Estatística de guerra

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Publicada em 03/09/2019 às 07:50:00

 

Chacinas, policiais mortos em con
fronto com bandidos, vítimas de 
bala perdida. Os números da violência registrados na última semana de agosto fazem jus ao chamado mês do cachorro louco. Em um intervalo de poucos dias, 28 cadáveres perfurados por bala foram enterrados em Sergipe.
A notícia tem o mesmo efeito de um balde de água fria, chega logo depois de o governo do estado comemorar sensível melhora das estatísticas relacionadas aos crime violentos, atribuindo o bom resultado ao trabalho da Secretaria de Segurança Pública. A sucessão dos eventos, no entanto, desmente a impressão apressada dos gestores. 
Se fosse mesmo como Belivaldo Chagas afirmava, a fim de estabelecer uma relação direta entre a dedicação de policiais militares e a ousadia contida dos criminosos, a tendência acabaria confirmada. Infelizmente, é mais razoável creditar as oscilações no número de homicídios cometidos a uma dinâmica própria da bandidagem, sem vínculo de causa e efeito entre as ações da PM e os corpos abatidos pelo crime.
A semana de sangue deve servir de alerta para as autoridades da segurança pública. Ano passado, foram registrados 945 crimes seguidos de morte, o equivalente a uma média de 2,6 assassinatos diários. Estatística de guerra. Sem investimento e providências concretas, a despeito de melhoras pontuais, a tendência  é piorar.

Chacinas, policiais mortos em con fronto com bandidos, vítimas de  bala perdida. Os números da violência registrados na última semana de agosto fazem jus ao chamado mês do cachorro louco. Em um intervalo de poucos dias, 28 cadáveres perfurados por bala foram enterrados em Sergipe.
A notícia tem o mesmo efeito de um balde de água fria, chega logo depois de o governo do estado comemorar sensível melhora das estatísticas relacionadas aos crime violentos, atribuindo o bom resultado ao trabalho da Secretaria de Segurança Pública. A sucessão dos eventos, no entanto, desmente a impressão apressada dos gestores. 
Se fosse mesmo como Belivaldo Chagas afirmava, a fim de estabelecer uma relação direta entre a dedicação de policiais militares e a ousadia contida dos criminosos, a tendência acabaria confirmada. Infelizmente, é mais razoável creditar as oscilações no número de homicídios cometidos a uma dinâmica própria da bandidagem, sem vínculo de causa e efeito entre as ações da PM e os corpos abatidos pelo crime.
A semana de sangue deve servir de alerta para as autoridades da segurança pública. Ano passado, foram registrados 945 crimes seguidos de morte, o equivalente a uma média de 2,6 assassinatos diários. Estatística de guerra. Sem investimento e providências concretas, a despeito de melhoras pontuais, a tendência  é piorar.