O \"Mês da Bíblia\"

Opinião

 

* Raymundo Mello
(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)
Chegou setembro, o mês que se tornou 
referência para o estudo e a contem
plação da Palavra de Deus, tornando-se, em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Este ano, 2019, será o 48.º ano em que a Igreja Católica no Brasil comemora o Mês da Bíblia. Neste sentido, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), propôs para o Mês da Bíblia, neste ano, o estudo da Primeira Carta de João, com destaque para o lema "Nós amamos porque Deus primeiro nos amou" (1Jo 4,19).
A Bíblia deve estar sempre presente na nossa vida, diariamente. É a Palavra de Deus que a nós se dirige e ilumina a nossa caminhada.
Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos, foi sempre um apaixonado pela Palavra de Deus e por ela deixou-se conduzir.
Suas atitudes, desde criança até o seu último dia neste mundo, foram sempre no sentido de que as pessoas tivessem vida. Vida plena, vida feliz! Para isso, anunciou o Evangelho e doou-se por inteiro, entregando-se, incondicionalmente, a cuidar de crianças, adolescentes e jovens que não tinham lar, comida, saúde, educação, trabalho, esperanças... E, mais que cuidados materiais, cuidou de suas almas, para que não se perdessem na escuridão do mundo, lhes mostrando a luz divina. E sua entrega foi de tal modo completa, que rezava a Deus, dizendo-lhe: "Dai-me almas e ficai com o resto", e, assim, inebriado pelo amor à Palavra de Deus, renunciou a todo o prestígio e riquezas deste mundo, e ensinou o Evangelho não apenas com palavras, mas com gestos de carinho e bondade.
Nos dias atuais há uma grande facilidade para que todos possam ter acesso à Bíblia. Existem muitas edições disponíveis, bonitas, ilustradas, bem impressas. Nos tempos de Dom Bosco (1815-1888) as coisas eram bem diferentes. A leitura da Bíblia não era ainda suficientemente praticada. Mais que recorrer diretamente à Bíblia, costumava-se fazer uma catequese com exemplos tirados dos livros de História Sagrada. Mas Dom Bosco lia e meditava pessoalmente a Bíblia. Suas Memórias Biográficas apontam que, em 1886, já velho e doente, Dom Bosco costumava recitar, por inteiro, alguns capítulos das Cartas de São Paulo.
Desde bem jovem, seminarista ainda, Joãozinho Bosco, durante as férias, em Sussambrino, onde morava com o irmão Giuseppe, costumava subir até a vinha, e ali se dedicava ao estudo que não tivera oportunidade de fazer durante o ano escolar, especialmente ao estudo do Antigo e do Novo Testamento. Como autodidata, foi um estudioso atento dos escritos da Bíblia, e deles teve um conhecimento bastante notável. Demonstrou, de muitos modos, este seu profundo interesse pelo estudo da Sagrada Escritura, e muito interessou-se em torná-lo conhecido aos seus filhos espirituais. E, para melhor lhes facilitar a compreensão, escreveu uma edição da "História Sagrada", impressa pela primeira vez em 1847 e depois reimpressa em 14 edições e dezenas e mais dezenas de reimpressões até 1964.
Tenho o privilégio e a alegria de possuir um exemplar, um presente que me foi ofertado pelo 'Padre Luiz Cassiano Padilha da Luz', Diretor do 'Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora' nos anos 1977, 1978 e 1979, de saudosa memória.
Deste livro, atualmente uma raridade, extraio para a reflexão dos caros leitores o penúltimo parágrafo do Prefácio, onde Dom Bosco expressa seu pensamento sobre a Bíblia: "A História Sagrada é a mais antiga de todas as histórias; é a mais certa, porque seu autor é o próprio Deus; e a mais importante, porque contém a vontade divina, manifestada aos homens; é a mais útil, porque ensina e prova a verdade da nossa Santa Religião. Não existindo, pois, estudo mais importante do que este, nenhum mais do que este deve ser caro aos que amam deveras a sua Religião".
Aprendamos com Dom Bosco e a ele peçamos com fé: São João Bosco, aumentai em nós o gosto pela leitura da Bíblia!
Que assim seja!
* Raymundo Mello é Memorialista
raymundopmello@yahoo.com.br

* Raymundo Mello

(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)

Chegou setembro, o mês que se tornou  referência para o estudo e a contem plação da Palavra de Deus, tornando-se, em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Este ano, 2019, será o 48.º ano em que a Igreja Católica no Brasil comemora o Mês da Bíblia. Neste sentido, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), propôs para o Mês da Bíblia, neste ano, o estudo da Primeira Carta de João, com destaque para o lema "Nós amamos porque Deus primeiro nos amou" (1Jo 4,19).
A Bíblia deve estar sempre presente na nossa vida, diariamente. É a Palavra de Deus que a nós se dirige e ilumina a nossa caminhada.
Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos, foi sempre um apaixonado pela Palavra de Deus e por ela deixou-se conduzir.
Suas atitudes, desde criança até o seu último dia neste mundo, foram sempre no sentido de que as pessoas tivessem vida. Vida plena, vida feliz! Para isso, anunciou o Evangelho e doou-se por inteiro, entregando-se, incondicionalmente, a cuidar de crianças, adolescentes e jovens que não tinham lar, comida, saúde, educação, trabalho, esperanças... E, mais que cuidados materiais, cuidou de suas almas, para que não se perdessem na escuridão do mundo, lhes mostrando a luz divina. E sua entrega foi de tal modo completa, que rezava a Deus, dizendo-lhe: "Dai-me almas e ficai com o resto", e, assim, inebriado pelo amor à Palavra de Deus, renunciou a todo o prestígio e riquezas deste mundo, e ensinou o Evangelho não apenas com palavras, mas com gestos de carinho e bondade.
Nos dias atuais há uma grande facilidade para que todos possam ter acesso à Bíblia. Existem muitas edições disponíveis, bonitas, ilustradas, bem impressas. Nos tempos de Dom Bosco (1815-1888) as coisas eram bem diferentes. A leitura da Bíblia não era ainda suficientemente praticada. Mais que recorrer diretamente à Bíblia, costumava-se fazer uma catequese com exemplos tirados dos livros de História Sagrada. Mas Dom Bosco lia e meditava pessoalmente a Bíblia. Suas Memórias Biográficas apontam que, em 1886, já velho e doente, Dom Bosco costumava recitar, por inteiro, alguns capítulos das Cartas de São Paulo.
Desde bem jovem, seminarista ainda, Joãozinho Bosco, durante as férias, em Sussambrino, onde morava com o irmão Giuseppe, costumava subir até a vinha, e ali se dedicava ao estudo que não tivera oportunidade de fazer durante o ano escolar, especialmente ao estudo do Antigo e do Novo Testamento. Como autodidata, foi um estudioso atento dos escritos da Bíblia, e deles teve um conhecimento bastante notável. Demonstrou, de muitos modos, este seu profundo interesse pelo estudo da Sagrada Escritura, e muito interessou-se em torná-lo conhecido aos seus filhos espirituais. E, para melhor lhes facilitar a compreensão, escreveu uma edição da "História Sagrada", impressa pela primeira vez em 1847 e depois reimpressa em 14 edições e dezenas e mais dezenas de reimpressões até 1964.
Tenho o privilégio e a alegria de possuir um exemplar, um presente que me foi ofertado pelo 'Padre Luiz Cassiano Padilha da Luz', Diretor do 'Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora' nos anos 1977, 1978 e 1979, de saudosa memória.
Deste livro, atualmente uma raridade, extraio para a reflexão dos caros leitores o penúltimo parágrafo do Prefácio, onde Dom Bosco expressa seu pensamento sobre a Bíblia: "A História Sagrada é a mais antiga de todas as histórias; é a mais certa, porque seu autor é o próprio Deus; e a mais importante, porque contém a vontade divina, manifestada aos homens; é a mais útil, porque ensina e prova a verdade da nossa Santa Religião. Não existindo, pois, estudo mais importante do que este, nenhum mais do que este deve ser caro aos que amam deveras a sua Religião".
Aprendamos com Dom Bosco e a ele peçamos com fé: São João Bosco, aumentai em nós o gosto pela leitura da Bíblia!
Que assim seja!

* Raymundo Mello é Memorialistaraymundopmello@yahoo.com.br

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS