Sergipe na Idade Certa

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Publicada em 23/08/2019 às 23:28:00

 

Sem providências concretas, os jo-
vens sergipanos correm o risco de 
ficar para trás. É a única constatação possível, após uma análise cuidadosa do Censo Escolar dos últimos anos. Felizmente, os gestores locais resolveram correr em busca do tempo perdido. Uma parceria do Governo de Sergipe com a Unicef promete finalmente enfrentar o problema.
Não é novidade que os sergipanos mais pobres largam a escola para pegar no batente. Um problema que remete, pelo menos, ao início da década. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada em 2013, apenas 22,6% dos jovens com idade compreendida entre os 15 e 29 anos frequentam a sala de aula. Uma constatação estarrecedora, que reflete uma ausência de compromisso histórica com a parcela mais vulnerável da população.
O secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho, à frente da Seduc, reconhece a gravidade da situação e sublinha um dado vergonhoso: Sergipe tem as piores tacas de distorção idade/série do Brasil. Não é possível reverter tal quadro por passe de mágica. Mas o programa Sergipe na Idade Certa aposta no futuro de nossa gente.
Para implantar o programa, a Seduc constituiu um grupo de professores formadores para trabalhar com os anos iniciais e finais por componente curricular. Assim que o programa for aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, a intenção é expandi-lo para as redes municipais. O programa prevê o acompanhamento permanente do fluxo escolar, a fim de corrigir as distorções e superar as práticas de exclusão.
Com as piores taxas de distorção idade/série do país, as salas de aula abandonadas precocemente no estado refletem o valor atribuído à educação enquanto estratégia de desenvolvimento pelos entes públicos. O programa Sergipe na Idade Certa tem o potencial de remediar uma falta histórica.

Sem providências concretas, os jo- vens sergipanos correm o risco de  ficar para trás. É a única constatação possível, após uma análise cuidadosa do Censo Escolar dos últimos anos. Felizmente, os gestores locais resolveram correr em busca do tempo perdido. Uma parceria do Governo de Sergipe com a Unicef promete finalmente enfrentar o problema.
Não é novidade que os sergipanos mais pobres largam a escola para pegar no batente. Um problema que remete, pelo menos, ao início da década. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada em 2013, apenas 22,6% dos jovens com idade compreendida entre os 15 e 29 anos frequentam a sala de aula. Uma constatação estarrecedora, que reflete uma ausência de compromisso histórica com a parcela mais vulnerável da população.
O secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho, à frente da Seduc, reconhece a gravidade da situação e sublinha um dado vergonhoso: Sergipe tem as piores tacas de distorção idade/série do Brasil. Não é possível reverter tal quadro por passe de mágica. Mas o programa Sergipe na Idade Certa aposta no futuro de nossa gente.
Para implantar o programa, a Seduc constituiu um grupo de professores formadores para trabalhar com os anos iniciais e finais por componente curricular. Assim que o programa for aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, a intenção é expandi-lo para as redes municipais. O programa prevê o acompanhamento permanente do fluxo escolar, a fim de corrigir as distorções e superar as práticas de exclusão.
Com as piores taxas de distorção idade/série do país, as salas de aula abandonadas precocemente no estado refletem o valor atribuído à educação enquanto estratégia de desenvolvimento pelos entes públicos. O programa Sergipe na Idade Certa tem o potencial de remediar uma falta histórica.