Morte de ex-procurador: réus começam a ser julgados

Geral

 

Começou ontem de manhã, no Fórum Gumercindo Bessa, bairro Capucho (zona oeste), o julgamento dos três acusados pela morte do procurador estadual aposentado Antônio Melo de Araújo, atropelado no dia 6 de abril de 2014, enquanto caminhava na avenida Melício Machado, na Aruana (zona de expansão da capital). Ao todo, 14 testemunhas de defesa e acusação foram arroladas e serão interrogadas pelo juiz Alício de Oliveira Rocha Júnior, da 5ª Vara Criminal de Aracaju. Os depoimentos acontecem ao longo do julgamento, que deve durar até três dias.
A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que o atropelamento de Antônio foi um crime premeditado o que resultou na denúncia homicídio qualificado contra três réus. Entre eles, está Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, que era casada com o ex-procurador e foi apontada como mandante do crime. Os outros denunciados foram Manoel Nogueira Neto, que aparece nas investigações como o dono do carro usado no atropelamento, e o filho dele, Gabriel Ernesto Nogueira de Oliveira, que namorava um das filhas da vítima e teria articulado a execução do plano. 
A primeira testemunha a ser ouvida foi a primeira esposa de Antônio, Gicélia Cardoso de Araújo, que disse ter mantido uma boa relação com o ex-marido mesmo depois da separação, e que, durante seus últimos meses de vida, ele lhe relatou uma série de problemas de relacionamento que Anoilza vinha criando com ele e com a família, a ponto de intervir em suas finanças pessoais. O depoimento indicou ainda que o ex-procurador andava triste, deprimido e desgastado por causa destes problemas. O momento de maior emoção do depoimento foi quando Gicélia se referiu a uma das filhas, que estava grávida na época da morte de Antônio. "O meu neto foi privado do direito de conhecer o avô", desabafou ela. 
Vários parentes, amigos e ex-colegas da vítima compareceram ao julgamento e deram apoio aos filhos, que precisaram ser amparados. A servidora pública Luanda de Araújo, filha do ex-procurador, disse que a família está convicta da culpa dos réus e esperava muito pelo dia do julgamento. "Essa espera tem sido extremamente angustiante, mas eu dou graças a deus que esse momento está chegando ao fim. Isso que vai acontecer aqui [o julgamento] não trará o meu pai de volta, mais dará um conforto ao meu coração e ao coração dos meus familiares, porque temos fé em Deus de que a justiça será feita e eles [os réus] serão condenados. Não consigo conceber que um ser humano possa tirar a vida de outro", disse Luanda. 
Os promotores Rogério Ferreira e Suzy Mary de Carvalho, da 5ª Vara Criminal, estão pedindo a condenação dos réus por homicídio doloso qualificado. A base está nas conclusões do inquérito policial do caso, feito à época pela Delegacia Especial de Delitos de Trânsito (DEDT), o qual concluiu que o atropelamento foi criminoso e o carro foi usado como arma. A perícia do Instituto de Criminalística apontou que o veículo invadiu a contramão da avenida, acertou o procurador pelas costas e o arrastou por cerca de 25 metros. Em seguida, o veículo deu um cavalo-de-pau e fugiu pelo sentido contrário ao que vinha. A polícia apurou também que o veículo era licenciado no Rio de Janeiro e tinha restrição de roubo, mas usava uma placa clonada de Alagoas. 
Já a defesa pede a absolvição dos réus e alega que a morte do procurador não foi homicídio, mas sim um acidente de trânsito. O advogado Jairo Alves, que faz parte da banca de defesa de Anoilza, afirmou que uma das estratégias dos defensores será apontar falhas na condução do inquérito policial. "Infelizmente, algumas situações foram desenvolvidas em relação a esse processo e que não estão dentro do processo. Outra questão é que, por todo respeito que temos à autoridade policial e ao Ministério Público, existiram diversas situações de procedimentos errados ao longo do processo. Vamos demonstrar tudo isso e ao final obter a absolvição, como alega a senhora Anoilza e como é no que a defesa acredita", afirmou ele. 
O julgamento foi interrompido na noite de ontem e deve ser retomado hoje. A previsão é de que o resultado com a sentença seja anunciado até a noite de sexta-feira.  (Gabriel Damásio)

Começou ontem de manhã, no Fórum Gumercindo Bessa, bairro Capucho (zona oeste), o julgamento dos três acusados pela morte do procurador estadual aposentado Antônio Melo de Araújo, atropelado no dia 6 de abril de 2014, enquanto caminhava na avenida Melício Machado, na Aruana (zona de expansão da capital). Ao todo, 14 testemunhas de defesa e acusação foram arroladas e serão interrogadas pelo juiz Alício de Oliveira Rocha Júnior, da 5ª Vara Criminal de Aracaju. Os depoimentos acontecem ao longo do julgamento, que deve durar até três dias.
A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que o atropelamento de Antônio foi um crime premeditado o que resultou na denúncia homicídio qualificado contra três réus. Entre eles, está Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, que era casada com o ex-procurador e foi apontada como mandante do crime. Os outros denunciados foram Manoel Nogueira Neto, que aparece nas investigações como o dono do carro usado no atropelamento, e o filho dele, Gabriel Ernesto Nogueira de Oliveira, que namorava um das filhas da vítima e teria articulado a execução do plano. 
A primeira testemunha a ser ouvida foi a primeira esposa de Antônio, Gicélia Cardoso de Araújo, que disse ter mantido uma boa relação com o ex-marido mesmo depois da separação, e que, durante seus últimos meses de vida, ele lhe relatou uma série de problemas de relacionamento que Anoilza vinha criando com ele e com a família, a ponto de intervir em suas finanças pessoais. O depoimento indicou ainda que o ex-procurador andava triste, deprimido e desgastado por causa destes problemas. O momento de maior emoção do depoimento foi quando Gicélia se referiu a uma das filhas, que estava grávida na época da morte de Antônio. "O meu neto foi privado do direito de conhecer o avô", desabafou ela. 
Vários parentes, amigos e ex-colegas da vítima compareceram ao julgamento e deram apoio aos filhos, que precisaram ser amparados. A servidora pública Luanda de Araújo, filha do ex-procurador, disse que a família está convicta da culpa dos réus e esperava muito pelo dia do julgamento. "Essa espera tem sido extremamente angustiante, mas eu dou graças a deus que esse momento está chegando ao fim. Isso que vai acontecer aqui [o julgamento] não trará o meu pai de volta, mais dará um conforto ao meu coração e ao coração dos meus familiares, porque temos fé em Deus de que a justiça será feita e eles [os réus] serão condenados. Não consigo conceber que um ser humano possa tirar a vida de outro", disse Luanda. 
Os promotores Rogério Ferreira e Suzy Mary de Carvalho, da 5ª Vara Criminal, estão pedindo a condenação dos réus por homicídio doloso qualificado. A base está nas conclusões do inquérito policial do caso, feito à época pela Delegacia Especial de Delitos de Trânsito (DEDT), o qual concluiu que o atropelamento foi criminoso e o carro foi usado como arma. A perícia do Instituto de Criminalística apontou que o veículo invadiu a contramão da avenida, acertou o procurador pelas costas e o arrastou por cerca de 25 metros. Em seguida, o veículo deu um cavalo-de-pau e fugiu pelo sentido contrário ao que vinha. A polícia apurou também que o veículo era licenciado no Rio de Janeiro e tinha restrição de roubo, mas usava uma placa clonada de Alagoas. 
Já a defesa pede a absolvição dos réus e alega que a morte do procurador não foi homicídio, mas sim um acidente de trânsito. O advogado Jairo Alves, que faz parte da banca de defesa de Anoilza, afirmou que uma das estratégias dos defensores será apontar falhas na condução do inquérito policial. "Infelizmente, algumas situações foram desenvolvidas em relação a esse processo e que não estão dentro do processo. Outra questão é que, por todo respeito que temos à autoridade policial e ao Ministério Público, existiram diversas situações de procedimentos errados ao longo do processo. Vamos demonstrar tudo isso e ao final obter a absolvição, como alega a senhora Anoilza e como é no que a defesa acredita", afirmou ele. 
O julgamento foi interrompido na noite de ontem e deve ser retomado hoje. A previsão é de que o resultado com a sentença seja anunciado até a noite de sexta-feira.  (Gabriel Damásio)

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS