Procuradores sergipanos protestam contra Aras

Geral


  • PROCURADORES FIZERAM ATO NA FRENTE DA SEDE DO ÓRGÃO

  • Os procuradores federais durante ato de protesto

 

Milton Alves Júnior
Em protesto contra a indi-
cação de Augusto Aras 
como procurador-geral da República, procuradores federais com atuação no Estado de Sergipe realizaram na manhã de ontem um ato público para mostrar a indignação da categoria contra a opção feita pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Na concepção dos procuradores, por Aras não compor a lista tríplice, fica sob dúvida quais será a forma da atuação do procurador-geral, bem como quais foram os possíveis acertos feitos com o chefe do poder executivo federal para ser o escolhido. Depois de 20 anos essa é a primeira vez em que um presidente da república opta por nome fora da lista eleita por procuradores de todo o país.
Além de Sergipe, o ato de ontem foi realizado instantaneamente em outros 13 estados. Na concepção da procuradora federal Eunice Dantas, os procuradores brasileiros não centralizam as críticas para o colega de profissão, mas sim, ao presidente Bolsonaro que optou por escolher um nome não eleito pela maioria. Nascido no Estado da Bahia, Augusto Aras tem 60 anos e exerce o cargo federal no Ministério Público desde 1987. Entre os cabos eleitorais de Aras está o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que integrou a bancada da bala, e o advogado de um dos filhos do presidente. Ele conta ainda com o apoio de ministros e parlamentares do PSL, partido político o qual Bolsonaro é filiado.
Na biografia do indiciado conta ainda que ele é doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005); mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Bahia (2000); graduado bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1981). Atualmente é professor da Universidade de Brasília (UNB). "Ao contrário do debate aberto que nossa instituição estava costumada a presenciar de forma transparente e democrática, essa escolha foi feita à surdina, o Augusto Aras se reuniu em torno de oito vezes fora da agenda com o presidente (Bolsonaro) e ninguém sabe o que foi tratado e o que foi acertado. Lamentamos profundamente essa medida".
Renúncia - Assim como ocorre em vários estados brasileiros, procuradores com cargo de chefia em Sergipe anunciaram na semana passada que irão renunciar caso a lista tríplice seja minimizada e a indicação seja, de fato, encaminhado para sabatina no plenário do Senado Federal. Na manhã de ontem, durante entrevista coletiva concedida, o procurador da República em Sergipe, Ramiro Rockenbach, reafirmou o compromisso. De igual modo a ameaça de também não assumir a chefia foi protagonizada ainda pelo procurador Flávio Matias.
"A decisão está absolutamente mantida. Não tenho a mínima condição de colaborar com qualquer procurador-geral da República que aceite assumir essa tão importante função nessas condições, nas catacumbas do poder", reforçou Rockenbach. A mobilização intitulado "Em Defesa da Independência do Ministério Público Federal", contou ainda com a presença dos procuradores: Gabriela Barbosa, Lívia Tinoco, Rômulo Almeida e Heitor Soares, além do procurador aposentado Evaldo Campos. A expectativa de Aras é estar pronto para ser sabatinado por volta do dia 24 de setembro.
Não há prazo para o Senado iniciar a análise do nome de Aras. Se ele não for aprovado pelo plenário até a terça-feira da semana que vem, dia 17 - quando termina o mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge - assume a PGR interinamente o vice-presidente do Conselho Superior do MPF, Alcides Martins. Os senadores eleitos em Sergipe não apresentaram oficialmente se devem votar à favor, ou contra o nome de Augusto Aras.

Milton Alves Júnior

Em protesto contra a indi- cação de Augusto Aras  como procurador-geral da República, procuradores federais com atuação no Estado de Sergipe realizaram na manhã de ontem um ato público para mostrar a indignação da categoria contra a opção feita pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Na concepção dos procuradores, por Aras não compor a lista tríplice, fica sob dúvida quais será a forma da atuação do procurador-geral, bem como quais foram os possíveis acertos feitos com o chefe do poder executivo federal para ser o escolhido. Depois de 20 anos essa é a primeira vez em que um presidente da república opta por nome fora da lista eleita por procuradores de todo o país.
Além de Sergipe, o ato de ontem foi realizado instantaneamente em outros 13 estados. Na concepção da procuradora federal Eunice Dantas, os procuradores brasileiros não centralizam as críticas para o colega de profissão, mas sim, ao presidente Bolsonaro que optou por escolher um nome não eleito pela maioria. Nascido no Estado da Bahia, Augusto Aras tem 60 anos e exerce o cargo federal no Ministério Público desde 1987. Entre os cabos eleitorais de Aras está o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que integrou a bancada da bala, e o advogado de um dos filhos do presidente. Ele conta ainda com o apoio de ministros e parlamentares do PSL, partido político o qual Bolsonaro é filiado.
Na biografia do indiciado conta ainda que ele é doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005); mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Bahia (2000); graduado bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1981). Atualmente é professor da Universidade de Brasília (UNB). "Ao contrário do debate aberto que nossa instituição estava costumada a presenciar de forma transparente e democrática, essa escolha foi feita à surdina, o Augusto Aras se reuniu em torno de oito vezes fora da agenda com o presidente (Bolsonaro) e ninguém sabe o que foi tratado e o que foi acertado. Lamentamos profundamente essa medida".

Renúncia - Assim como ocorre em vários estados brasileiros, procuradores com cargo de chefia em Sergipe anunciaram na semana passada que irão renunciar caso a lista tríplice seja minimizada e a indicação seja, de fato, encaminhado para sabatina no plenário do Senado Federal. Na manhã de ontem, durante entrevista coletiva concedida, o procurador da República em Sergipe, Ramiro Rockenbach, reafirmou o compromisso. De igual modo a ameaça de também não assumir a chefia foi protagonizada ainda pelo procurador Flávio Matias.
"A decisão está absolutamente mantida. Não tenho a mínima condição de colaborar com qualquer procurador-geral da República que aceite assumir essa tão importante função nessas condições, nas catacumbas do poder", reforçou Rockenbach. A mobilização intitulado "Em Defesa da Independência do Ministério Público Federal", contou ainda com a presença dos procuradores: Gabriela Barbosa, Lívia Tinoco, Rômulo Almeida e Heitor Soares, além do procurador aposentado Evaldo Campos. A expectativa de Aras é estar pronto para ser sabatinado por volta do dia 24 de setembro.
Não há prazo para o Senado iniciar a análise do nome de Aras. Se ele não for aprovado pelo plenário até a terça-feira da semana que vem, dia 17 - quando termina o mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge - assume a PGR interinamente o vice-presidente do Conselho Superior do MPF, Alcides Martins. Os senadores eleitos em Sergipe não apresentaram oficialmente se devem votar à favor, ou contra o nome de Augusto Aras.

 


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