Já são quase 7 mil casos notificados de dengue no Estado

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  • Mércia Feitosa durante entrevista coletiva

 

Milton Alves Júnior
Um novo boletim epi-
demiológico realiza-
do pela Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) indica que somente nos últimos 15 dias foram confirmados 200 casos confirmados de Dengue no Estado de Sergipe. Outros 205 registrados apontados como suspeitos da doença seguem sendo analisados. No acumulado do ano são 6.881 casos notificados e 2.742 confirmados. Desse total, foram contabilizados 2.452 casos de dengue, 262 Dengue com Sinais de Alarme (DSA), e 26 Dengue Grave. Dos casos prováveis, 1.805 deles continuam em investigação. Onze pessoas morreram esse ano em Sergipe vítimas da doença. Número superior a todo o ano passado, que contabilizou 586 casos.
Dos 75 municípios sergipanos, apenas as cidades de Amparo do São Francisco, Japoatã e Santa Rosa de Lima ainda não apresentaram registros oficiais da doença este ano. Entre os municípios com maior incidência da doença estão Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Lagarto e São Cristóvão. Já as cidades com registro de morte estão: Aracaju com quatro óbitos; Nossa Senhora da Glória (2), e Monte Alegre, Feira Nova, Neópolis, Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora de Lourdes com uma vítima fatal cada. Na concepção da diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, é provável que esse número de casos confirmados aumente nos próximos dias.
Diferentemente do que acontece no Nordeste, a concentração dos casos de dengue em Sergipe é em crianças e adolescentes, com maior incidência em menores de 14 anos.  Na região, a doença prevalece no adulto jovem, como enfatizou Mércia Feitosa.
Essa fato ocorre em virtude do índice de notificações ainda enfrentando processo de análise. "Estamos presenciando momento de aumento significativo nos casos de Dengue e por esse motivo não podemos e nem devemos baixar nossas guardas. Como existem mais de 1.500 casos sob investigação, é bem provável que o número atual de casos seja ampliado. A nossa luta contra o mosquito Aedes Aegypti deve permanecer intensa, com monitoramento diário em nossa casa, no ambiente de trabalho e/ou estudo. Combater o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika é a nossa missão", declarou. Os dados mostram ainda que mais da metade dos municípios apresentam risco alto para a ação do mosquito.
Alto risco - De acordo com o LIRAa, entre eles estão as cidades de: Aracaju, Nossa Senhora da Glória, Areia Branca, Capela, Carmópolis, Cristinápolis, General Maynard, Ilha das Flores, Itabaiana, Japoatã, Malhada dos Bois, Malhador, Moita Bonita, Neópolis, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Pedra Mole, Pedrinhas, Pinhão, Porto da Folha, Riachão do Dantas (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano), Ribeirópolis, Salgado (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano), Santana do São Francisco, São Domingos (alto risco nos três últimos LIRAas) e Simão Dias (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano).
Na tentativa de combater o mosquito e reduzir em curto período o índice negativo provocado por ele, o Governo do Estado de Sergipe e a Prefeitura de Aracaju dizem estar realizando uma série de atividades ao longo dos últimos meses. Paralelo às visitas em terrenos baldios, escolas e casas, os agentes de combate às endemias participam de atividades de mobilização social em todos os municípios, o Estado promove campanha com liberação das peças para utilização nas redes sociais e mídia e de material gráfico para mobilização social nas escolas e junto à população; intensifica os trabalhos da vigilância laboratorial com intensa articulação com o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE); bem como reativou Brigada Itinerante Estadual de Combate à Dengue.
 "Realizando o nosso 'dever de casa' será possível mudar esse cenário que é muito perigoso para a saúde de todos os sergipanos e turistas que por ventura estejam passando por nosso estado. O combate ao Aedes Aegypti é um dever dos órgãos públicos, mas também da população. Sem essa colaboração dos sergipanos o trabalho ficará ainda mais difícil de ser concluído com sucesso", concluiu Mércia Feitosa.

Milton Alves Júnior

Um novo boletim epi- demiológico realiza- do pela Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) indica que somente nos últimos 15 dias foram confirmados 200 casos confirmados de Dengue no Estado de Sergipe. Outros 205 registrados apontados como suspeitos da doença seguem sendo analisados. No acumulado do ano são 6.881 casos notificados e 2.742 confirmados. Desse total, foram contabilizados 2.452 casos de dengue, 262 Dengue com Sinais de Alarme (DSA), e 26 Dengue Grave. Dos casos prováveis, 1.805 deles continuam em investigação. Onze pessoas morreram esse ano em Sergipe vítimas da doença. Número superior a todo o ano passado, que contabilizou 586 casos.
Dos 75 municípios sergipanos, apenas as cidades de Amparo do São Francisco, Japoatã e Santa Rosa de Lima ainda não apresentaram registros oficiais da doença este ano. Entre os municípios com maior incidência da doença estão Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Lagarto e São Cristóvão. Já as cidades com registro de morte estão: Aracaju com quatro óbitos; Nossa Senhora da Glória (2), e Monte Alegre, Feira Nova, Neópolis, Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora de Lourdes com uma vítima fatal cada. Na concepção da diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, é provável que esse número de casos confirmados aumente nos próximos dias.
Diferentemente do que acontece no Nordeste, a concentração dos casos de dengue em Sergipe é em crianças e adolescentes, com maior incidência em menores de 14 anos.  Na região, a doença prevalece no adulto jovem, como enfatizou Mércia Feitosa.
Essa fato ocorre em virtude do índice de notificações ainda enfrentando processo de análise. "Estamos presenciando momento de aumento significativo nos casos de Dengue e por esse motivo não podemos e nem devemos baixar nossas guardas. Como existem mais de 1.500 casos sob investigação, é bem provável que o número atual de casos seja ampliado. A nossa luta contra o mosquito Aedes Aegypti deve permanecer intensa, com monitoramento diário em nossa casa, no ambiente de trabalho e/ou estudo. Combater o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika é a nossa missão", declarou. Os dados mostram ainda que mais da metade dos municípios apresentam risco alto para a ação do mosquito.

Alto risco - De acordo com o LIRAa, entre eles estão as cidades de: Aracaju, Nossa Senhora da Glória, Areia Branca, Capela, Carmópolis, Cristinápolis, General Maynard, Ilha das Flores, Itabaiana, Japoatã, Malhada dos Bois, Malhador, Moita Bonita, Neópolis, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Pedra Mole, Pedrinhas, Pinhão, Porto da Folha, Riachão do Dantas (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano), Ribeirópolis, Salgado (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano), Santana do São Francisco, São Domingos (alto risco nos três últimos LIRAas) e Simão Dias (alto risco em todos os quatro levantamentos do ano).
Na tentativa de combater o mosquito e reduzir em curto período o índice negativo provocado por ele, o Governo do Estado de Sergipe e a Prefeitura de Aracaju dizem estar realizando uma série de atividades ao longo dos últimos meses. Paralelo às visitas em terrenos baldios, escolas e casas, os agentes de combate às endemias participam de atividades de mobilização social em todos os municípios, o Estado promove campanha com liberação das peças para utilização nas redes sociais e mídia e de material gráfico para mobilização social nas escolas e junto à população; intensifica os trabalhos da vigilância laboratorial com intensa articulação com o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE); bem como reativou Brigada Itinerante Estadual de Combate à Dengue.
 "Realizando o nosso 'dever de casa' será possível mudar esse cenário que é muito perigoso para a saúde de todos os sergipanos e turistas que por ventura estejam passando por nosso estado. O combate ao Aedes Aegypti é um dever dos órgãos públicos, mas também da população. Sem essa colaboração dos sergipanos o trabalho ficará ainda mais difícil de ser concluído com sucesso", concluiu Mércia Feitosa.

 


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