Anuário: homicídios e latrocínios caem, mas feminicídios aumentam

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NA SEGUNDA-FEIRA FOI REGISTRADO UM NOVO CASO, AGORA EM MOITA BONITA; ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA DIZ QUE SERGIPE FOI O 3º ESTADO QUE MAIS REDUZIU CASOS DE LATROCÍNIO
NA SEGUNDA-FEIRA FOI REGISTRADO UM NOVO CASO, AGORA EM MOITA BONITA; ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA DIZ QUE SERGIPE FOI O 3º ESTADO QUE MAIS REDUZIU CASOS DE LATROCÍNIO

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Publicada em 10/09/2019 às 23:05:00

 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou ontem a edição 2019 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com análises e estatísticas sobre a criminalidade no Brasil e em todos os seus estados, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das secretarias estaduais de Segurança Pública e Defesa Social. Em Sergipe, o relatório apontou que houve queda na maioria dos crimes letais intencionais, principalmente homicídios dolosos e latrocínios, mas houve um aumento expressivo nos casos de feminicídio, que é o assassinato de mulheres por motivação machista ou em contexto de violência doméstica. 
Segundo o Anuário, 16 casos de feminicídio foram registrados no estado em 2018, representando a taxa de 1,4 crime do tipo por 100 mil mulheres.  No ano anterior, foram seis casos, com taxa de 0,5. Entre os dois resultados, um impressionante aumento de 163,9%. O detalhe é que os homicídios contra mulheres, em casos não tipificados como feminicídio, caíram de 64 em 2017 para 37 no ano passado, perfazendo uma redução de 42,8%. Esses dados foram comparados no item "Proporção de feminicídios em relação aos homicídios de mulheres", que também teve uma alta forte em Sergipe: de 9,4% para 43,2%. 
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou em nota que a mudança na tipificação do crime contribuiu para o aumento desses dados. E informou que tomou medidas para combater esse tipo de crime, como a criação de um plantão específico de gêneros, que funciona 24 horas no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), e o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, criada pela Polícia Militar em parceria com o Tribunal de Justiça (TJSE) para garantir o cumprimento de medidas protetivas decretadas pela Justiça contra vítimas de violência doméstica. Só este ano, já foram expedidas 529 medidas protetivas e realizadas 364 prisões em flagrante por descumprimento.
Quedas - O relatório do FBSP também apontou queda nos homicídios dolosos em Sergipe. Os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) tiveram uma queda de 14,9%, no comparativo dos anos de 2018 com 2017. Ao todo, foram 946 homicídios dolosos, 32 latrocínios, seis lesões corporais seguidas de morte no ano passado. No período retrasado, foram 1,121 homicídios, 59 latrocínios e cinco lesões seguidas de morte. 
Com isso, o estado saiu de uma taxa de 64,7 mortes para um grupo de 100 mil habitantes, divulgada pela 10ª edição do Anuário, há três anos, e caiu para 40,1 mortes para o mesmo grupo de habitantes no estado. Nos primeiros oito meses de 2019, o estado mantém a queda consistente e já atinge uma redução de 29,4% diante do cenário apresentado hoje pelo Fórum. Quanto aos latrocínios, o Anuário apontou uma queda de 45,5% em relação ao ano de 2017, o que coloca Sergipe como o terceiro Estado do Brasil que mais reduziu o crime de latrocínio em 2018.
O Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) atribui as quedas consecutivas em Sergipe à integração entre as forças policiais, investimento em unidades de combate ao tráfico e homicídios e uma forte análise criminal dos gestores da Segurança Pública. A redução também passa pela reestruturação do sistema prisional. Em Sergipe, não há registros de fugas recentes, o que também contribui diretamente na queda na incidência de homicídios. 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou ontem a edição 2019 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com análises e estatísticas sobre a criminalidade no Brasil e em todos os seus estados, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das secretarias estaduais de Segurança Pública e Defesa Social. Em Sergipe, o relatório apontou que houve queda na maioria dos crimes letais intencionais, principalmente homicídios dolosos e latrocínios, mas houve um aumento expressivo nos casos de feminicídio, que é o assassinato de mulheres por motivação machista ou em contexto de violência doméstica. 
Segundo o Anuário, 16 casos de feminicídio foram registrados no estado em 2018, representando a taxa de 1,4 crime do tipo por 100 mil mulheres.  No ano anterior, foram seis casos, com taxa de 0,5. Entre os dois resultados, um impressionante aumento de 163,9%. O detalhe é que os homicídios contra mulheres, em casos não tipificados como feminicídio, caíram de 64 em 2017 para 37 no ano passado, perfazendo uma redução de 42,8%. Esses dados foram comparados no item "Proporção de feminicídios em relação aos homicídios de mulheres", que também teve uma alta forte em Sergipe: de 9,4% para 43,2%. 
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou em nota que a mudança na tipificação do crime contribuiu para o aumento desses dados. E informou que tomou medidas para combater esse tipo de crime, como a criação de um plantão específico de gêneros, que funciona 24 horas no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), e o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, criada pela Polícia Militar em parceria com o Tribunal de Justiça (TJSE) para garantir o cumprimento de medidas protetivas decretadas pela Justiça contra vítimas de violência doméstica. Só este ano, já foram expedidas 529 medidas protetivas e realizadas 364 prisões em flagrante por descumprimento.

Quedas - O relatório do FBSP também apontou queda nos homicídios dolosos em Sergipe. Os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) tiveram uma queda de 14,9%, no comparativo dos anos de 2018 com 2017. Ao todo, foram 946 homicídios dolosos, 32 latrocínios, seis lesões corporais seguidas de morte no ano passado. No período retrasado, foram 1,121 homicídios, 59 latrocínios e cinco lesões seguidas de morte. 
Com isso, o estado saiu de uma taxa de 64,7 mortes para um grupo de 100 mil habitantes, divulgada pela 10ª edição do Anuário, há três anos, e caiu para 40,1 mortes para o mesmo grupo de habitantes no estado. Nos primeiros oito meses de 2019, o estado mantém a queda consistente e já atinge uma redução de 29,4% diante do cenário apresentado hoje pelo Fórum. Quanto aos latrocínios, o Anuário apontou uma queda de 45,5% em relação ao ano de 2017, o que coloca Sergipe como o terceiro Estado do Brasil que mais reduziu o crime de latrocínio em 2018.
O Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) atribui as quedas consecutivas em Sergipe à integração entre as forças policiais, investimento em unidades de combate ao tráfico e homicídios e uma forte análise criminal dos gestores da Segurança Pública. A redução também passa pela reestruturação do sistema prisional. Em Sergipe, não há registros de fugas recentes, o que também contribui diretamente na queda na incidência de homicídios.