Policiais civis paralisam unidades em protesto contra o governo

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Os policiais vem realizando várias manifestações durante a semana
Os policiais vem realizando várias manifestações durante a semana

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Publicada em 24/09/2019 às 23:40:00

 

Agentes e escrivães da Polícia Civil fizeram ontem a primeira paralisação de protesto contra o estágio atual das negociações entre a categoria e o governo do estado. No final da manhã de ontem, eles suspenderam o atendimento em delegacias especializadas do interior e da capital, a exemplo dos departamentos de Narcóticos (Denarc) e de Homicídios (DHPP). Os policiais se concentraram em frente às unidades, onde fizeram a manifestação, e confirmaram a suspensão de todas as atividades extraordinárias, isto é, além de suas funções previstas na legislação. 
Eles se manifestaram contra uma proposta de reformulação da carreira, apresentada pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol), que propõe a transformação dos cargos de Agente e Escrivão nas carreiras de Investigador e Escrevente de Polícia, seguindo um novo parâmetro de tabela salarial. O Sinpol é contra, por entender que ela traz redução de salários e de posicionamento das categorias, aumentando a desigualdade salarial entre as carreiras. Para o presidente do sindicato, Adriano Bandeira, a sugestão dos delegados é "esdrúxula, humilhante e autoritária" para as categorias e foi apresentada ao governo de ultima hora, sem qualquer discussão com a categoria. 
A crítica mais dura veio do ex-presidente do Sinpol, Antônio Moraes, que propôs a ampliação das paralisações para todas as unidades da Polícia Civil, em uma espécie de "desligamento da máquina de investigar e prender" do órgão. "A proposta da Adepol, em síntese, consiste na diminuição dos nossos salários, com a diminuição do nível de escolaridade (atualmente nível superior) para o nível médio. Propõe ainda a fragmentação de nossos cargos nos colocando como meros serviçais de delegados. Uma proposta indigna em total e completo desrespeito com os homens e mulheres que constituem a base da PC SE. Nosso sindicato foi altivo e não se curvou a essa proposta estúpida", escreveu Moraes. 
Um ato de protesto está marcado para o dia 2 de outubro, na Praça Fausto Cardoso, onde os agentes e escrivães vão reivindicar que o governo e a Assembleia Legislativa aprove e sancione o Projeto Oficial de Polícia Civil, apresentado pelo Sinpol para reformular as funções e as carreiras das categorias, com maiores atribuições e subsídios. O governo do estado informou que uma proposta de reformulação está sendo discutida pelas secretarias de Planejamento (Seplag) e Segurança Pública (SSP), e será apresentada até a semana que vem. Em nota, a Adepol negou ter proposto a mudança do requisito de escolaridade do nível superior para o nível médio no tocante às carreiras atuais, e argumenta que a criação desses novos quadros fortaleceria o trabalho da Polícia Civil como um todo. 

Agentes e escrivães da Polícia Civil fizeram ontem a primeira paralisação de protesto contra o estágio atual das negociações entre a categoria e o governo do estado. No final da manhã de ontem, eles suspenderam o atendimento em delegacias especializadas do interior e da capital, a exemplo dos departamentos de Narcóticos (Denarc) e de Homicídios (DHPP). Os policiais se concentraram em frente às unidades, onde fizeram a manifestação, e confirmaram a suspensão de todas as atividades extraordinárias, isto é, além de suas funções previstas na legislação. 
Eles se manifestaram contra uma proposta de reformulação da carreira, apresentada pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol), que propõe a transformação dos cargos de Agente e Escrivão nas carreiras de Investigador e Escrevente de Polícia, seguindo um novo parâmetro de tabela salarial. O Sinpol é contra, por entender que ela traz redução de salários e de posicionamento das categorias, aumentando a desigualdade salarial entre as carreiras. Para o presidente do sindicato, Adriano Bandeira, a sugestão dos delegados é "esdrúxula, humilhante e autoritária" para as categorias e foi apresentada ao governo de ultima hora, sem qualquer discussão com a categoria. 
A crítica mais dura veio do ex-presidente do Sinpol, Antônio Moraes, que propôs a ampliação das paralisações para todas as unidades da Polícia Civil, em uma espécie de "desligamento da máquina de investigar e prender" do órgão. "A proposta da Adepol, em síntese, consiste na diminuição dos nossos salários, com a diminuição do nível de escolaridade (atualmente nível superior) para o nível médio. Propõe ainda a fragmentação de nossos cargos nos colocando como meros serviçais de delegados. Uma proposta indigna em total e completo desrespeito com os homens e mulheres que constituem a base da PC SE. Nosso sindicato foi altivo e não se curvou a essa proposta estúpida", escreveu Moraes. 
Um ato de protesto está marcado para o dia 2 de outubro, na Praça Fausto Cardoso, onde os agentes e escrivães vão reivindicar que o governo e a Assembleia Legislativa aprove e sancione o Projeto Oficial de Polícia Civil, apresentado pelo Sinpol para reformular as funções e as carreiras das categorias, com maiores atribuições e subsídios. O governo do estado informou que uma proposta de reformulação está sendo discutida pelas secretarias de Planejamento (Seplag) e Segurança Pública (SSP), e será apresentada até a semana que vem. Em nota, a Adepol negou ter proposto a mudança do requisito de escolaridade do nível superior para o nível médio no tocante às carreiras atuais, e argumenta que a criação desses novos quadros fortaleceria o trabalho da Polícia Civil como um todo.