Brasil em chamas

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Publicada em 22/08/2019 às 23:03:00

 

O presidente Jair Bolsonaro é um 
incendiário irresponsável, capaz 
de atear fogo no País, com o fim de passar o trator em cima de ONG's e ambientalistas. Não bastasse o descaso declarado com os dados relacionados ao avanço do desmatamento, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ele agora acusa os defensores da floresta amazônica de provocar as queimadas que cobrem o Brasil de cinzas. A reação internacional promete ser a mais forte.
Se depender de Emmanuel Macron, presidente da França, o acordo Merco Sul/União Europeia não sai do papel. Às vésperas de uma reunião do G7, o grupo de países com economia mais avançada do mundo, Macron reiterou justificado temor pelo destino da Amazônia.
Neste particular, o presidente francês não fala apenas por si mesmo. Ontem, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, declarou a sua preocupação com as queimadas na floresta Amazônica e pediu proteção à biodiversidade da região. Uma retaliação comercial não está fora de questão.
A situação é mesmo grave. De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), as queimadas em curso na Amazônia podem ser vistas do espaço. Além disso, a agência norte americana ainda fez questão de recorrer aos dados do Inpe, sublinhando a importância e seriedade do Instituto. De acordo com os cientistas brasileiros, o número de incêndios registrados na região já é 83% maior em comparação com o mesmo período do ano passado.
Para a comunidade internacional, as convicções do presidente brasileiro não têm qualquer respaldo científico. Bolsonaro pode acreditar no que bem entender, até em Papai Noel. Mas ciência não é questão de fé. Não é razoável que o presidente se disponha a conduzir o País amparado em preconceitos ideológicos e achismos.

O presidente Jair Bolsonaro é um  incendiário irresponsável, capaz  de atear fogo no País, com o fim de passar o trator em cima de ONG's e ambientalistas. Não bastasse o descaso declarado com os dados relacionados ao avanço do desmatamento, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ele agora acusa os defensores da floresta amazônica de provocar as queimadas que cobrem o Brasil de cinzas. A reação internacional promete ser a mais forte.
Se depender de Emmanuel Macron, presidente da França, o acordo Merco Sul/União Europeia não sai do papel. Às vésperas de uma reunião do G7, o grupo de países com economia mais avançada do mundo, Macron reiterou justificado temor pelo destino da Amazônia.
Neste particular, o presidente francês não fala apenas por si mesmo. Ontem, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, declarou a sua preocupação com as queimadas na floresta Amazônica e pediu proteção à biodiversidade da região. Uma retaliação comercial não está fora de questão.
A situação é mesmo grave. De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), as queimadas em curso na Amazônia podem ser vistas do espaço. Além disso, a agência norte americana ainda fez questão de recorrer aos dados do Inpe, sublinhando a importância e seriedade do Instituto. De acordo com os cientistas brasileiros, o número de incêndios registrados na região já é 83% maior em comparação com o mesmo período do ano passado.
Para a comunidade internacional, as convicções do presidente brasileiro não têm qualquer respaldo científico. Bolsonaro pode acreditar no que bem entender, até em Papai Noel. Mas ciência não é questão de fé. Não é razoável que o presidente se disponha a conduzir o País amparado em preconceitos ideológicos e achismos.