Índice de Confiança do Empresário do Comércio cai 1% em agosto

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Publicada em 05/09/2019 às 23:34:00

 

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), registrou queda de 1% em agosto e alcançou 114,9 pontos. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que calcula o indicador, esse foi o quinto mês consecutivo de recuo. Apesar disso, em relação ao mesmo período do ano passado houve alta de 10,8%.
Conforme a CNC, todos os subíndices caíram no mês e o principal destaque negativo, ficou com o referente às condições atuais da economia, que registrou 88,1 pontos e foi o único abaixo da zona de satisfação de 100 pontos. O subíndice teve também a maior variação negativa do mês (-1,5%).
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a economia brasileira ainda apresenta um ritmo fraco de crescimento e os consumidores seguem cautelosos. Ainda assim, ele apontou um quadro de melhora para o futuro. "Isso afeta a confiança dos empresários, principalmente, em relação ao quadro atual. Mas as expectativas seguem em níveis elevados, mostrando que o comércio vê uma melhora no cenário de mais longo prazo".
A CNC chamou atenção para o fato de que mesmo sendo o foco negativo do Icec de agosto, "até mesmo o subíndice que mede a percepção quanto às condições atuais da economia do empresário do comércio avançou +20,9% diante de agosto de 2018, evidenciando uma melhora expressiva do cenário atual em relação ao ano passado".
Expectativas - Mesmo com uma retração de 1,4%, o maior subíndice entre todos que compõem o Icec, foi o referente às expectativas que ficou em 156,3 pontos em agosto. Na comparação com o ano passado os empresários mostraram uma percepção mais favorável com alta de 7,9%.
O ritmo de variação negativa do subíndice em relação às intenções de investimento ficou menor na comparação ao mês passado (0,3%) contra queda de 1,1%. De acordo com a CNC, a tendência positiva na comparação com agosto de 2018 se manteve, com alta de 7,5%, o que para a economista da entidade, Catarina Carneiro da Silva, indica um ambiente melhor para os investimentos.
"A maioria dos varejistas (65,4%) ainda mantém planos de contratação para os próximos meses, maior do que a proporção do mês anterior, quando foi 64,2%".
A economista disse que essa foi a única variação mensal positiva em agosto dentre todos os quesitos, tendo também a maior variação (+10,1%) anual do subíndice. "Ao mesmo tempo, o percentual de empresários relatando nível de estoque abaixo do adequado nos seus estabelecimentos comerciais (15,6%) aumentou pelo quarto mês seguido, um indício de que eles podem estar mais pessimistas do que deveriam em relação a sua capacidade de venda".
Icec - Conforme a CNC, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. Fazem parte da amostra, aproximadamente, 6 mil empresas situadas em todas as capitais do Brasil. Os índices apresentam dispersões que variam de zero a 200 pontos.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), registrou queda de 1% em agosto e alcançou 114,9 pontos. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que calcula o indicador, esse foi o quinto mês consecutivo de recuo. Apesar disso, em relação ao mesmo período do ano passado houve alta de 10,8%.
Conforme a CNC, todos os subíndices caíram no mês e o principal destaque negativo, ficou com o referente às condições atuais da economia, que registrou 88,1 pontos e foi o único abaixo da zona de satisfação de 100 pontos. O subíndice teve também a maior variação negativa do mês (-1,5%).
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a economia brasileira ainda apresenta um ritmo fraco de crescimento e os consumidores seguem cautelosos. Ainda assim, ele apontou um quadro de melhora para o futuro. "Isso afeta a confiança dos empresários, principalmente, em relação ao quadro atual. Mas as expectativas seguem em níveis elevados, mostrando que o comércio vê uma melhora no cenário de mais longo prazo".
A CNC chamou atenção para o fato de que mesmo sendo o foco negativo do Icec de agosto, "até mesmo o subíndice que mede a percepção quanto às condições atuais da economia do empresário do comércio avançou +20,9% diante de agosto de 2018, evidenciando uma melhora expressiva do cenário atual em relação ao ano passado".

Expectativas - Mesmo com uma retração de 1,4%, o maior subíndice entre todos que compõem o Icec, foi o referente às expectativas que ficou em 156,3 pontos em agosto. Na comparação com o ano passado os empresários mostraram uma percepção mais favorável com alta de 7,9%.
O ritmo de variação negativa do subíndice em relação às intenções de investimento ficou menor na comparação ao mês passado (0,3%) contra queda de 1,1%. De acordo com a CNC, a tendência positiva na comparação com agosto de 2018 se manteve, com alta de 7,5%, o que para a economista da entidade, Catarina Carneiro da Silva, indica um ambiente melhor para os investimentos.
"A maioria dos varejistas (65,4%) ainda mantém planos de contratação para os próximos meses, maior do que a proporção do mês anterior, quando foi 64,2%".
A economista disse que essa foi a única variação mensal positiva em agosto dentre todos os quesitos, tendo também a maior variação (+10,1%) anual do subíndice. "Ao mesmo tempo, o percentual de empresários relatando nível de estoque abaixo do adequado nos seus estabelecimentos comerciais (15,6%) aumentou pelo quarto mês seguido, um indício de que eles podem estar mais pessimistas do que deveriam em relação a sua capacidade de venda".

Icec -
Conforme a CNC, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. Fazem parte da amostra, aproximadamente, 6 mil empresas situadas em todas as capitais do Brasil. Os índices apresentam dispersões que variam de zero a 200 pontos.