A República de Bolsonaro

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Publicada em 20/08/2019 às 05:29:00

 

Eleito presidente do Brasil, Jair Bol-
sonaro tem feito de tudo para 
atender exclusivamente a interesses particulares e de grupos com os quais se identifica pessoalmente. Exemplos para embasar o argumento não faltam. A interferência na chefia da Polícia Federal do Rio de Janeiro é apenas a mais recente.
Tudo indica, Bolsonaro quer transformar o Brasil em uma caricatura nada republicana de si mesmo, com os mesmos preconceitos e inclinações. Já declarou, por exemplo, a intenção de nomear um ministro "terrivelmente" evangélico para o Supremo Tribunal Federal. Antes disso, vetou propaganda publicitária de um banco estatal com acenos à diversidade sexual e racial.
Como se vê, não há esfera da vida pública nacional a salvo da interferência indevida do presidente. Em todos os segmentos, do meio ambiente às liberdades individuais, Jair Bolsonaro tenta colocar o nariz onde não é chamado, causando riscos à ordem democrática e prejuízos diversos, inclusive na esfera econômica.
Tivesse meios, Jair Bolsonaro já teria instituído o pensamento único. Já chegou a ponto de desafiar o Congresso, amparado no suposto poder de fogo de sua caneta, numa ridícula declaração de poder absoluto. Até agora, apesar das perdas acumuladas, a exemplo do rombo milionário provocado no Fundo Amazônia, as instituições têm servido de obstáculo ao pendor ditatorial de Bolsonaro. A absurda indicação do próprio filho ao cargo de embaixador nos Estados Unidos servirá de teste à necessária independência entre os três poderes.

Eleito presidente do Brasil, Jair Bol- sonaro tem feito de tudo para  atender exclusivamente a interesses particulares e de grupos com os quais se identifica pessoalmente. Exemplos para embasar o argumento não faltam. A interferência na chefia da Polícia Federal do Rio de Janeiro é apenas a mais recente.
Tudo indica, Bolsonaro quer transformar o Brasil em uma caricatura nada republicana de si mesmo, com os mesmos preconceitos e inclinações. Já declarou, por exemplo, a intenção de nomear um ministro "terrivelmente" evangélico para o Supremo Tribunal Federal. Antes disso, vetou propaganda publicitária de um banco estatal com acenos à diversidade sexual e racial.
Como se vê, não há esfera da vida pública nacional a salvo da interferência indevida do presidente. Em todos os segmentos, do meio ambiente às liberdades individuais, Jair Bolsonaro tenta colocar o nariz onde não é chamado, causando riscos à ordem democrática e prejuízos diversos, inclusive na esfera econômica.
Tivesse meios, Jair Bolsonaro já teria instituído o pensamento único. Já chegou a ponto de desafiar o Congresso, amparado no suposto poder de fogo de sua caneta, numa ridícula declaração de poder absoluto. Até agora, apesar das perdas acumuladas, a exemplo do rombo milionário provocado no Fundo Amazônia, as instituições têm servido de obstáculo ao pendor ditatorial de Bolsonaro. A absurda indicação do próprio filho ao cargo de embaixador nos Estados Unidos servirá de teste à necessária independência entre os três poderes.