Narrativas em conflito

Geral


  • Todo respeito aos realizadores da aldeia

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Toda história tem dois 
lados. O lançamento 
do filme 'Elas sim', por exemplo, suscitou uma discussão das mais calorosas. De acordo com o Fórum Permanente de Audiovisual, o Núcleo de Produção Digital age com o fim de roubar a propriedade intelectual do curta-metragem.
Em carta aberta endereçada ao NPD, assinada pelo FPA e a Mostra de Cinema Negro de Sergipe, uma série de episódios são relatados, no intuito de respaldar acusação tão cabeluda. Um pré-lançamento teria sido promovido sem a presença e o consentimento dos diretores. Além disso, o material de divulgação do Mês Orlando Vieira, evento que abarca os lançamentos de um edital voltado para o segmento audiovisual e o próprio filme, simplesmente omite o nome dos supostos autores. Absurdo dos absurdos, a inscrição do curta em festivais de cinema teria de ser realizada em nome da Funcaju.
Graziele Ferreira, coordenadora do NPD, nega todas as acusações. Ela explica que o filme foi realizado durante uma oficina do Núcleo, em um processo orientado por professores, de forma coletiva.
"O histórico do NPD comprova a total defesa dos direitos de criação dos alunos. O direito patrimonial é do poder público, porque a responsabilidade sobre o conteúdo é da gestão".
Segundo Graziele, não há ingerência sobre os direitos dos envolvidos. "Os alunos e professores, em diálogo com o NPD, definem a lista de Mostras e Festivais nos quais o filme será inscrito para, entre outras coisas, evitar personificação do filme, garantindo a participação de todos os alunos no processo, já que se trata de uma produção de uma turma, um exercício coletivo. Há mais de uma década, os filmes gerados a partir de cursos seguem essa mesma lógica". 
A gestora lembra que há precedentes. "Foi dessa forma que em 2010, o curta-metragem 'Do Outro Lado do Rio', e em 2011, o 'Rezou a Família e Foi ao Cinema' estimularam a criatividade dos alunos e ampliaram fronteiras da produção local, recebendo prêmios do Júri Oficial no Festival Curta-SE 2012, Melhor Curta Sergipano no Festival Curta-SE 2011, Prêmio Aquisição do SESC TV, Melhor filme dos últimos 5 anos pelo Jornal O Capital, além da participação em diversos festivais no Brasil e exterior".
Resta provado, a autoria de um filme não é questão banal. A direção de uma peça audiovisual pode ser  definida como uma função estritamente técnica ou será sempre uma atividade criativa? O leitor, se quiser, arrisque uma resposta.

Toda história tem dois  lados. O lançamento  do filme 'Elas sim', por exemplo, suscitou uma discussão das mais calorosas. De acordo com o Fórum Permanente de Audiovisual, o Núcleo de Produção Digital age com o fim de roubar a propriedade intelectual do curta-metragem.
Em carta aberta endereçada ao NPD, assinada pelo FPA e a Mostra de Cinema Negro de Sergipe, uma série de episódios são relatados, no intuito de respaldar acusação tão cabeluda. Um pré-lançamento teria sido promovido sem a presença e o consentimento dos diretores. Além disso, o material de divulgação do Mês Orlando Vieira, evento que abarca os lançamentos de um edital voltado para o segmento audiovisual e o próprio filme, simplesmente omite o nome dos supostos autores. Absurdo dos absurdos, a inscrição do curta em festivais de cinema teria de ser realizada em nome da Funcaju.
Graziele Ferreira, coordenadora do NPD, nega todas as acusações. Ela explica que o filme foi realizado durante uma oficina do Núcleo, em um processo orientado por professores, de forma coletiva.
"O histórico do NPD comprova a total defesa dos direitos de criação dos alunos. O direito patrimonial é do poder público, porque a responsabilidade sobre o conteúdo é da gestão".
Segundo Graziele, não há ingerência sobre os direitos dos envolvidos. "Os alunos e professores, em diálogo com o NPD, definem a lista de Mostras e Festivais nos quais o filme será inscrito para, entre outras coisas, evitar personificação do filme, garantindo a participação de todos os alunos no processo, já que se trata de uma produção de uma turma, um exercício coletivo. Há mais de uma década, os filmes gerados a partir de cursos seguem essa mesma lógica". 
A gestora lembra que há precedentes. "Foi dessa forma que em 2010, o curta-metragem 'Do Outro Lado do Rio', e em 2011, o 'Rezou a Família e Foi ao Cinema' estimularam a criatividade dos alunos e ampliaram fronteiras da produção local, recebendo prêmios do Júri Oficial no Festival Curta-SE 2012, Melhor Curta Sergipano no Festival Curta-SE 2011, Prêmio Aquisição do SESC TV, Melhor filme dos últimos 5 anos pelo Jornal O Capital, além da participação em diversos festivais no Brasil e exterior".
Resta provado, a autoria de um filme não é questão banal. A direção de uma peça audiovisual pode ser  definida como uma função estritamente técnica ou será sempre uma atividade criativa? O leitor, se quiser, arrisque uma resposta.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS