Fraude eleitoral

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Publicada em 31/08/2019 às 21:50:00

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 
lançou um programa para 
combater a divulgação de informações falsas (fake news) nas eleições municipais de 2020. A iniciativa é louvável. Infelizmente, deve ficar aquém da real urgência do tema.
O Programa de Enfrentamento à Desinformação atuará em parceria com partidos, agências de checagem e entidades que atuam em defesa da segurança na internet. Não é muito diferente do que já foi colocado em prática no pleito, com resultados pífios.
A bem da verdade, a eleição que consagrou o presidente Bolsonaro nas urnas foi disputada na base do vale tudo. As calúnias mais infames foram reproduzidas à exaustão, até acabarem aceitas como verdade. Nem mesmo o trabalho saneador realizado pelo bom jornalismo, contrário à simples especulação, apoiado em fatos, foi suficiente para orientar o eleitorado. A desonestidade virou a regra do jogo. Infelizmente, o Tribunal Superior Eleitoral não esboçou reação mais efetiva, apesar de todos os avisos, e não se mostrou à altura do desafio sob a própria alçada.
Agora Inês é morta, não adianta chorar o leite derramado. Resta ouvir as lições derivadas da experiência. Não se trata aqui, portanto, de questionar a vontade soberana do povo, manifesta por meio do voto. Mas de preservar os preceitos e princípios da Democracia representativa. As campanhas realizadas ao arrepio da Lei eleitoral podem até soar convincentes junto às parcelas mal informadas da população, independente de classe econômica e escolaridade. Mas a vigilância das instituições responsáveis pela manutenção dos fundamentos da República não há de falhar mais uma vez.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  lançou um programa para  combater a divulgação de informações falsas (fake news) nas eleições municipais de 2020. A iniciativa é louvável. Infelizmente, deve ficar aquém da real urgência do tema.
O Programa de Enfrentamento à Desinformação atuará em parceria com partidos, agências de checagem e entidades que atuam em defesa da segurança na internet. Não é muito diferente do que já foi colocado em prática no pleito, com resultados pífios.
A bem da verdade, a eleição que consagrou o presidente Bolsonaro nas urnas foi disputada na base do vale tudo. As calúnias mais infames foram reproduzidas à exaustão, até acabarem aceitas como verdade. Nem mesmo o trabalho saneador realizado pelo bom jornalismo, contrário à simples especulação, apoiado em fatos, foi suficiente para orientar o eleitorado. A desonestidade virou a regra do jogo. Infelizmente, o Tribunal Superior Eleitoral não esboçou reação mais efetiva, apesar de todos os avisos, e não se mostrou à altura do desafio sob a própria alçada.
Agora Inês é morta, não adianta chorar o leite derramado. Resta ouvir as lições derivadas da experiência. Não se trata aqui, portanto, de questionar a vontade soberana do povo, manifesta por meio do voto. Mas de preservar os preceitos e princípios da Democracia representativa. As campanhas realizadas ao arrepio da Lei eleitoral podem até soar convincentes junto às parcelas mal informadas da população, independente de classe econômica e escolaridade. Mas a vigilância das instituições responsáveis pela manutenção dos fundamentos da República não há de falhar mais uma vez.