Agentes decidem aumentar a pressão pelo Projeto OPC

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Publicada em 27/09/2019 às 05:20:00

 

Gabriel Damásio 
Cerca de 600 agentes e escrivães da Polícia Civil realizaram ontem, no auditório da Academia de Polícia Civil (Acadepol), uma assembleia geral extraordinária para avaliar a mobilização deflagrada pela categoria nesta semana, em protesto contra um projeto da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) que propõe mudanças nos cargos. Aos gritos de "Ninguém solta a mão de ninguém" e "Polícia unida jamais será vencida", eles decidiram manter a mobilização e aumentar a pressão para que o Palácio de Despachos e a Assembleia Legislativa (Alese) aprovem e façam valer o 'Projeto OPC',  defendido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol).
Nos últimos dois dias, os servidores fizeram atos simbólicos em frente a delegacias de área e especializadas, manifestando rejeição à proposta da Adepol, referente à possível criação dos cargos técnicos de investigador e escrevente. Fotos divulgadas pelo Sinpol mostraram que houve adesão em unidades como a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e as delegacias regionais de Itabaiana, Estância, Lagarto e Nossa Senhora da Glória, os departamentos de Homicídios (DHPP), Narcóticos (Denarc), Crimes contra o Patrimônio (Depatri), Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).
Segundo o presidente do sindicato, Adriano Bandeira, os policiais continuarão mobilizados, mas não vão paralisar as atividades nas delegacias e nem decretar greve, em respeito à população. Ele indicou que a categoria ficou satisfeita com o posicionamento da delegada-geral do órgão, Katarina Feitoza, ao desconsiderar a proposta da Adepol e afirmar que ela não é de conhecimento oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP). "Foi um ato de agradecimento à delegada-geral, porque nos sentimos contemplados com a fala dela, refutando na totalidade esse projeto encaminhado pela Adepol, que afeta diretamente o interesse de todos", afirmou. 
Ainda de acordo com o sindicalista, o 'Projeto OPC', que cria o cargo de 'Oficial de Polícia Civil', foi discutido com a base pelo secretário da SSP, João Eloy de Menezes, que em seguida o encaminhou para avaliação do governador Belivaldo Chagas, o qual teria se comprometido a apresentá-lo à Alese até o próximo dia 30. "O atual projeto é sério, foi encaminhado pelo próprio secretário e aprovado pelos policiais. Ele é uma fusão dos cargos existentes na base da Polícia Civil, juntando agentes, escrivães e auxiliares no cargo de oficial de polícia. É pra que você, cidadão, quando for a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência, possa se servir desse profissional para ter a sua investigação encaminhada em qualquer delegacia de Sergipe", assegurou Bandeira. 
O governo informou que a proposta do Sinpol está sendo avaliada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), pela SSP e pela Secretaria de Administração (Sead), devendo ser mandado à Alese nos próximos dias. 

Gabriel Damásio 

Cerca de 600 agentes e escrivães da Polícia Civil realizaram ontem, no auditório da Academia de Polícia Civil (Acadepol), uma assembleia geral extraordinária para avaliar a mobilização deflagrada pela categoria nesta semana, em protesto contra um projeto da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) que propõe mudanças nos cargos. Aos gritos de "Ninguém solta a mão de ninguém" e "Polícia unida jamais será vencida", eles decidiram manter a mobilização e aumentar a pressão para que o Palácio de Despachos e a Assembleia Legislativa (Alese) aprovem e façam valer o 'Projeto OPC',  defendido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol).
Nos últimos dois dias, os servidores fizeram atos simbólicos em frente a delegacias de área e especializadas, manifestando rejeição à proposta da Adepol, referente à possível criação dos cargos técnicos de investigador e escrevente. Fotos divulgadas pelo Sinpol mostraram que houve adesão em unidades como a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e as delegacias regionais de Itabaiana, Estância, Lagarto e Nossa Senhora da Glória, os departamentos de Homicídios (DHPP), Narcóticos (Denarc), Crimes contra o Patrimônio (Depatri), Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).
Segundo o presidente do sindicato, Adriano Bandeira, os policiais continuarão mobilizados, mas não vão paralisar as atividades nas delegacias e nem decretar greve, em respeito à população. Ele indicou que a categoria ficou satisfeita com o posicionamento da delegada-geral do órgão, Katarina Feitoza, ao desconsiderar a proposta da Adepol e afirmar que ela não é de conhecimento oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP). "Foi um ato de agradecimento à delegada-geral, porque nos sentimos contemplados com a fala dela, refutando na totalidade esse projeto encaminhado pela Adepol, que afeta diretamente o interesse de todos", afirmou. 
Ainda de acordo com o sindicalista, o 'Projeto OPC', que cria o cargo de 'Oficial de Polícia Civil', foi discutido com a base pelo secretário da SSP, João Eloy de Menezes, que em seguida o encaminhou para avaliação do governador Belivaldo Chagas, o qual teria se comprometido a apresentá-lo à Alese até o próximo dia 30. "O atual projeto é sério, foi encaminhado pelo próprio secretário e aprovado pelos policiais. Ele é uma fusão dos cargos existentes na base da Polícia Civil, juntando agentes, escrivães e auxiliares no cargo de oficial de polícia. É pra que você, cidadão, quando for a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência, possa se servir desse profissional para ter a sua investigação encaminhada em qualquer delegacia de Sergipe", assegurou Bandeira. 
O governo informou que a proposta do Sinpol está sendo avaliada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), pela SSP e pela Secretaria de Administração (Sead), devendo ser mandado à Alese nos próximos dias.