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Opinião

 

* Rômulo Rodrigues
Em artigo na Revista Carta Capital, semana passada, Guilherme Boulos relembra uma fatídica passagem entre 1974 e 1977, quando o General Geisel era o ditador de plantão e o General Sylvio Frota era o Ministro do Exército.
Assustado com a derrota acachapante do partido da ditadura para o partido de oposição nas eleições para Senador em 1974 e, dando sinais de preocupação com o que chamava de corrupção além dos limites dentro das Forças Armadas, o General Geisel tinha posto em andamento um processo de abertura lenta e gradual para devolver o poder aos civis.
Alinhado com o pensamento de entregar a soberania do Brasil e suas riquezas aos domínios dos EUA, o General Sylvio Frota, fazia ferrenha oposição a Geisel e preparou um golpe dentro do golpe para impor medidas autoritárias ainda mais duras que as vigentes.
Alertado a tempo, Geisel isolou Frota e o demitiu do cargo, exonerando-o e a todos os seus subordinados e adeptos de suas teses; entre eles estava o Capitão Augusto Heleno, chefe de gabinete de Frota. Tempos depois, foi dessa turma que saíram os que praticaram os atos terroristas como a Carta Bomba que matou D. Lídia na OAB e o atentado do Rio Centro que mataria centenas de pessoas que assistiam a um Show em comemoração ao 1º de maio de 1981, caso a Bomba não tivesse explodido, ainda dentro do carro Puma, matando um Sargento do Exército e ferindo gravemente o Capitão que comandava a operação.
Pegando carona no resgate de Guilherme Boulos, podemos dizer que a ascensão do Capitão, Augusto Heleno, ao posto de Ministro da S.I do Governo Bolsonaro, mostra quão frágil foi a Lei da Anistia e quão tolerante a Democracia com empedernidos traidores da Pátria.
Quarenta e dois anos depois, aquele ovinho de serpente eclodiu e gerou um General golpista e bravateiro que tem no Currículo as suspeitas de um massacre no Haiti e a parceria de um rombo de R$ 22 milhões no COB, junto com o Presidente da entidade.
Aquelas serpentes que geraram ovinhos na década de setenta, deixaram outros incubados e que estão eclodindo agora, no Judiciário e no Ministério Público.
A loucura daquela época ressurge hoje; o General Frota e seus asseclas queriam dar um golpe em Geisel por considera-lo comunista e não ser subalterno o suficiente aos ditames dos EUA.
A História viva está logo ali na esquina e milhões de abestados não querem tomar conhecimento, preferindo absorver o atraso e achar que lutar por desenvolvimento, soberania e civilidade é um crime igual a ser comunista naquela época.
A absorção dessa ideologia permite que outros ovos de serpentes eclodam e soltem no mundo Moros e Dallagnóis, com permissividade de combaterem a corrupção por discursos, durante o dia e pratiquem a corrupção no período noturno.
Notícias mais recentes do The Intercept dizem que Procuradores da Força Tarefa de Moro e Dallagnol contornavam limites legais para obterem dados sigilosos da Receita Federal para montarem seus procedimentos acusatórios ilegais.
A narrativa mais próxima da realidade pode ser assim: a Embaixadora americana chegou ao Brasil em 2013 com a incumbência de tirar o projeto democrático e popular do Governo e juntou-se ao Juiz Moro, já treinado, para fazer a parte legal da Guerra Híbrida. No decálogo, previamente elaborado, tinham três pontos fundamentais; eleger o inimigo nº 1, Lula; derrubar Dilma e quebrar a Odebrecht.
Como sempre foi do conhecimento de todos e aprovado pelos tribunais, as grandes empreiteiras financiavam campanhas eleitorais de todos os grandes Partidos políticos, médios e alguns pequenos. Com os mapas das doações, a quadrilha golpista montou a estratégia e, por meios ilegais, cooptaram agentes da Receita Federal, receberam informações sigilosas sobre as movimentações das empresas, prenderam grandes executivos, condenaram a penas altas e deram cheque mate: forjem quaisquer que sejam as versões e incriminem Lula e gente do PT, para ganharem suas liberdades de volta.
As conversas pelos chats não deixam dúvidas. Dallagnol diz para Moro: acho as denúncias no caso do tríplex muito frágeis. Moro responde: não importa, faça a denúncia que eu condeno. Noutra conversa, Deltan alerta: temos que combinar com os americanos.
Na escalada de crimes para achar algo contra Lula, no caso do sítio, quebraram o sigilo fiscal do caseiro, da mulher dele e de um irmão dela.
Todas estas tentativas fracassadas, mostram o desespero de não terem encontrado nenhuma conta bancária em nome de Lula em Paraísos Fiscais, nenhum depósito, nenhuma transferência bancária, nenhuma mala com dinheiro e nenhum imóvel em nome de Lula e dos dependentes; chegando ao ridículo de confiscarem um tablete e um celular de jogos do neto  Artur, que nunca vão devolver mas, deixaram o parceiro Eduardo Cunha com os dele cheios de informações.
Diante de tantas provas contra a quadrilha de Curitiba, só resta uma saída digna para o STF: anular todos os processos viciados da Lava Jato e abrir investigações contra Moro, Dallagnol e os Desembargadores do TRF-4, processa-los, condena-los e polos na cadeia.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Em artigo na Revista Carta Capital, semana passada, Guilherme Boulos relembra uma fatídica passagem entre 1974 e 1977, quando o General Geisel era o ditador de plantão e o General Sylvio Frota era o Ministro do Exército.
Assustado com a derrota acachapante do partido da ditadura para o partido de oposição nas eleições para Senador em 1974 e, dando sinais de preocupação com o que chamava de corrupção além dos limites dentro das Forças Armadas, o General Geisel tinha posto em andamento um processo de abertura lenta e gradual para devolver o poder aos civis.
Alinhado com o pensamento de entregar a soberania do Brasil e suas riquezas aos domínios dos EUA, o General Sylvio Frota, fazia ferrenha oposição a Geisel e preparou um golpe dentro do golpe para impor medidas autoritárias ainda mais duras que as vigentes.
Alertado a tempo, Geisel isolou Frota e o demitiu do cargo, exonerando-o e a todos os seus subordinados e adeptos de suas teses; entre eles estava o Capitão Augusto Heleno, chefe de gabinete de Frota. Tempos depois, foi dessa turma que saíram os que praticaram os atos terroristas como a Carta Bomba que matou D. Lídia na OAB e o atentado do Rio Centro que mataria centenas de pessoas que assistiam a um Show em comemoração ao 1º de maio de 1981, caso a Bomba não tivesse explodido, ainda dentro do carro Puma, matando um Sargento do Exército e ferindo gravemente o Capitão que comandava a operação.
Pegando carona no resgate de Guilherme Boulos, podemos dizer que a ascensão do Capitão, Augusto Heleno, ao posto de Ministro da S.I do Governo Bolsonaro, mostra quão frágil foi a Lei da Anistia e quão tolerante a Democracia com empedernidos traidores da Pátria.
Quarenta e dois anos depois, aquele ovinho de serpente eclodiu e gerou um General golpista e bravateiro que tem no Currículo as suspeitas de um massacre no Haiti e a parceria de um rombo de R$ 22 milhões no COB, junto com o Presidente da entidade.
Aquelas serpentes que geraram ovinhos na década de setenta, deixaram outros incubados e que estão eclodindo agora, no Judiciário e no Ministério Público.
A loucura daquela época ressurge hoje; o General Frota e seus asseclas queriam dar um golpe em Geisel por considera-lo comunista e não ser subalterno o suficiente aos ditames dos EUA.
A História viva está logo ali na esquina e milhões de abestados não querem tomar conhecimento, preferindo absorver o atraso e achar que lutar por desenvolvimento, soberania e civilidade é um crime igual a ser comunista naquela época.
A absorção dessa ideologia permite que outros ovos de serpentes eclodam e soltem no mundo Moros e Dallagnóis, com permissividade de combaterem a corrupção por discursos, durante o dia e pratiquem a corrupção no período noturno.
Notícias mais recentes do The Intercept dizem que Procuradores da Força Tarefa de Moro e Dallagnol contornavam limites legais para obterem dados sigilosos da Receita Federal para montarem seus procedimentos acusatórios ilegais.
A narrativa mais próxima da realidade pode ser assim: a Embaixadora americana chegou ao Brasil em 2013 com a incumbência de tirar o projeto democrático e popular do Governo e juntou-se ao Juiz Moro, já treinado, para fazer a parte legal da Guerra Híbrida. No decálogo, previamente elaborado, tinham três pontos fundamentais; eleger o inimigo nº 1, Lula; derrubar Dilma e quebrar a Odebrecht.
Como sempre foi do conhecimento de todos e aprovado pelos tribunais, as grandes empreiteiras financiavam campanhas eleitorais de todos os grandes Partidos políticos, médios e alguns pequenos. Com os mapas das doações, a quadrilha golpista montou a estratégia e, por meios ilegais, cooptaram agentes da Receita Federal, receberam informações sigilosas sobre as movimentações das empresas, prenderam grandes executivos, condenaram a penas altas e deram cheque mate: forjem quaisquer que sejam as versões e incriminem Lula e gente do PT, para ganharem suas liberdades de volta.
As conversas pelos chats não deixam dúvidas. Dallagnol diz para Moro: acho as denúncias no caso do tríplex muito frágeis. Moro responde: não importa, faça a denúncia que eu condeno. Noutra conversa, Deltan alerta: temos que combinar com os americanos.
Na escalada de crimes para achar algo contra Lula, no caso do sítio, quebraram o sigilo fiscal do caseiro, da mulher dele e de um irmão dela.
Todas estas tentativas fracassadas, mostram o desespero de não terem encontrado nenhuma conta bancária em nome de Lula em Paraísos Fiscais, nenhum depósito, nenhuma transferência bancária, nenhuma mala com dinheiro e nenhum imóvel em nome de Lula e dos dependentes; chegando ao ridículo de confiscarem um tablete e um celular de jogos do neto  Artur, que nunca vão devolver mas, deixaram o parceiro Eduardo Cunha com os dele cheios de informações.
Diante de tantas provas contra a quadrilha de Curitiba, só resta uma saída digna para o STF: anular todos os processos viciados da Lava Jato e abrir investigações contra Moro, Dallagnol e os Desembargadores do TRF-4, processa-los, condena-los e polos na cadeia.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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