PF chama deputados para depor sobre \"laranjas\"

Política

 

Gabriel Damásio
A Polícia Federal ouviu nesta segunda-feira os depoimentos de três deputados estaduais do MDB, dentro do inquérito que investiga a existência de supostas "candidaturas-laranjas" usadas por partidos durante as eleições de 2018. Luciano Bispo, Zezinho Guimarães e Garibalde Mendonça, eleitos pelo partido, chegaram por volta das 8h30 na sede da superintendência estadual do órgão, no bairro Siqueira Campos, e ali estiveram por cerca de uma hora, falando ao delegado responsável pelo caso. Eles estavam acompanhados pelo advogado do partido, Márcio Conrado. O depoimento aconteceu a portas fechadas e os jornalistas não puderam entrar na sede da PF. 
Na saída, os deputados alegaram que o processo está em segredo de justiça, mas negaram que o MDB tenha cometido qualquer irregularidade na campanha eleitoral do ano passado. "Não há nada que possa atingir o 'MDB masculino'. Nós não participamos absolutamente de nada. Declaramos oficialmente tudo o que recebemos para a Justiça Eleitoral e temos prova de tudo. Todas as nossas contas foram aprovadas. Não há absolutamente nada contra nós. É isso que viemos esclarecer à Polícia Federal", disse Zezinho, em entrevista à TV Atalaia. 
Luciano e Garibalde corroboraram com o discurso do colega, alegando que toda a aplicação de recursos e a respectiva prestação de contas das suas campanhas seguiram as regras da lei eleitoral e que não há nada a esconder das autoridades. "Quem não deve, não teme", resumiu Garibalde. Os emedebistas alegaram que suas respectivas campanhas receberam um total de R$ 330 mil em recursos do Fundo Partidário. 
O inquérito policial se refere à denúncia de que mulheres candidatas a deputadas estaduais teriam sido usadas como "laranjas" pelos respectivos partidos, que teriam registrado-as apenas para arrecadar mais recursos do Fundo Partidário e beneficiar os candidatos homens de suas respectivas chapas. O caso foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), que fez uma investigação prévia e pediu a abertura da investigação à PF, por ter encontrado indícios de falsidade. No caso do MDB, a denúncia se refere à candidata Marleide Cristina dos Santos, que segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, teria apresentado gastos de R$ 418.505,00 com apenas duas aparições da candidata, uma no rádio e outra na TV, e sem propaganda na internet.
Além do MDB, são investigadas três candidaturas do PSB e outras três do PSDB. Os diretórios estaduais dos partidos também negam as irregularidades. A Polícia Federal informou que só vai se manifestar sobre o assunto após a conclusão do inquérito policial. 

Gabriel Damásio

A Polícia Federal ouviu nesta segunda-feira os depoimentos de três deputados estaduais do MDB, dentro do inquérito que investiga a existência de supostas "candidaturas-laranjas" usadas por partidos durante as eleições de 2018. Luciano Bispo, Zezinho Guimarães e Garibalde Mendonça, eleitos pelo partido, chegaram por volta das 8h30 na sede da superintendência estadual do órgão, no bairro Siqueira Campos, e ali estiveram por cerca de uma hora, falando ao delegado responsável pelo caso. Eles estavam acompanhados pelo advogado do partido, Márcio Conrado. O depoimento aconteceu a portas fechadas e os jornalistas não puderam entrar na sede da PF. 
Na saída, os deputados alegaram que o processo está em segredo de justiça, mas negaram que o MDB tenha cometido qualquer irregularidade na campanha eleitoral do ano passado. "Não há nada que possa atingir o 'MDB masculino'. Nós não participamos absolutamente de nada. Declaramos oficialmente tudo o que recebemos para a Justiça Eleitoral e temos prova de tudo. Todas as nossas contas foram aprovadas. Não há absolutamente nada contra nós. É isso que viemos esclarecer à Polícia Federal", disse Zezinho, em entrevista à TV Atalaia. 
Luciano e Garibalde corroboraram com o discurso do colega, alegando que toda a aplicação de recursos e a respectiva prestação de contas das suas campanhas seguiram as regras da lei eleitoral e que não há nada a esconder das autoridades. "Quem não deve, não teme", resumiu Garibalde. Os emedebistas alegaram que suas respectivas campanhas receberam um total de R$ 330 mil em recursos do Fundo Partidário. 
O inquérito policial se refere à denúncia de que mulheres candidatas a deputadas estaduais teriam sido usadas como "laranjas" pelos respectivos partidos, que teriam registrado-as apenas para arrecadar mais recursos do Fundo Partidário e beneficiar os candidatos homens de suas respectivas chapas. O caso foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), que fez uma investigação prévia e pediu a abertura da investigação à PF, por ter encontrado indícios de falsidade. No caso do MDB, a denúncia se refere à candidata Marleide Cristina dos Santos, que segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, teria apresentado gastos de R$ 418.505,00 com apenas duas aparições da candidata, uma no rádio e outra na TV, e sem propaganda na internet.
Além do MDB, são investigadas três candidaturas do PSB e outras três do PSDB. Os diretórios estaduais dos partidos também negam as irregularidades. A Polícia Federal informou que só vai se manifestar sobre o assunto após a conclusão do inquérito policial. 

 


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