Um best seller na Bienal

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Na flauta
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Publicada em 12/09/2019 às 09:00:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Se eu bem conheço 
Djenal, o terno de li-
nho branco já está passado e engomado, a fim de derrubar o queixo da sociedade literária local. 'O tatu de Pirakê', best seller que lhe rendeu fama e dinheiro, faz parte do acervo exposto no Shopping Peixoto, fincado no coração comercial do estado, onde é realizada a V Bienal do Livro de Sergipe. De acordo com todas as expectativas, ninguém jamais juntou tanta gente letrada num mesmo espaço e período. A grande cidade de Itabaiana não perde por esperar.
Eu já cantei as virtudes da referida obra, às vésperas do lançamento. Falhei, no entanto, ao relegar o autor à sombra. Neste caso em particular, criador e criatura são duas partes indissociáveis, irmãos siameses, tudo uma coisa só.
Filho de um Djenal, pai de outro, Djenal Gonçalves Filho tem o maior orgulho da própria assinatura. E não deu sossego a ninguém, enquanto não a viu estampada na lombada de um livro. Era tatu pra cá, tatu pra lá. Tatu no café, no almoço e na janta. Os amigos não aguentavam mais. Eu mesmo, dispusesse de recursos, teria bancado a impressão com meu próprio bolso, antes da Edise, só para ver se ele arranjava outro assunto. E, no entanto, de chatice ninguém pode o acusar.
Djenal não conheceu um único dia triste na vida. E sabe ser grato a tão boa sorte. Faça chuva, faça sol, a varanda de seu apartamento está aberta para qualquer um que chegue em missão de paz, até altas horas. Quando o dono da casa finalmente é vencido pelo cansaço e a bebida acaba, ele recolhe a língua enrolada, à francesa. O último a sair que trate de apagar a luz.
O bom humor é um atributo exclusivo do verdadeiro caráter. Há canalhas, claro, capazes de sorrir amarelo, os dentes brancos e sorrisos falsos abertos a esmo. Mas não é de pose que se trata aqui. Djenal escreve do mesmo modo como vive, fazendo amigos sem abrir mão da piada, propondo brindes, virando as taças, na flauta.

Se eu bem conheço  Djenal, o terno de li- nho branco já está passado e engomado, a fim de derrubar o queixo da sociedade literária local. 'O tatu de Pirakê', best seller que lhe rendeu fama e dinheiro, faz parte do acervo exposto no Shopping Peixoto, fincado no coração comercial do estado, onde é realizada a V Bienal do Livro de Sergipe. De acordo com todas as expectativas, ninguém jamais juntou tanta gente letrada num mesmo espaço e período. A grande cidade de Itabaiana não perde por esperar.
Eu já cantei as virtudes da referida obra, às vésperas do lançamento. Falhei, no entanto, ao relegar o autor à sombra. Neste caso em particular, criador e criatura são duas partes indissociáveis, irmãos siameses, tudo uma coisa só.
Filho de um Djenal, pai de outro, Djenal Gonçalves Filho tem o maior orgulho da própria assinatura. E não deu sossego a ninguém, enquanto não a viu estampada na lombada de um livro. Era tatu pra cá, tatu pra lá. Tatu no café, no almoço e na janta. Os amigos não aguentavam mais. Eu mesmo, dispusesse de recursos, teria bancado a impressão com meu próprio bolso, antes da Edise, só para ver se ele arranjava outro assunto. E, no entanto, de chatice ninguém pode o acusar.
Djenal não conheceu um único dia triste na vida. E sabe ser grato a tão boa sorte. Faça chuva, faça sol, a varanda de seu apartamento está aberta para qualquer um que chegue em missão de paz, até altas horas. Quando o dono da casa finalmente é vencido pelo cansaço e a bebida acaba, ele recolhe a língua enrolada, à francesa. O último a sair que trate de apagar a luz.
O bom humor é um atributo exclusivo do verdadeiro caráter. Há canalhas, claro, capazes de sorrir amarelo, os dentes brancos e sorrisos falsos abertos a esmo. Mas não é de pose que se trata aqui. Djenal escreve do mesmo modo como vive, fazendo amigos sem abrir mão da piada, propondo brindes, virando as taças, na flauta.