Extrativismo predatório

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Publicada em 01/10/2019 às 23:00:00

 

O grau de responsabilidade do 
Governo Federal com as ques
tões ambientais pode ser deduzido pelo número de barragens com rejeitos de mineração que estouram, em prejuízo de cidades e ecossistemas inteiros, sem provocar qualquer espécie de sanção. Neste particular, o Brasil de Bolsonaro é uma terra sem lei, onde simplesmente vale tudo.
Ontem, mais uma barragem de mineração se rompeu. Tudo indica, não será a última. Dessa vez, o episódio ocorreu no município de Nossa Senhora do Livramento, localizado a cerca de 40 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. A barragem tinha 15 metros de altura e volume armazenado de mais de 582 mil metros cúbicos de rejeitos derivados da exploração de ouro. 
O presidente Bolsonaro é um entusiasta da atividade mineradora, a ponto de advogar em favor do extrativismo em terras indígenas. O rigor das normas de segurança ambiental, ao contrário, não é visto com bons olhos pelo Governo Federal. Não é à toa que as barragens de rejeitos estouram e fica tudo por isso mesmo.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, das 500 barragens em operação no país, apenas 150 são monitoradas. O dado é assombroso, mas ajuda a explicar a razão de tantas tragédias. O terceiro país em produção mineral do mundo não dispensa hoje qualquer cuidado às pessoas, maiores vítimas do extrativismo predatório. Mais das vezes, apesar do prejuízo calculado em números de infrações ambientais e vidas perdidas, a mineração é exaltada como atividade geradora de milhões de empregos.

O grau de responsabilidade do  Governo Federal com as ques tões ambientais pode ser deduzido pelo número de barragens com rejeitos de mineração que estouram, em prejuízo de cidades e ecossistemas inteiros, sem provocar qualquer espécie de sanção. Neste particular, o Brasil de Bolsonaro é uma terra sem lei, onde simplesmente vale tudo.
Ontem, mais uma barragem de mineração se rompeu. Tudo indica, não será a última. Dessa vez, o episódio ocorreu no município de Nossa Senhora do Livramento, localizado a cerca de 40 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. A barragem tinha 15 metros de altura e volume armazenado de mais de 582 mil metros cúbicos de rejeitos derivados da exploração de ouro. 
O presidente Bolsonaro é um entusiasta da atividade mineradora, a ponto de advogar em favor do extrativismo em terras indígenas. O rigor das normas de segurança ambiental, ao contrário, não é visto com bons olhos pelo Governo Federal. Não é à toa que as barragens de rejeitos estouram e fica tudo por isso mesmo.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, das 500 barragens em operação no país, apenas 150 são monitoradas. O dado é assombroso, mas ajuda a explicar a razão de tantas tragédias. O terceiro país em produção mineral do mundo não dispensa hoje qualquer cuidado às pessoas, maiores vítimas do extrativismo predatório. Mais das vezes, apesar do prejuízo calculado em números de infrações ambientais e vidas perdidas, a mineração é exaltada como atividade geradora de milhões de empregos.