mas afastadas por folgas, licenças ou - no caso dos trabalhadores horistas - falta de demanda, elas somaram 481 mil pessoas entre abril e junho de 2019, o que representou alta de 12,6% em relação ao mesmo período de 2018 (423 mil) e de 13,8% do trimestre anterior (428 mil). 
A pesquisa apontou ainda as taxas relacionadas à desocupação e desocupação. No quesito "subocupação por insuficiência de horas trabalhadas", a taxa do segundo trimestre em Sergipe foi de 19,4 %, contra 15,5% de janeiro a março e 15,9 % de abril a junho deste ano. Já a "taxa composta de subutilização da força de trabalho" é maior: de 39,3%, contra 37,6% do ano passado e 36,0% do trimestre anterior. 
A taxa de desocupação entre os trabalhadores economicamente ativos acima de 14 anos foi estimada em 15,3% no trimestre apurado, sendo considerada a quarta mais alta entre os estados brasileiros. As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%). Apesar de estar entre as mais altas, a taxa sergipana teve uma queda em relação aos outros trimestres comparados: reduções de 0,2% em relação ao primeiro de 2019 e 1,5% em relação ao segundo de 2018. 
A pesquisa revelou ainda que 93 mil sergipanos estão desalentados, ou seja, desistiram de procurar emprego e estão fora do mercado de trabalho. Houve um aumento em relação ao mesmo período de 2018, quando existiam 86 mil desalentados. O número de desempregados no Estado também se manteve estável com relação às outras pesquisas, fechando o período com 163 mil pessoas desempregadas. Por outro lado, o número de pessoas que trabalham por conta própria perfez o índice de 30,8% em Sergipe. E os trabalhadores ocupados sem carteira assinada entre os empregados do setor privado somaram 39,5% da população ativa. 
Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 45,6% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 26,2%, há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 14,0%, há menos de um mês. No Brasil, 3,3 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais.