Políticos e artistas foram lesados por golpista de Aracaju

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Publicada em 24/09/2019 às 23:41:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Federal apre-
sentou ontem os 
detalhes da prisão de um homem de 26 anos acusado de aplicar golpes em contas bancárias de políticos e artistas conhecidos nacionalmente. Ele foi preso anteontem no centro de Aracaju, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Federal de Sergipe. Apesar de não revelar nomes de vítimas (e nem do acusado), o delegado responsável pelo caso, Aldo Amorim, confirmou que pelo menos cinco políticos sergipanos estão entre as cerca de 20 pessoas que foram lesadas pelo acusado, incluindo deputados federais, senadores e um ex-vice-governador sergipano. As outras vítimas foram identificadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. 
De acordo com as investigações, que duraram cerca de um ano e meio, o suspeito agia desde o ano de 2015 e basicamente clonava ou emitia cartões bancários de contas das vítimas, a partir de dados e informações que acabavam expostos na internet. Em alguns casos, as vítimas já tinham falecido. Os cartões eram liberados a partir de telefonemas que o acusado fazia para as instituições bancárias, se passando pelos titulares de tais contas, que geralmente eram artistas de renome nacional, como cantores e atores, ou pessoas tinham algum tipo de cargo público e eram politicamente expostas. A PF entrou no caso depois que uma auditoria interna da Caixa Econômica Federal detectou uma sequencia dessas tentativas, a partir de telefones fixos operantes em Sergipe. 
"A partir desses dados, nós identificamos os detentores desses terminais telefônicos e chegamos ao autor do crime. Ele ligava para as instituições financeiras, através desses terminais, e se apresentava como esses políticos e artistas, informando dados pessoais, números de documentos pessoais... Ele daí obtia os cartões de créditos mediante alterações nos endereços físicos dessas pessoas. Pessoas que moravam em outros estados tinham seus endereços mudados para Aracaju, e isso permitia o recebimento dos cartões de crédito e das senhas correspondentes, para posteriormente serem utilizados", explicou o delegado.
Após a interceptação dos cartões e das senhas, o suspeito passou a usar os cartões para fazer viagens para outros estados e compras diversas, além de saques em dinheiro. Muitos destes gastos eram ostentados pelo próprio preso, através de fotos que postava em redes sociais, exibindo dinheiro e bens em locais por onde passava, como resorts e hotéis de alto padrão. Foi o que serviu de mote para o nome da operação: "Vida de Novela". "Isso nos possibilitou fazer um rastreio dos locais por onde ele passava, e conseguir mostrar à Justiça que essa pessoa, até recentemente, continuava praticando golpes, mesmo tendo já respondido a processos pelo na Justiça Estadual em Sergipe", disse Aldo, confirmando que ele era um "especialista" nesse tipo de golpe.
O suspeito foi detido perto do Terminal Rodoviário Luiz Garcia (Rodoviária Velha), onde, segundo as investigações, iria se encontrar com um companheiro e fugir com ele para outro estado. Outras instituições financeiras que detectaram o mesmo golpe procuraram a PF para fazer denúncias contra o acusado. Já as vítimas ainda estão sendo contatadas pela polícia para que prestem depoimentos. O valor do prejuízo causado às vítimas e aos bancos ainda está sendo apurado. O preso foi indiciado por furto mediante fraude, tendo já respondido a processos por crimes de furto, estelionato e invasão de domicílio.

Gabriel Damásio

A Polícia Federal apre- sentou ontem os  detalhes da prisão de um homem de 26 anos acusado de aplicar golpes em contas bancárias de políticos e artistas conhecidos nacionalmente. Ele foi preso anteontem no centro de Aracaju, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Federal de Sergipe. Apesar de não revelar nomes de vítimas (e nem do acusado), o delegado responsável pelo caso, Aldo Amorim, confirmou que pelo menos cinco políticos sergipanos estão entre as cerca de 20 pessoas que foram lesadas pelo acusado, incluindo deputados federais, senadores e um ex-vice-governador sergipano. As outras vítimas foram identificadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. 
De acordo com as investigações, que duraram cerca de um ano e meio, o suspeito agia desde o ano de 2015 e basicamente clonava ou emitia cartões bancários de contas das vítimas, a partir de dados e informações que acabavam expostos na internet. Em alguns casos, as vítimas já tinham falecido. Os cartões eram liberados a partir de telefonemas que o acusado fazia para as instituições bancárias, se passando pelos titulares de tais contas, que geralmente eram artistas de renome nacional, como cantores e atores, ou pessoas tinham algum tipo de cargo público e eram politicamente expostas. A PF entrou no caso depois que uma auditoria interna da Caixa Econômica Federal detectou uma sequencia dessas tentativas, a partir de telefones fixos operantes em Sergipe. 
"A partir desses dados, nós identificamos os detentores desses terminais telefônicos e chegamos ao autor do crime. Ele ligava para as instituições financeiras, através desses terminais, e se apresentava como esses políticos e artistas, informando dados pessoais, números de documentos pessoais... Ele daí obtia os cartões de créditos mediante alterações nos endereços físicos dessas pessoas. Pessoas que moravam em outros estados tinham seus endereços mudados para Aracaju, e isso permitia o recebimento dos cartões de crédito e das senhas correspondentes, para posteriormente serem utilizados", explicou o delegado.
Após a interceptação dos cartões e das senhas, o suspeito passou a usar os cartões para fazer viagens para outros estados e compras diversas, além de saques em dinheiro. Muitos destes gastos eram ostentados pelo próprio preso, através de fotos que postava em redes sociais, exibindo dinheiro e bens em locais por onde passava, como resorts e hotéis de alto padrão. Foi o que serviu de mote para o nome da operação: "Vida de Novela". "Isso nos possibilitou fazer um rastreio dos locais por onde ele passava, e conseguir mostrar à Justiça que essa pessoa, até recentemente, continuava praticando golpes, mesmo tendo já respondido a processos pelo na Justiça Estadual em Sergipe", disse Aldo, confirmando que ele era um "especialista" nesse tipo de golpe.
O suspeito foi detido perto do Terminal Rodoviário Luiz Garcia (Rodoviária Velha), onde, segundo as investigações, iria se encontrar com um companheiro e fugir com ele para outro estado. Outras instituições financeiras que detectaram o mesmo golpe procuraram a PF para fazer denúncias contra o acusado. Já as vítimas ainda estão sendo contatadas pela polícia para que prestem depoimentos. O valor do prejuízo causado às vítimas e aos bancos ainda está sendo apurado. O preso foi indiciado por furto mediante fraude, tendo já respondido a processos por crimes de furto, estelionato e invasão de domicílio.