Após queda, Estado tem semana com disparada de homicídios

Geral

 

Gabriel Damásio
Poucos dias depois de 
experimentar um alívio 
causado por uma redução de 30,1% nos homicídios registrados nos seis primeiros meses de 2019, a Segurança Pública sergipana foi surpreendida por uma disparada no número de homicídios, concentrados principalmente no interior do estado e envolvendo casos de grande repercussão. Na última semana deste mês, foram contabilizados 28 homicídios por arma de fogo em todo o estado, incluindo duas chacinas, confrontos com suspeitos e as mortes de dois policiais em serviço, além de um menino de nove anos atingido por uma bala perdida.
O caso de destaque mais recente foi no final da tarde de sexta-feira, quando o foragido Jackson Douglas Passos Carvalho, 44 anos, morreu em confronto com soldados do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), no bairro Oviedo Teixeira, em Itabaiana (Agreste). Segundo a PM, equipes do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) fizeram buscas pelo acusado, para cumprir um mandado de prisão expedido conta ele. Uma denúncia anônima indicou o endereço da casa onde Jackson estava, que foi cercada. Os policiais afirmam que foram recebidos a tiros dentro da casa, assim que se identificaram, e reagiram. Jackson foi atingido e morreu a caminho do Hospital Regional Pedro Garcia Moreno. 
O processo contra Douglas tem relação com a morte da professora Ivânia Santana Souza de Oliveira, assassinada a tiros em 12 de setembro de 2017, no estacionamento de uma escola estadual onde ela trabalhava, em Campo do Brito (Agreste). O ex-presidiário é réu deste processo e foi denunciado por feminicídio, devido à acusação de ter mandado matar Ivânia, por não se confirmar com o fim do relacionamento. Preso dias depois do crime, o acusado chegou a ser solto por força de um habeas-corpus, mas voltou a ter sua prisão preventiva revogada, por decisão recente da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
Itabaiana foi palco de outros três crimes ocorridos na semana passada. Um deles é a chacina ocorrida domingo passado no bairro Queimadas, onde quatro homens armados e a bordo de um carro executaram três homens que conversavam na calçada da Rua Francisco Domingos de Lima. Maike Lima de Oliveira, 22, Mateus Xavier da Conceição 21 , e Igor Lima do Nascimento, o 'Bola 8', 19, foram atingidos por tiros de pistola e escopeta. A polícia suspeita que o crime teria uma suposta relação com o tráfico de drogas. Esta também é a linha de investigação da segunda chacina, ocorria no dia seguinte a esse crime, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). Os motoboys Yago Roberto de Jesus Santos, 27, e Emerson Lima de Jesus Santos, 21, foram mortos na porta da Prefeitura local, enquanto o terceiro, de prenome Carlos Daniel, morreu em frente à sua residência, no conjunto Paulo Hagenbeck.
A maior repercussão, no entanto, foi o ataque ocorrido na noite desta quarta-feira em uma praça no bairro Jetimana (zona norte). O menino Albert Ricardo Silva Vasconcelos de Oliveira, de nove anos, estava brincando com uma bola de gude e acabou levando um tiro na cabeça, que na verdade, fora direcionado a Alef Gomes dos Santos. Ele foi atingido por outros disparos e também morreu. A polícia busca imagens de câmeras de segurança que podem ter registrado imagens dos criminosos.
Grande parte dos crimes é atribuída aos próprios marginais, que segundo a polícia, matam-se em uma violenta disputa para tentar obter áreas de controle para a venda de drogas, fazendo ainda como vítimas outras pessoas inocentes, que nada têm a ver com as disputas. "O que a gente percebe é algo que é sintomático quando um agente de segurança falece. Os criminosos reagem, crescem e começam a agir um contra o outro", diz o porta-voz da SSP, Lucas Rosário, o qual informou que a Polícia Civil já começou a investigar todos os casos em sigilo. 
Policiais mortos - Nem mesmo os policiais escaparam a ousadia dos criminosos. Em Aquidabã, o policial militar Genézio Monteiro da Cruz, 30, foi baleado durante uma cavalgada em Areia Branca (Agreste), ao abordar um homem armado. O outro caso foi o do agente de polícia José Alexandre dos Santos, o 'Zeca Diabo', 68 anos, que foi esfaqueado durante uma diligência feita por equipes da Civil em Santo Amaro das Brotas (Vale do Cotinguiba). O corpo foi enterrado na manhã deste sábado, no Cemitério Comunitário, povoado Serrão, em Ilha das Flores (Baixo São Francisco). O autor do crime foi morto a tiros.

Gabriel Damásio

Poucos dias depois de  experimentar um alívio  causado por uma redução de 30,1% nos homicídios registrados nos seis primeiros meses de 2019, a Segurança Pública sergipana foi surpreendida por uma disparada no número de homicídios, concentrados principalmente no interior do estado e envolvendo casos de grande repercussão. Na última semana deste mês, foram contabilizados 28 homicídios por arma de fogo em todo o estado, incluindo duas chacinas, confrontos com suspeitos e as mortes de dois policiais em serviço, além de um menino de nove anos atingido por uma bala perdida.
O caso de destaque mais recente foi no final da tarde de sexta-feira, quando o foragido Jackson Douglas Passos Carvalho, 44 anos, morreu em confronto com soldados do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), no bairro Oviedo Teixeira, em Itabaiana (Agreste). Segundo a PM, equipes do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) fizeram buscas pelo acusado, para cumprir um mandado de prisão expedido conta ele. Uma denúncia anônima indicou o endereço da casa onde Jackson estava, que foi cercada. Os policiais afirmam que foram recebidos a tiros dentro da casa, assim que se identificaram, e reagiram. Jackson foi atingido e morreu a caminho do Hospital Regional Pedro Garcia Moreno. 
O processo contra Douglas tem relação com a morte da professora Ivânia Santana Souza de Oliveira, assassinada a tiros em 12 de setembro de 2017, no estacionamento de uma escola estadual onde ela trabalhava, em Campo do Brito (Agreste). O ex-presidiário é réu deste processo e foi denunciado por feminicídio, devido à acusação de ter mandado matar Ivânia, por não se confirmar com o fim do relacionamento. Preso dias depois do crime, o acusado chegou a ser solto por força de um habeas-corpus, mas voltou a ter sua prisão preventiva revogada, por decisão recente da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
Itabaiana foi palco de outros três crimes ocorridos na semana passada. Um deles é a chacina ocorrida domingo passado no bairro Queimadas, onde quatro homens armados e a bordo de um carro executaram três homens que conversavam na calçada da Rua Francisco Domingos de Lima. Maike Lima de Oliveira, 22, Mateus Xavier da Conceição 21 , e Igor Lima do Nascimento, o 'Bola 8', 19, foram atingidos por tiros de pistola e escopeta. A polícia suspeita que o crime teria uma suposta relação com o tráfico de drogas. Esta também é a linha de investigação da segunda chacina, ocorria no dia seguinte a esse crime, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). Os motoboys Yago Roberto de Jesus Santos, 27, e Emerson Lima de Jesus Santos, 21, foram mortos na porta da Prefeitura local, enquanto o terceiro, de prenome Carlos Daniel, morreu em frente à sua residência, no conjunto Paulo Hagenbeck.
A maior repercussão, no entanto, foi o ataque ocorrido na noite desta quarta-feira em uma praça no bairro Jetimana (zona norte). O menino Albert Ricardo Silva Vasconcelos de Oliveira, de nove anos, estava brincando com uma bola de gude e acabou levando um tiro na cabeça, que na verdade, fora direcionado a Alef Gomes dos Santos. Ele foi atingido por outros disparos e também morreu. A polícia busca imagens de câmeras de segurança que podem ter registrado imagens dos criminosos.
Grande parte dos crimes é atribuída aos próprios marginais, que segundo a polícia, matam-se em uma violenta disputa para tentar obter áreas de controle para a venda de drogas, fazendo ainda como vítimas outras pessoas inocentes, que nada têm a ver com as disputas. "O que a gente percebe é algo que é sintomático quando um agente de segurança falece. Os criminosos reagem, crescem e começam a agir um contra o outro", diz o porta-voz da SSP, Lucas Rosário, o qual informou que a Polícia Civil já começou a investigar todos os casos em sigilo. 

Policiais mortos -
Nem mesmo os policiais escaparam a ousadia dos criminosos. Em Aquidabã, o policial militar Genézio Monteiro da Cruz, 30, foi baleado durante uma cavalgada em Areia Branca (Agreste), ao abordar um homem armado. O outro caso foi o do agente de polícia José Alexandre dos Santos, o 'Zeca Diabo', 68 anos, que foi esfaqueado durante uma diligência feita por equipes da Civil em Santo Amaro das Brotas (Vale do Cotinguiba). O corpo foi enterrado na manhã deste sábado, no Cemitério Comunitário, povoado Serrão, em Ilha das Flores (Baixo São Francisco). O autor do crime foi morto a tiros.

 


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