Soldado da PM é morto a tiros por ex-detento

Geral


  • O soldado Genézio estava há cinco anos na PM

 

Gabriel Damásio
Dois policiais milita
res foram baleados 
ao início da madrugada de ontem, durante uma troca de tiros que envolveu uma equipe da Polícia Militar e um ex-presidiário que estava armado. O confronto aconteceu durante o término de uma cavalgada no povoado Pedrinhas, em Areia Branca (Agreste). O soldado Genézio Monteiro da Cruz, 30 anos, lotado no 11º Batalhão da Polícia Militar (11º BPM), foi atingido com um tiro na boca e morreu enquanto era atendido no Hospital Regional Pedro Garcia Moreno, em Itabaiana (Agreste). Segundo os médicos, ele não resistiu a duas paradas cardíacas causadas por complicações do disparo.
O crime aconteceu durante o desfile de um trio elétrico, quando os dois militares, que estavam de serviço, decidiram abordar um homem em atitude suspeita, que estaria ameaçando a ex-companheira. No entanto, o atirador, identificado como Luiz Fernando Rocha dos Santos, 26, sacou um revólver e abriu fogo contra as vítimas. Em seguida, ele correu até um terreno baldio, onde foi cercado, baleado na perna e preso por outros policiais. "Ao ser abordado pelos policiais, ele os recebeu a tiros, mas foi atingido e está medicado em um hospital. O meliante, quando está armado, não respeita ninguém e atira sem critério nenhum. Assim ele atingiu os nossos colegas e outras pessoas", disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral. 
O sargento André, que acompanhava Genézio na cavalgada, foi baleado na perna, enquanto uma adolescente que também estava no local foi atingida no pé, os feridos foram socorridos também foram atingidos pelos disparos, mas foram medicados na Unidade de Pronto Atendimento da cidade e estão fora de perigo. Mas a pior situação foi a do soldado Genézio, que de acordo com o comandante, chegou a sair caminhando do local do confronto. "O ferimento parecia não ser tão grave, mas ele evoluiu, precisaram fazer uma traqueostomia, e nosso colega acabou sofrendo as paradas cardíacas. Infelizmente, perdemos um jovem companheiro, um excelente policial, que morreu cumprindo o seu dever de defender a sociedade", lamentou Marcony. 
Luiz Fernando foi internado também no Hospital Garcia Moreno, mas transferido em seguida para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, onde ficou sob custódia da Polícia Civil. Morador de uma comunidade na periferia de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba), ele ficou preso no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju) e, segundo a PM, foi posto recentemente em liberdade condicional, após responder a um processo por homicídio. O motivo do ataque ainda não está claro para a polícia, mas uma suspeita é de que o ex-detento teria cometido o crime para vingar a morte de um irmão, supostamente morto por policiais.
Na noite de domingo, Genézio foi escalado para cumprir um esquema de policiamento extraordinário, destacado para reforçar a segurança da cavalgada de Areia Branca. O comando da PM esclareceu que o evento estava autorizado a receber reforço de policiamento, porque atendeu aos requisitos do protocolo exigido pela corporação. 
O soldado nasceu em Itapicuru (BA), mas morava em Lagarto (Centro-Sul) e trabalhava há cerca de cinco anos no 11º BPM, em Tobias Barreto, onde fazia parte da Força Tática. Ontem, os colegas do batalhão prestaram-lhe uma homenagem, em formatura na sede da unidade. Casado e pai de dois filhos, o soldado havia recebido uma homenagem na última semana, pelos serviços prestados à unidade. O corpo do policial começou a ser velado ontem e será enterrado hoje de manhã, em Lagarto.

Gabriel Damásio

Dois policiais milita res foram baleados  ao início da madrugada de ontem, durante uma troca de tiros que envolveu uma equipe da Polícia Militar e um ex-presidiário que estava armado. O confronto aconteceu durante o término de uma cavalgada no povoado Pedrinhas, em Areia Branca (Agreste). O soldado Genézio Monteiro da Cruz, 30 anos, lotado no 11º Batalhão da Polícia Militar (11º BPM), foi atingido com um tiro na boca e morreu enquanto era atendido no Hospital Regional Pedro Garcia Moreno, em Itabaiana (Agreste). Segundo os médicos, ele não resistiu a duas paradas cardíacas causadas por complicações do disparo.
O crime aconteceu durante o desfile de um trio elétrico, quando os dois militares, que estavam de serviço, decidiram abordar um homem em atitude suspeita, que estaria ameaçando a ex-companheira. No entanto, o atirador, identificado como Luiz Fernando Rocha dos Santos, 26, sacou um revólver e abriu fogo contra as vítimas. Em seguida, ele correu até um terreno baldio, onde foi cercado, baleado na perna e preso por outros policiais. "Ao ser abordado pelos policiais, ele os recebeu a tiros, mas foi atingido e está medicado em um hospital. O meliante, quando está armado, não respeita ninguém e atira sem critério nenhum. Assim ele atingiu os nossos colegas e outras pessoas", disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral. 
O sargento André, que acompanhava Genézio na cavalgada, foi baleado na perna, enquanto uma adolescente que também estava no local foi atingida no pé, os feridos foram socorridos também foram atingidos pelos disparos, mas foram medicados na Unidade de Pronto Atendimento da cidade e estão fora de perigo. Mas a pior situação foi a do soldado Genézio, que de acordo com o comandante, chegou a sair caminhando do local do confronto. "O ferimento parecia não ser tão grave, mas ele evoluiu, precisaram fazer uma traqueostomia, e nosso colega acabou sofrendo as paradas cardíacas. Infelizmente, perdemos um jovem companheiro, um excelente policial, que morreu cumprindo o seu dever de defender a sociedade", lamentou Marcony. 
Luiz Fernando foi internado também no Hospital Garcia Moreno, mas transferido em seguida para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, onde ficou sob custódia da Polícia Civil. Morador de uma comunidade na periferia de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba), ele ficou preso no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju) e, segundo a PM, foi posto recentemente em liberdade condicional, após responder a um processo por homicídio. O motivo do ataque ainda não está claro para a polícia, mas uma suspeita é de que o ex-detento teria cometido o crime para vingar a morte de um irmão, supostamente morto por policiais.
Na noite de domingo, Genézio foi escalado para cumprir um esquema de policiamento extraordinário, destacado para reforçar a segurança da cavalgada de Areia Branca. O comando da PM esclareceu que o evento estava autorizado a receber reforço de policiamento, porque atendeu aos requisitos do protocolo exigido pela corporação. 
O soldado nasceu em Itapicuru (BA), mas morava em Lagarto (Centro-Sul) e trabalhava há cerca de cinco anos no 11º BPM, em Tobias Barreto, onde fazia parte da Força Tática. Ontem, os colegas do batalhão prestaram-lhe uma homenagem, em formatura na sede da unidade. Casado e pai de dois filhos, o soldado havia recebido uma homenagem na última semana, pelos serviços prestados à unidade. O corpo do policial começou a ser velado ontem e será enterrado hoje de manhã, em Lagarto.

 


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