Um homem bonito

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O melhor de cada um, sempre
O melhor de cada um, sempre

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Publicada em 24/09/2019 às 23:21:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Eu trabalho o tempo inteiro, até dormindo. Encontro uma pessoa, falamos da vida, conspiramos contra o governo. Mais das vezes, a conversa não dura cinco minutos. Mas cada palavra pronunciada ali, no café de uma livraria, de pé numa esquina movimentada do Centro, fica guardada em minha cabeça. Na primeira oportunidade, reviro o baú abarrotado de impressões e boto tudo em letra de imprensa.
Jaime Neto não sabe, mas eu o entrevisto há uns bons dez anos. Quando a amiga Cândida Oliveira nos apresentou, ele tinha vontade de escrever uma coluna social underground, só com gente de verdade: homens de cara inchada, sofrendo dor de dente, mulheres sem dinheiro. Poderia ser lorota de um jornalista em início de carreira, doido para fazer tudo diferente. Mas a sua ambição profissional sempre esteve ligada a uma espécie de Lado B da crônica cotidiana. Quem lê a sua coluna na Infonet, um esforço bissexto, corre o risco de nunca mais olhar os casais amigos sem imaginar sacanagens.
A semana passada, o entrevistado fui eu. Lá, no estúdio do site F5 News, plataforma onde o Dark Room de Jaime está ancorado, ele recebe os convidados com uma xícara de café e o sorriso franco de sempre. Basta meia hora de conversa para qualquer um sair pisando em nuvens. Falo por mim, claro. Depois de tanta gentileza, me senti como um Rei coroado por súditos amorosos. Logo eu...
Ivan Lessa odiava o ambiente das redações. A confissão consta na coletânea 'Os garotos da fuzarca', uma breve compilação de sua produção mezzo literária, mezzo jornalística, que eu surrupiei ao poeta Amaral Cavalcante. O lord de cabeça branca devia ter as suas razões para despachar artigos de casa. Mas certamente pensaria diferente se a gente tivesse mais colegas como Jaime Neto.
Jaime gosta de gente. Só assim, para enxergar sempre o melhor de cada um, abraçar as pessoas sem nenhuma reserva. Na opinião dos antigos, o bom julgador julga os outros por si mesmo. Se for assim, além de excelente profissional, Jaime é sobretudo um homem bonito.

Eu trabalho o tempo inteiro, até dormindo. Encontro uma pessoa, falamos da vida, conspiramos contra o governo. Mais das vezes, a conversa não dura cinco minutos. Mas cada palavra pronunciada ali, no café de uma livraria, de pé numa esquina movimentada do Centro, fica guardada em minha cabeça. Na primeira oportunidade, reviro o baú abarrotado de impressões e boto tudo em letra de imprensa.
Jaime Neto não sabe, mas eu o entrevisto há uns bons dez anos. Quando a amiga Cândida Oliveira nos apresentou, ele tinha vontade de escrever uma coluna social underground, só com gente de verdade: homens de cara inchada, sofrendo dor de dente, mulheres sem dinheiro. Poderia ser lorota de um jornalista em início de carreira, doido para fazer tudo diferente. Mas a sua ambição profissional sempre esteve ligada a uma espécie de Lado B da crônica cotidiana. Quem lê a sua coluna na Infonet, um esforço bissexto, corre o risco de nunca mais olhar os casais amigos sem imaginar sacanagens.
A semana passada, o entrevistado fui eu. Lá, no estúdio do site F5 News, plataforma onde o Dark Room de Jaime está ancorado, ele recebe os convidados com uma xícara de café e o sorriso franco de sempre. Basta meia hora de conversa para qualquer um sair pisando em nuvens. Falo por mim, claro. Depois de tanta gentileza, me senti como um Rei coroado por súditos amorosos. Logo eu...
Ivan Lessa odiava o ambiente das redações. A confissão consta na coletânea 'Os garotos da fuzarca', uma breve compilação de sua produção mezzo literária, mezzo jornalística, que eu surrupiei ao poeta Amaral Cavalcante. O lord de cabeça branca devia ter as suas razões para despachar artigos de casa. Mas certamente pensaria diferente se a gente tivesse mais colegas como Jaime Neto.
Jaime gosta de gente. Só assim, para enxergar sempre o melhor de cada um, abraçar as pessoas sem nenhuma reserva. Na opinião dos antigos, o bom julgador julga os outros por si mesmo. Se for assim, além de excelente profissional, Jaime é sobretudo um homem bonito.