Atraso em visitas provoca rebelião no Compajaf

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Parentes dos presos informaram que chegaram a entrar no presídio, mas não puderam ter contato com os familiares; agentes utilizaram balas de borracha para conter rebelião
Parentes dos presos informaram que chegaram a entrar no presídio, mas não puderam ter contato com os familiares; agentes utilizaram balas de borracha para conter rebelião

Uma rebelião de presos aconteceu ao final da manhã de ontem no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria
Uma rebelião de presos aconteceu ao final da manhã de ontem no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria

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Publicada em 12/09/2019 às 09:21:00

 

Uma rebelião de presos aconteceu ao final da manhã de ontem no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju). Os detentos do Pavilhão A começaram um tumulto por volta das 10h, após reclamarem de um atraso no horário de entrada das visitas. Parentes dos presos informaram a jornalistas que chegaram a entrar no presídio, mas não puderam ter contato com os presos. 
Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc), havia familiares dos internos no complexo, mas eles foram retirados de lá após uma intervenção das equipes de agentes do Departamento do Sistema Penitenciário do Estado (Desipe). O secretário Cristiano Barreto confirmou, em entrevista à TV Atalaia, que os agentes usaram armas de balas de borracha, como medida de contenção do tumulto. Houve uma negociação entre agentes e internos, até que a rebelião fosse totalmente controlada. O fim da rebelião foi constatado por volta das 13h. De acordo com a Sejuc, não houve servidores ou familiares dos internos mantidos como reféns. 
Após a saída de todos os familiares que faziam visita no Compajaf, foi iniciada uma vistoria geral, com a entrada de agentes do Desipe e policiais militares para revistar todas as celas, em busca de armas, drogas, telefones celulares e outros objetos de entrada proibida. Até o fechamento desta edição, a Sejuc não tinha fechado um balanço sobre o que foi apreendido. Ainda de acordo com a secretaria, todas as visitas estão suspensas durante uma semana no pavilhão onde ocorreu a rebelião. Um procedimento interno foi instaurado para apurar as causas da rebelião e identificar quem foram os responsáveis por ela. Eles poderão sofrer sanções disciplinares. 
A última rebelião ocorrida no Compajaf aconteceu em 20 de outubro de 2017, quando cerca de 80 detentos do Pavilhão C da unidade mantiveram 97 pessoas como reféns durante mais de 19 horas, após impedirem a saída delas no final do horário de visitas. Na ocasião, o vice-diretor do presídio chegou a ser ferido com uma pedrada no rosto. A negociação foi tensa e envolveu representantes da Sejuc, da Secretaria da Segurança Pública (SSP), da Polícia Militar e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os presos e seus parentes reclamavam do procedimento de revistas dos visitantes, considerados vexatórios para as mulheres. (Gabriel Damásio)

Uma rebelião de presos aconteceu ao final da manhã de ontem no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju). Os detentos do Pavilhão A começaram um tumulto por volta das 10h, após reclamarem de um atraso no horário de entrada das visitas. Parentes dos presos informaram a jornalistas que chegaram a entrar no presídio, mas não puderam ter contato com os presos. 
Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc), havia familiares dos internos no complexo, mas eles foram retirados de lá após uma intervenção das equipes de agentes do Departamento do Sistema Penitenciário do Estado (Desipe). O secretário Cristiano Barreto confirmou, em entrevista à TV Atalaia, que os agentes usaram armas de balas de borracha, como medida de contenção do tumulto. Houve uma negociação entre agentes e internos, até que a rebelião fosse totalmente controlada. O fim da rebelião foi constatado por volta das 13h. De acordo com a Sejuc, não houve servidores ou familiares dos internos mantidos como reféns. 
Após a saída de todos os familiares que faziam visita no Compajaf, foi iniciada uma vistoria geral, com a entrada de agentes do Desipe e policiais militares para revistar todas as celas, em busca de armas, drogas, telefones celulares e outros objetos de entrada proibida. Até o fechamento desta edição, a Sejuc não tinha fechado um balanço sobre o que foi apreendido. Ainda de acordo com a secretaria, todas as visitas estão suspensas durante uma semana no pavilhão onde ocorreu a rebelião. Um procedimento interno foi instaurado para apurar as causas da rebelião e identificar quem foram os responsáveis por ela. Eles poderão sofrer sanções disciplinares. 
A última rebelião ocorrida no Compajaf aconteceu em 20 de outubro de 2017, quando cerca de 80 detentos do Pavilhão C da unidade mantiveram 97 pessoas como reféns durante mais de 19 horas, após impedirem a saída delas no final do horário de visitas. Na ocasião, o vice-diretor do presídio chegou a ser ferido com uma pedrada no rosto. A negociação foi tensa e envolveu representantes da Sejuc, da Secretaria da Segurança Pública (SSP), da Polícia Militar e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os presos e seus parentes reclamavam do procedimento de revistas dos visitantes, considerados vexatórios para as mulheres. (Gabriel Damásio)