Adema recolhe tonéis de petróleo que apareceram nas praias

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Publicada em 27/09/2019 às 22:12:00

 

Órgãos de defesa e prevenção do meio ambiente reconhecem oficialmente que ao menos 105 praias do litoral do nordeste, desde o Estado do Maranhão até Sergipe, estão apresentando inúmeros pontos de concentração de óleo e toneis metálicos. Somente essa semana, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) recolheu três toneis cheios de petróleo, sendo um na Praia do Jatobá, município da Barra dos Coqueiros, e outros dois na Praia da Atalaia e Praia Formosa, zona Sul de Aracaju. Com pelo menos três quilômetros de faixa de areia, na tarde da última quinta-feira, 26, a situação voltou a se agravar com novos pontos de poluição na praia de Pirambu, região Norte do estado.
Oito, dos nove estados nordestinas, apresentaram queixa contra a presença do material tóxico que, até a tarde de ontem, já havia atingido mais de 50 municípios. O processo de investigação sobre o motivo para o derramamento do óleo está sendo coordenado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), em parceria com técnicos Marinha e técnicos da Petrobras. A origem do produto ainda não foi identificada. A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameaça também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve um projeto de preservação de tartarugas-marinhas.
Por meio de nota oficial a direção da Petrobras informou que : "analisamos amostras de óleo encontradas ao longo das últimas duas semanas em praias nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte e verificamos que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela companhia". Apesar do resultado negativo, a estatal informou que segue contribuindo no que for preciso para tentar identificar a origem e a causa do vazamento de óleo. Sobre as ações de fiscalização iniciada na semana passada, a empresa informou que monitoramento é realizado pelas equipes do Centro de Defesa Ambiental da Petrobrás, sob coordenação do Ibama.
Na tarde de ontem a Capitania dos Portos de Sergipe informou que uma tartaruga marinha foi encontrada morta com manchas de óleo pelo casco. Equipes de limpeza recolheram amostras do produto os quais serão utilizadas para tentar descobrir a origem através da sua composição química, além da água para investigar a balneabilidade. Não há perspectiva de quando esses resultados devem ser apresentados. (Milton Alves Júnior)

Órgãos de defesa e prevenção do meio ambiente reconhecem oficialmente que ao menos 105 praias do litoral do nordeste, desde o Estado do Maranhão até Sergipe, estão apresentando inúmeros pontos de concentração de óleo e toneis metálicos. Somente essa semana, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) recolheu três toneis cheios de petróleo, sendo um na Praia do Jatobá, município da Barra dos Coqueiros, e outros dois na Praia da Atalaia e Praia Formosa, zona Sul de Aracaju. Com pelo menos três quilômetros de faixa de areia, na tarde da última quinta-feira, 26, a situação voltou a se agravar com novos pontos de poluição na praia de Pirambu, região Norte do estado.
Oito, dos nove estados nordestinas, apresentaram queixa contra a presença do material tóxico que, até a tarde de ontem, já havia atingido mais de 50 municípios. O processo de investigação sobre o motivo para o derramamento do óleo está sendo coordenado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), em parceria com técnicos Marinha e técnicos da Petrobras. A origem do produto ainda não foi identificada. A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameaça também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve um projeto de preservação de tartarugas-marinhas.
Por meio de nota oficial a direção da Petrobras informou que : "analisamos amostras de óleo encontradas ao longo das últimas duas semanas em praias nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte e verificamos que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela companhia". Apesar do resultado negativo, a estatal informou que segue contribuindo no que for preciso para tentar identificar a origem e a causa do vazamento de óleo. Sobre as ações de fiscalização iniciada na semana passada, a empresa informou que monitoramento é realizado pelas equipes do Centro de Defesa Ambiental da Petrobrás, sob coordenação do Ibama.
Na tarde de ontem a Capitania dos Portos de Sergipe informou que uma tartaruga marinha foi encontrada morta com manchas de óleo pelo casco. Equipes de limpeza recolheram amostras do produto os quais serão utilizadas para tentar descobrir a origem através da sua composição química, além da água para investigar a balneabilidade. Não há perspectiva de quando esses resultados devem ser apresentados. (Milton Alves Júnior)