Falta de medicamentos

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Publicada em 27/08/2019 às 23:14:00

 

Virou notícia ordinária, banalizada 
por recorrente. O tratamento de 
pacientes oncológicos em Sergipe é privilégio de quem pode arcar com os custos da assistência médica e medicamentos. Vira e mexe, os infelizes atendidos pelo Sistema Único de Saúde são abandonados a si mesmos. Sem ter a quem apelar, os doentes acrescentam o descaso do poder público aos males da enfermidade, temendo pela própria sorte.
Pacientes do Centro de Oncologia do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) estão há mais de quinze dias sem receber o medicamento Navelbine. O remédio é usado para pacientes em estágio avançado de câncer de mama, em situação de metástase. 
Há somente duas unidades de saúde com competência para atender aos pacientes oncológicos em Sergipe. Tanto em uma quanto em outra faltam recursos, estrutura e medicamentos. No Hospital Cirurgia, dívidas acumuladas e a precariedade dos equipamentos indispensáveis ao tratamento redundam sempre na suspensão do atendimento. No Huse, a superlotação provoca filas e espera prolongada.
 A cura dos pacientes oncológicos não pode ser tratada como uma questão de fé. No entanto, a única solução já pensada para acabar com a política do Deus dará na oncologia, de uma vez por todas, é mesmo a construção de um Hospital do Câncer. Infelizmente, a ideia foi praticamente descartada, até segunda ordem, por força da crise. Investimento tão vultoso seria incompatível com a realidade dos cofres esvaziados. Hoje, o esforço do Governo de Sergipe está concentrado em remediar as faltas, por meio de paliativos - como dá e pode.

Virou notícia ordinária, banalizada  por recorrente. O tratamento de  pacientes oncológicos em Sergipe é privilégio de quem pode arcar com os custos da assistência médica e medicamentos. Vira e mexe, os infelizes atendidos pelo Sistema Único de Saúde são abandonados a si mesmos. Sem ter a quem apelar, os doentes acrescentam o descaso do poder público aos males da enfermidade, temendo pela própria sorte.
Pacientes do Centro de Oncologia do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) estão há mais de quinze dias sem receber o medicamento Navelbine. O remédio é usado para pacientes em estágio avançado de câncer de mama, em situação de metástase. 
Há somente duas unidades de saúde com competência para atender aos pacientes oncológicos em Sergipe. Tanto em uma quanto em outra faltam recursos, estrutura e medicamentos. No Hospital Cirurgia, dívidas acumuladas e a precariedade dos equipamentos indispensáveis ao tratamento redundam sempre na suspensão do atendimento. No Huse, a superlotação provoca filas e espera prolongada.
 A cura dos pacientes oncológicos não pode ser tratada como uma questão de fé. No entanto, a única solução já pensada para acabar com a política do Deus dará na oncologia, de uma vez por todas, é mesmo a construção de um Hospital do Câncer. Infelizmente, a ideia foi praticamente descartada, até segunda ordem, por força da crise. Investimento tão vultoso seria incompatível com a realidade dos cofres esvaziados. Hoje, o esforço do Governo de Sergipe está concentrado em remediar as faltas, por meio de paliativos - como dá e pode.