Grileiros em festa

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Publicada em 17/09/2019 às 22:45:00

 

Os grileiros da Amazônia estão 
em festa. Armados até os den
tes, eles são os maiores beneficiados por uma esdrúxula Lei, sancionada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. Em termos práticos, o Estado brasileiro fechou os olhos para os conflitos no campo. O número de mortos, já escandaloso, deve multiplicar.
O projeto de lei 3.715/2019 permite a moradores de áreas rurais circularem com armas de fogo por toda a extensão de suas propriedades. Antes, a posse estava restrita à sede do imóvel.
Sob o pretexto de adotar medidas de segurança em favor da propriedade privada, a bancada ruralista e a presidência da República podem estar autorizando um banho de sangue. Convém ressaltar que a convivência entre posseiros e os trabalhadores do campo nunca foi tranquilo. Agora, no entanto, a guerra pode ser declarada abertamente.
De acordo com o relatório mais recente divulgado pela Comissão Pastoral da Terra, 960.630 pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo, em 2018, frente a 708.520, em 2017 - um aumento de 35,6%.
As canetadas de Bolsonaro oscilam entre a nulidade e o retrocesso. Ontem, além de sancionar a Lei que amplia a posse de arma no campo, o presidente também reconheceu a vaquejada como patrimônio cultural brasileiro e a necessidade de mães amamentarem sem prejuízo de tempo para realizar as provas de qualquer concurso público. Ainda deu tempo de adotar medida eivada de falso moralismo, ao transferir para os agressores de mulheres os custos derivados do crime no Sistema Único de Saúde.

Os grileiros da Amazônia estão  em festa. Armados até os den tes, eles são os maiores beneficiados por uma esdrúxula Lei, sancionada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. Em termos práticos, o Estado brasileiro fechou os olhos para os conflitos no campo. O número de mortos, já escandaloso, deve multiplicar.
O projeto de lei 3.715/2019 permite a moradores de áreas rurais circularem com armas de fogo por toda a extensão de suas propriedades. Antes, a posse estava restrita à sede do imóvel.
Sob o pretexto de adotar medidas de segurança em favor da propriedade privada, a bancada ruralista e a presidência da República podem estar autorizando um banho de sangue. Convém ressaltar que a convivência entre posseiros e os trabalhadores do campo nunca foi tranquilo. Agora, no entanto, a guerra pode ser declarada abertamente.
De acordo com o relatório mais recente divulgado pela Comissão Pastoral da Terra, 960.630 pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo, em 2018, frente a 708.520, em 2017 - um aumento de 35,6%.
As canetadas de Bolsonaro oscilam entre a nulidade e o retrocesso. Ontem, além de sancionar a Lei que amplia a posse de arma no campo, o presidente também reconheceu a vaquejada como patrimônio cultural brasileiro e a necessidade de mães amamentarem sem prejuízo de tempo para realizar as provas de qualquer concurso público. Ainda deu tempo de adotar medida eivada de falso moralismo, ao transferir para os agressores de mulheres os custos derivados do crime no Sistema Único de Saúde.