Em Aracaju, Rede Pública de Ensino atende cerca de 600 alunos com necessidades especiais

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PROFESSORA COM ALUNOS DA ESCOLA PAPA JOÃO PAULO II
PROFESSORA COM ALUNOS DA ESCOLA PAPA JOÃO PAULO II

A Emef Papa João Paulo II atende 600 alunos especiais
A Emef Papa João Paulo II atende 600 alunos especiais

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Publicada em 24/09/2019 às 07:05:00

 

Uma escola inclusiva 
acolhe a todos os ti
pos de alunos. Dentro desse viés, está a educação especial, que promove o desenvolvimento das habilidades das pessoas com deficiência e objetiva permitir a convivência e a integração social, favorecendo a diversidade. Nesse sentido, com uma política inclusiva, a Prefeitura de Aracaju assegura a cerca de 600 alunos com necessidades especiais o devido atendimento nas escolas da rede municipal de ensino.
O último senso escola, realizado em 2018, notificou aproximadamente 600 crianças em situação de inclusão. Em 2009, havia uma média de cerca de 60 crianças. Em dez anos, a Rede Municipal de Ensino absorveu esses alunos e deu o suporte necessário para lhes garantir uma educação de qualidade. A secretária municipal da educação, Maria Cecília Leite destaca que Aracaju tem conquistado avanços significativos no que se refere à educação inclusiva, "tanto na infraestrutura das escolas, como no ensino ofertado", salienta.
"Nós demos um grande passo na perspectiva da educação inclusiva que foi exatamente preparar a escola para receber a criança, na questão da acessibilidade, e construir uma equipe que tenha condições e habilidades para trabalhar com essas crianças. Se uma criança necessita de cuidado especial, toda a escola se envolve nesse cuidado", afirma a secretária.
Ao longo de 10 anos, diversas salas de recursos foram instaladas nas instituições de ensino. No momento, a rede municipal possui 23 delas. "Neste semestre, abriremos mais uma sala de recursos multifuncionais, e 90% funcionam nos dois turnos. Cerca de 50% dos alunos com necessidades especiais são atendidos nessas salas, já que a quantidade varia por conta da condição dos alunos, que é um atendimento individual ou em grupo, de acordo com a necessidade de cada um", detalha a coordenadora da Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação (Codesp/Semed), Thaísa Aragão.
A Sala de Recursos Multifuncionais é um ambiente complementar e/ou suplementar ao trabalho realizado em sala de aula regular e que oferta aos alunos público-alvo da educação especial recursos e estratégias que possibilitem e facilitem a rotina na escola e, sobretudo, em sociedade. Atualmente, Aracaju possui 74 escolas da rede municipal, sendo que 23 delas já contam com sala de recursos.
Nessas salas é trabalhado um atendimento educacional especializado, com formação e psicoterapia. Nelas são atendidos alunos com diversas deficiências, como autismo, deficiência intelectual, deficiência visual, deficiências múltiplas, etc.
"Nós estamos aqui para dar esse suporte de atendimento individualizado a eles, estímulo na aprendizagem, com materiais lúdicos, jogos, brinquedos educativos e o trabalho com os professores para tentarmos, cada vez mais, incluirmos essas crianças", disse a professora da sala de recursos da Emef Papa João Paulo II, Priscila Brandão.
Priscila explicou que nas salas são realizados trabalhos de estimulação, sempre em parceria com os professores, os quais são orientados quanto ao processo de inclusão dessas crianças em sala de aula, em relação à adequação de material e a como lidar com eles.
"Nós temos atendimentos individualizados, que duram em torno de 50 minutos, normalmente feitos individualmente ou em dupla, dependendo da demanda, pois temos uma demanda muito grande aqui. São aproximadamente 30 alunos, todos aqui da Emef Papa João Paulo II. É um trabalho feito de acordo com a necessidade de cada um", ressalta Priscila.
Para que seja de fato efetiva, a educação especial necessita ter a disposição redes de apoio, que complementam o trabalho do professor, e são compostas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e de profissionais da educação especial (intérprete, professor de Braille, cuidadores) da saúde e da família.
A diretora da Emef Papa João Paulo II, Silvana dos Santos, reforçou a importância das redes de apoio ao destacar que a chegada de cuidadores na unidade fez com que o atendimento a alunos especiais melhorasse significativamente.
"Com a chegada desses profissionais, os professores passaram a ter um apoio. É um profissional que está disposto, que está sendo capacitado pela Secretaria Municipal de Saúde e que vem para escola para fazer esse diferencial, onde o professor sente apoio. Hoje a criança especial está chegando nas escolas e aqui nós temos profissionais nota 10", ressaltou a diretora.
Dentro dessa rede está a cuidadora Maria Aldeci dos Santos, que trabalha na Emef Papa João Paulo II durante todo o dia, no acompanhamento de três crianças com diferentes necessidades. "Nós tratamos as crianças da melhor maneira possível. Eu particularmente gosto muito de cuidar deles, é bem gratificante. A tarde eu acompanho duas crianças, uma eu faço a higiene pessoal e o outro acompanho nas tarefas da escola e na hora do lanche. E pela manhã eu acompanho apenas uma menina que tem deficiências múltiplas, chamada Letícia Vitória".
Aluna da Emef Papa João Paulo II, Letícia Vitória, de 10 anos, é uma das crianças que estão inseridas no cenário da educação inclusiva. Por ter deficiências múltiplas, a pequena necessita de um ensino especial, o que não acontecia na sua antiga escola. Sua acompanhante, Maria Rosa Dória, conta que a menina evoluiu muito desde que começou a frequentar a Emef.
"Antes ela estudava em uma escola particular, mas lá eles não tinham o mesmo cuidado que ela recebe aqui. A partir daqui pudemos perceber que muita coisa mudou na vida dela. Antes Letícia não levantava e hoje isso já acontece. Aqui ela tem uma convivência com as outras crianças, ela brinca, vai para passeios. A mãe dela sempre comenta sobre a evolução e como agora ela faz várias coisas que não fazia", relatou satisfeita.

Uma escola inclusiva  acolhe a todos os ti pos de alunos. Dentro desse viés, está a educação especial, que promove o desenvolvimento das habilidades das pessoas com deficiência e objetiva permitir a convivência e a integração social, favorecendo a diversidade. Nesse sentido, com uma política inclusiva, a Prefeitura de Aracaju assegura a cerca de 600 alunos com necessidades especiais o devido atendimento nas escolas da rede municipal de ensino.
O último senso escola, realizado em 2018, notificou aproximadamente 600 crianças em situação de inclusão. Em 2009, havia uma média de cerca de 60 crianças. Em dez anos, a Rede Municipal de Ensino absorveu esses alunos e deu o suporte necessário para lhes garantir uma educação de qualidade. A secretária municipal da educação, Maria Cecília Leite destaca que Aracaju tem conquistado avanços significativos no que se refere à educação inclusiva, "tanto na infraestrutura das escolas, como no ensino ofertado", salienta.
"Nós demos um grande passo na perspectiva da educação inclusiva que foi exatamente preparar a escola para receber a criança, na questão da acessibilidade, e construir uma equipe que tenha condições e habilidades para trabalhar com essas crianças. Se uma criança necessita de cuidado especial, toda a escola se envolve nesse cuidado", afirma a secretária.
Ao longo de 10 anos, diversas salas de recursos foram instaladas nas instituições de ensino. No momento, a rede municipal possui 23 delas. "Neste semestre, abriremos mais uma sala de recursos multifuncionais, e 90% funcionam nos dois turnos. Cerca de 50% dos alunos com necessidades especiais são atendidos nessas salas, já que a quantidade varia por conta da condição dos alunos, que é um atendimento individual ou em grupo, de acordo com a necessidade de cada um", detalha a coordenadora da Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação (Codesp/Semed), Thaísa Aragão.
A Sala de Recursos Multifuncionais é um ambiente complementar e/ou suplementar ao trabalho realizado em sala de aula regular e que oferta aos alunos público-alvo da educação especial recursos e estratégias que possibilitem e facilitem a rotina na escola e, sobretudo, em sociedade. Atualmente, Aracaju possui 74 escolas da rede municipal, sendo que 23 delas já contam com sala de recursos.
Nessas salas é trabalhado um atendimento educacional especializado, com formação e psicoterapia. Nelas são atendidos alunos com diversas deficiências, como autismo, deficiência intelectual, deficiência visual, deficiências múltiplas, etc.
"Nós estamos aqui para dar esse suporte de atendimento individualizado a eles, estímulo na aprendizagem, com materiais lúdicos, jogos, brinquedos educativos e o trabalho com os professores para tentarmos, cada vez mais, incluirmos essas crianças", disse a professora da sala de recursos da Emef Papa João Paulo II, Priscila Brandão.
Priscila explicou que nas salas são realizados trabalhos de estimulação, sempre em parceria com os professores, os quais são orientados quanto ao processo de inclusão dessas crianças em sala de aula, em relação à adequação de material e a como lidar com eles.
"Nós temos atendimentos individualizados, que duram em torno de 50 minutos, normalmente feitos individualmente ou em dupla, dependendo da demanda, pois temos uma demanda muito grande aqui. São aproximadamente 30 alunos, todos aqui da Emef Papa João Paulo II. É um trabalho feito de acordo com a necessidade de cada um", ressalta Priscila.
Para que seja de fato efetiva, a educação especial necessita ter a disposição redes de apoio, que complementam o trabalho do professor, e são compostas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e de profissionais da educação especial (intérprete, professor de Braille, cuidadores) da saúde e da família.
A diretora da Emef Papa João Paulo II, Silvana dos Santos, reforçou a importância das redes de apoio ao destacar que a chegada de cuidadores na unidade fez com que o atendimento a alunos especiais melhorasse significativamente.
"Com a chegada desses profissionais, os professores passaram a ter um apoio. É um profissional que está disposto, que está sendo capacitado pela Secretaria Municipal de Saúde e que vem para escola para fazer esse diferencial, onde o professor sente apoio. Hoje a criança especial está chegando nas escolas e aqui nós temos profissionais nota 10", ressaltou a diretora.
Dentro dessa rede está a cuidadora Maria Aldeci dos Santos, que trabalha na Emef Papa João Paulo II durante todo o dia, no acompanhamento de três crianças com diferentes necessidades. "Nós tratamos as crianças da melhor maneira possível. Eu particularmente gosto muito de cuidar deles, é bem gratificante. A tarde eu acompanho duas crianças, uma eu faço a higiene pessoal e o outro acompanho nas tarefas da escola e na hora do lanche. E pela manhã eu acompanho apenas uma menina que tem deficiências múltiplas, chamada Letícia Vitória".
Aluna da Emef Papa João Paulo II, Letícia Vitória, de 10 anos, é uma das crianças que estão inseridas no cenário da educação inclusiva. Por ter deficiências múltiplas, a pequena necessita de um ensino especial, o que não acontecia na sua antiga escola. Sua acompanhante, Maria Rosa Dória, conta que a menina evoluiu muito desde que começou a frequentar a Emef.
"Antes ela estudava em uma escola particular, mas lá eles não tinham o mesmo cuidado que ela recebe aqui. A partir daqui pudemos perceber que muita coisa mudou na vida dela. Antes Letícia não levantava e hoje isso já acontece. Aqui ela tem uma convivência com as outras crianças, ela brinca, vai para passeios. A mãe dela sempre comenta sobre a evolução e como agora ela faz várias coisas que não fazia", relatou satisfeita.