São Cristóvão faz combate à esquistossomose na Colônia Miranda

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
As equipes realizaram a coleta dos caramujos para identificar quais os locais da região estão contaminados
As equipes realizaram a coleta dos caramujos para identificar quais os locais da região estão contaminados

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 28/08/2019 às 23:46:00

 

A Secretaria Municipal 
de Saúde (SMS), em 
parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou na manhã desta quarta-feira (28), uma ação de combate à esquistossomose no povoado Colônia Miranda. Na ocasião, as equipes realizaram a coleta malacológica, que é a coleta dos caramujos para identificar quais os locais da região estão contaminados.
"Nós estamos fazendo a coleta dos caramujos, que enviaremos para o laboratório de referência no Estado. Esses caramujos serão analisados, e se o resultado for positivo para a doença, nós retornamos para fazer as orientações para os moradores da comunidade. Hoje nós não trabalhamos com produtos químicos, nós fazemos um trabalho de prevenção e educação com a população", informou o supervisor regional da SES, José Alves.
A atividade faz parte do Programa de Combate à Esquistossomose (PCE), que conforme a coordenadora de Vigilância Ambiental da Diretoria de Vigilância e Saúde de São Cristóvão, Elis Correia, possui duas vertentes: busca ativa, que funciona quando os agentes de endemias vão a campo, fazendo visitas nas casas e realizando o trabalho de conscientização, e a demanda espontânea, que ocorre quando o paciente procura a unidade de saúde.
"Precisamos estar atentos a alguns povoados que existe a presença do caramujo. Esse trabalho de hoje está sendo feito justamente para verificar se os caramujos estão infectados, porque não é a doença que é transmitida pelo caramujo, eles são hospedeiros intermediários. Nos locais com os caramujos infectados nós trabalharemos o manejo ambiental (com ações de drenagem ou aterramento) para ter o controle, quanto a sinalização, colocando placas, alertando sobre os locais de risco", explicou a coordenadora.
Segundo Elis, muitas pessoas confundem o caramujo hospedeiros com outras espécies. "Muita gente ainda confunde o caramujo B. Glabrata (hospedeiro da doença) com o caramujo africano. O Glabrata pode ser encontrado em locais com acúmulo de água, enquanto o outro é uma espécie terrestre. É importante que haja essa identificação e conscientização porque a prevenção se dá com o não contato com as águas em que os caramujos estão", detalhou.
Ações preventivas - O povoado Colônia Miranda, de acordo com o supervisor de endemias do município, Nelson Filho, é considerado uma região endêmica, e que necessita de um trabalho mais forte junto à população. Seguindo esta lógica, a SMS já tem desenvolvido ações de prevenção junto à comunidade. Na última quarta (21), técnicos e especialistas realizaram uma conversa com os moradores do povoado sobre os cuidados com a esquistossomose. "Buscamos sempre realizar esse trabalho de prevenção com a comunidade. Informamos quais as medidas eles devem adotar de acordo com a realidade de cada um".

A Secretaria Municipal  de Saúde (SMS), em  parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou na manhã desta quarta-feira (28), uma ação de combate à esquistossomose no povoado Colônia Miranda. Na ocasião, as equipes realizaram a coleta malacológica, que é a coleta dos caramujos para identificar quais os locais da região estão contaminados.
"Nós estamos fazendo a coleta dos caramujos, que enviaremos para o laboratório de referência no Estado. Esses caramujos serão analisados, e se o resultado for positivo para a doença, nós retornamos para fazer as orientações para os moradores da comunidade. Hoje nós não trabalhamos com produtos químicos, nós fazemos um trabalho de prevenção e educação com a população", informou o supervisor regional da SES, José Alves.
A atividade faz parte do Programa de Combate à Esquistossomose (PCE), que conforme a coordenadora de Vigilância Ambiental da Diretoria de Vigilância e Saúde de São Cristóvão, Elis Correia, possui duas vertentes: busca ativa, que funciona quando os agentes de endemias vão a campo, fazendo visitas nas casas e realizando o trabalho de conscientização, e a demanda espontânea, que ocorre quando o paciente procura a unidade de saúde.
"Precisamos estar atentos a alguns povoados que existe a presença do caramujo. Esse trabalho de hoje está sendo feito justamente para verificar se os caramujos estão infectados, porque não é a doença que é transmitida pelo caramujo, eles são hospedeiros intermediários. Nos locais com os caramujos infectados nós trabalharemos o manejo ambiental (com ações de drenagem ou aterramento) para ter o controle, quanto a sinalização, colocando placas, alertando sobre os locais de risco", explicou a coordenadora.
Segundo Elis, muitas pessoas confundem o caramujo hospedeiros com outras espécies. "Muita gente ainda confunde o caramujo B. Glabrata (hospedeiro da doença) com o caramujo africano. O Glabrata pode ser encontrado em locais com acúmulo de água, enquanto o outro é uma espécie terrestre. É importante que haja essa identificação e conscientização porque a prevenção se dá com o não contato com as águas em que os caramujos estão", detalhou.

Ações preventivas - O povoado Colônia Miranda, de acordo com o supervisor de endemias do município, Nelson Filho, é considerado uma região endêmica, e que necessita de um trabalho mais forte junto à população. Seguindo esta lógica, a SMS já tem desenvolvido ações de prevenção junto à comunidade. Na última quarta (21), técnicos e especialistas realizaram uma conversa com os moradores do povoado sobre os cuidados com a esquistossomose. "Buscamos sempre realizar esse trabalho de prevenção com a comunidade. Informamos quais as medidas eles devem adotar de acordo com a realidade de cada um".