Revitalização da citricultura em Sergipe é discutida na Alese

Geral


  • OS PRODUTORES DIVULGARAM CARTA ABERTA COM OS PROBLEMAS DO SETOR

  • Os produtores distribuíram uma carta mostrando os problemas enfrentados

 

A Assembleia Legislativa 
de Sergipe (Alese), pro
moveu na manhã desta segunda-feira, audiência pública que tratou sobre a situação da citricultura em Sergipe. A iniciativa é do deputado estadual Zezinho Sobral (Pode), em parceria com a Comissão Estadual da Citricultura da Casa, que teve o objetivo de discutir e elaborar propostas resolutivas para a viabilização de recursos que viabilizem o resgate e a valorização da economia da citricultura e fruticultura.
O diretor-presidente da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), Jefferson Feitosa, em sua explanação, fez um breve histórico da citricultura , bem como apresentou o cenário atual da citricultura no estado de Sergipe.
Jefferson destacou que o cenário atual do mercado da laranja de Sergipe concorre com produtos da China, Estados Unidos, Índia, Espanha, Israel (…), chamando a atenção para as mudanças da cadeia da citrícola nacional na última década: redução mundial do consumo do suco de laranja; novas doenças e pragas que atacam os pomares; diminuição da área colhida em São Paulo, um dos principais fatores do avanço do Greening (5% da produção), e a fragilização econômica dos produtores rurais.
Ainda de acordo com o diretor presidente da Emdagro, Sergipe representa 3% do PIB do cultivo da citricultura como um dos principais cultivos que beneficia aproximadamente 30.000 agricultores de citricultura e 8.452 estabelecimentos agropecuários, maioria da base familiar.
"A laranja sempre foi a principal cultura do estado, e ainda continua sendo em termo de cultura permanente. Já fomos o segundo produtor de citros do Brasil e hoje passamos a ser o quinto. É preciso que se tenha um olhar diferenciado dos próprios citricultores juntamente com os órgãos do estado", frisou o diretor da Emdagro, Jefferosn Feitosa
Municípios - Em Sergipe, a região citrícola compõe 14 municípios: Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga, Lagarto, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Tomar do Geru e Umbaúba, com cerca de 400 mil habitantes, que corresponde a um quinto da população estadual, ocupando 25% da superfície total do estado.
Airton de Santana, presidente da Associação Sergipana dos Produtores Rurais (Asserpror) lembrou durante a audiência da luta da entidade ao longo de 10 anos em defesa dos produtores rurais e destacou as principais dificuldades que a citricultura vivencia nos dias atuais. Para ele, uma das principais dificuldades é a falta de investimentos e novas tecnologias. "Apesar das dificuldades da crise da citricultura, Sergipe está em primeiro lugar em geração de emprego e renda, e segundo lugar em produto industrializado e exportações, gerando dividas e impostos para o estado", ressaltou o presidente da Asserpror
O deputado estadual, Zezinho Sobral, autor da proposta, enfatizou que é preciso observar a realidade e respeitar os ciclos agrícolas. Ele defende uma política de revitalização para um novo ciclo de desenvolvimento da fruticultura, incluindo citricultura e outros.
"É necessário entender esse novo mecanismo e discutir essas questões para que a gente saiba quem deve investir na laranja e em que momento deve investir, quais as opções para os pequenos produtores, que por ventura não tenham as condições necessárias para implementar um elevado grau de tecnologia. Compatibilizar produção e oportunidade de entressafra para vender a preços bons", justificou Zezinho Sobral.
Carta Aberta - Na oportunidade, foi apresentada a Carta Aberta "Revitalização da Citricultura das Regiões Sul e Centro-sul do estado", como resultado do debate e das demandas levantadas pelos representantes dos municípios da região e contempla onze tópicos: revitalização da assistência técnica e extensão rural pública estadual; melhoria da estruturação das atividades da Defesa estadual; regulamentação por parte do estado nos aspectos da produção de mudas; compromisso de entidades da cadeia produtiva da citricultura, visando priorizar os pequenos produtores, com ações e recursos financeiros voltados à aquisição de equipamentos e implementos agrícolas; operacionalização da unidade de produção dos inimigos naturais para a citricultura; organização rural; melhorias dos aspectos da comercialização; análise da situação de endividamento dos citricultores; melhor apoio dos gestores municipais; zoneamento de risco climático e segurança no campo.
A carta foi elaborada através de reuniões multi-institucionais com técnicos e produtores da Seagri, Mapa, Embrapa, Emdagro, UFS, Sebrae, Superintendência do Banco do Nordeste, Dnocs e Secretaria Municipal da Agricultura de Umbaúba.
Participaram da audiência pública os deputados estaduais Luciano Bispo; Adailton Martins; Luciano Pimementel; Garibalde Mendonça; Iran Barbosa; Zezinho Guimarães; Dilson de Agripino; Ibrain Monteiro; Goreth Reis e Maria Mendonça, além dos deputados federais Laércio Oliveira e Bosco Costa; prefeitos e sociedade civil organizada e órgãos representativos.

A Assembleia Legislativa  de Sergipe (Alese), pro moveu na manhã desta segunda-feira, audiência pública que tratou sobre a situação da citricultura em Sergipe. A iniciativa é do deputado estadual Zezinho Sobral (Pode), em parceria com a Comissão Estadual da Citricultura da Casa, que teve o objetivo de discutir e elaborar propostas resolutivas para a viabilização de recursos que viabilizem o resgate e a valorização da economia da citricultura e fruticultura.
O diretor-presidente da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), Jefferson Feitosa, em sua explanação, fez um breve histórico da citricultura , bem como apresentou o cenário atual da citricultura no estado de Sergipe.
Jefferson destacou que o cenário atual do mercado da laranja de Sergipe concorre com produtos da China, Estados Unidos, Índia, Espanha, Israel (…), chamando a atenção para as mudanças da cadeia da citrícola nacional na última década: redução mundial do consumo do suco de laranja; novas doenças e pragas que atacam os pomares; diminuição da área colhida em São Paulo, um dos principais fatores do avanço do Greening (5% da produção), e a fragilização econômica dos produtores rurais.
Ainda de acordo com o diretor presidente da Emdagro, Sergipe representa 3% do PIB do cultivo da citricultura como um dos principais cultivos que beneficia aproximadamente 30.000 agricultores de citricultura e 8.452 estabelecimentos agropecuários, maioria da base familiar.
"A laranja sempre foi a principal cultura do estado, e ainda continua sendo em termo de cultura permanente. Já fomos o segundo produtor de citros do Brasil e hoje passamos a ser o quinto. É preciso que se tenha um olhar diferenciado dos próprios citricultores juntamente com os órgãos do estado", frisou o diretor da Emdagro, Jefferosn Feitosa

Municípios - Em Sergipe, a região citrícola compõe 14 municípios: Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga, Lagarto, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Tomar do Geru e Umbaúba, com cerca de 400 mil habitantes, que corresponde a um quinto da população estadual, ocupando 25% da superfície total do estado.
Airton de Santana, presidente da Associação Sergipana dos Produtores Rurais (Asserpror) lembrou durante a audiência da luta da entidade ao longo de 10 anos em defesa dos produtores rurais e destacou as principais dificuldades que a citricultura vivencia nos dias atuais. Para ele, uma das principais dificuldades é a falta de investimentos e novas tecnologias. "Apesar das dificuldades da crise da citricultura, Sergipe está em primeiro lugar em geração de emprego e renda, e segundo lugar em produto industrializado e exportações, gerando dividas e impostos para o estado", ressaltou o presidente da Asserpror
O deputado estadual, Zezinho Sobral, autor da proposta, enfatizou que é preciso observar a realidade e respeitar os ciclos agrícolas. Ele defende uma política de revitalização para um novo ciclo de desenvolvimento da fruticultura, incluindo citricultura e outros.
"É necessário entender esse novo mecanismo e discutir essas questões para que a gente saiba quem deve investir na laranja e em que momento deve investir, quais as opções para os pequenos produtores, que por ventura não tenham as condições necessárias para implementar um elevado grau de tecnologia. Compatibilizar produção e oportunidade de entressafra para vender a preços bons", justificou Zezinho Sobral.

Carta Aberta - Na oportunidade, foi apresentada a Carta Aberta "Revitalização da Citricultura das Regiões Sul e Centro-sul do estado", como resultado do debate e das demandas levantadas pelos representantes dos municípios da região e contempla onze tópicos: revitalização da assistência técnica e extensão rural pública estadual; melhoria da estruturação das atividades da Defesa estadual; regulamentação por parte do estado nos aspectos da produção de mudas; compromisso de entidades da cadeia produtiva da citricultura, visando priorizar os pequenos produtores, com ações e recursos financeiros voltados à aquisição de equipamentos e implementos agrícolas; operacionalização da unidade de produção dos inimigos naturais para a citricultura; organização rural; melhorias dos aspectos da comercialização; análise da situação de endividamento dos citricultores; melhor apoio dos gestores municipais; zoneamento de risco climático e segurança no campo.
A carta foi elaborada através de reuniões multi-institucionais com técnicos e produtores da Seagri, Mapa, Embrapa, Emdagro, UFS, Sebrae, Superintendência do Banco do Nordeste, Dnocs e Secretaria Municipal da Agricultura de Umbaúba.
Participaram da audiência pública os deputados estaduais Luciano Bispo; Adailton Martins; Luciano Pimementel; Garibalde Mendonça; Iran Barbosa; Zezinho Guimarães; Dilson de Agripino; Ibrain Monteiro; Goreth Reis e Maria Mendonça, além dos deputados federais Laércio Oliveira e Bosco Costa; prefeitos e sociedade civil organizada e órgãos representativos.

 


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