Privilégios preservados

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Publicada em 29/08/2019 às 00:09:00

 

Para Tasso Jereissati, relator da re-
forma da previdência no Senado, 
não há como exigir o sacrifício do funcionalismo, mais os contribuintes da iniciativa privada, em prol do equilíbrio fiscal, sem incluir o agronegócio e entidades filantrópicas na conta. O raciocínio tem lógica, mas tende a ser desprezado. Trata-se justamente de segmentos com forte representação no Congresso, base de apoio do presidente.
A situação do agronegócio é mais explícita, em função do grande volume de receitas geradas e aa colaboração decisiva na balança comercial. Entre as entidades filantrópicas, não há a mesma unidade. No entanto, convém mencionar o status das igrejas evangélicas, representadas pela bancada da bíblia, responsável por uma agenda moral reacionária, um dos nichos parlamentares mais fiéis ao governo Bolsonaro.
O governo federal não abre mão de pouco dinheiro. A desoneração em favor do setor ruralista e filantrópicas representou uma perda aos cofres públicos de R$ 120 bilhões em 10 anos - R$ 60 bilhões referente às filantrópicas e R$ 60 bilhões referentes ao agronegócio. Isso tudo, com ameaça de recessão e anos a fio de uma crise econômica
Infelizmente, a reforma da previdência é muito tímida no que diz respeito a enfrentar privilégios. Em alguns casos, como fica claro no projeto de reforma dedicado aos servidores militares, as distorções observadas no soldo dos soldados rasos, em comparação com as altas patentes, são até ampliadas. E, no entanto, este é a única inciativa com alguma razão de ser adotada pelo governo Bolsonaro.

Para Tasso Jereissati, relator da re- forma da previdência no Senado,  não há como exigir o sacrifício do funcionalismo, mais os contribuintes da iniciativa privada, em prol do equilíbrio fiscal, sem incluir o agronegócio e entidades filantrópicas na conta. O raciocínio tem lógica, mas tende a ser desprezado. Trata-se justamente de segmentos com forte representação no Congresso, base de apoio do presidente.
A situação do agronegócio é mais explícita, em função do grande volume de receitas geradas e aa colaboração decisiva na balança comercial. Entre as entidades filantrópicas, não há a mesma unidade. No entanto, convém mencionar o status das igrejas evangélicas, representadas pela bancada da bíblia, responsável por uma agenda moral reacionária, um dos nichos parlamentares mais fiéis ao governo Bolsonaro.
O governo federal não abre mão de pouco dinheiro. A desoneração em favor do setor ruralista e filantrópicas representou uma perda aos cofres públicos de R$ 120 bilhões em 10 anos - R$ 60 bilhões referente às filantrópicas e R$ 60 bilhões referentes ao agronegócio. Isso tudo, com ameaça de recessão e anos a fio de uma crise econômica
Infelizmente, a reforma da previdência é muito tímida no que diz respeito a enfrentar privilégios. Em alguns casos, como fica claro no projeto de reforma dedicado aos servidores militares, as distorções observadas no soldo dos soldados rasos, em comparação com as altas patentes, são até ampliadas. E, no entanto, este é a única inciativa com alguma razão de ser adotada pelo governo Bolsonaro.